Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Das delícias de ser pequena

Hoje eu to bem feliz... Eu já sabia que tinha emagrecido. Achei que pudesse ter sido uns 4kg... Mas mesmo não me pesando, desconfio que foi mais.

A melhor maneira de vc saber se emagreceu é vestindo roupas que não cabiam mais.
Ontem minhas roupas me fizeram muito feliz.

O bom de ser pequenina, é que mesmo acima do peso, vc continua vestindo pouco... Eu estava vestindo 38, 40... E tinha lá umas roupinhas desafio... Que ainda cabiam, mas ficavam meio fora de tom, já que me sobravam (e ainda sobram) uns quilinhos.
Pois bem... Ontem fui ao desafio. Experimentei uma saia que comprei em 2003, tamanho 34... E, ACREDITEM, coube e não ficou apertada! Depois disso, danei a vestir outras peças e elas também vestiram bem... Sem apertos.
Mas o ápice foi uma calça social que não passava nem nas pernocas (que dirá na grande bunda que eu tenho de herança genética)... Ela coube também. Só que eu nunca uso calça social, é quase contra os meus princípios, quase como se eu tivesse vendendo minha alma ao estilo cafona de ser... Mas só porque a danada coube, eu vim trabalhar com ela hoje. HAHAHHA!

Mentira, também porque hoje eu tenho uma reuniãozinha mais formal e meu estilo é um pouco over para determinadas ocasiões e ai, eu tenho que dar uma fantasiadinha e fingir que me visto como uma pessoa normal.

Ainda tenho duas calças que não cabem... Duas calças BRANCAS (é, eu usava calça branca)... Uma meio cargo e a outra o que chamamos hoje de skinny e na época era cigarrete... Elas AINDA não cabem... Mas quem sabe daqui a um mês, né não?

Sábado, 11 de Julho de 2009

Tá... O que eu posso fazer? Eu gosto de sair. Gosto de rua, ver gente...
Eu sei, gasto tooooooooooooooodo meu dinheiro.... Mas eu gosto.
Sei tb que sustento todos os taxistas do rj. Se eu comprar um carro eles entram em greve como forma de protesto.

Ontem eu não ia sair. Mas sai. Quarta eu não ia sair, mas sai. Quinta eu não ia sair, mas sai.

Ontem fomos a inauguraçao do novo bar do buko... e eu até tinha iintenção de voltar pra casa junto com a marida, que tinha tomado um relaxante muscular, tava curtindo uma onda e não ia ter vida longa. Mas eu sai, acabei indo pra sex tape com as sócias....

Ainda estou bêbada.

E sabe o q é pior? Minha mãe me disse agora há pouco que estou bebendo demais... O que é grave, já que minha mãe nunca se mete na minha vida... Ou seja... a coisa deve estar mesmo feia.

E bora pra rua... Indo pro sambinha. Com sorte encatamos no Santa Saideira... E aí, aí só amanhã... Que aliás, tem encontro dos amigos do colégio. UEBA!

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Carta da Júlia para o Cristiano

Quando eu te conheci, achei que você fosse o cara para mim.
Você já tinha lido mais livros que eu, visto mais filmes.
Falava a mesma língua que eu.
Ríamos daqueles que pronunciavam nomes de filósofos ou palavras estrangeiras com o sotaque de origem.
E tinha mais... Me admirava, elogiava o que escrevia.
Se emocionava com meus contos e até dava seus textos para eu corrigir.
Você me mandava poemas e cantava as músicas do Vinícius pra mim.
“Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque”
E eu quis.
Fiz planos das louças... Do meu sofá de veludo vermelho na sala.
Da casa branca com decoração vermelha.
A cor da parede, a cor do quarto.
O nome dos gatos.
Um dia tudo ruiu.
E na verdade, eu tenho que dizer que em parte a culpa foi minha.
Mas me diz, quem podia com você?
Então assim a gente dividiu os corações, os corpos... As almas, muito antes. Desde sempre.
E agora a gente divide a culpa também.
Tudo bem pra ti?
Pra mim tudo bem...
Aprendi que as coisas são assim.
E que, desculpa... Isso eu também preciso dizer: Não nos amávamos.
E isso é bom.
Assim a gente sabe que quando encontrar alguém, vai “saber” que ama de verdade.

Boa sorte. Um beijo pra você. Ah, e não esquece de dar comida aos peixes e de pagar a conta de luz.
E fiquei pensando a noite inteira como teria sido. Como seria.
Mesmo sem querer que fosse, só porque não foi.
E tive vontade de chorar. Mas chorar de que?
Tristeza? Saudades? Medo? Mágoa? Arrependimento? Despeito?
Eu não te amo, nunca te amei, mas vou ser sincera, me incomoda o fato de você não me amar mais.
E resolvi desligar você, assim como quem muda de canal, vira a página, joga um trapo fora.
Resolvi "fingir" que não me importo.
E quer saber? Na verdade não me importo mesmo.
Faço graça das situações que mudam de forma tão rápida e tão natural que parecem ter sido desde sempre daquele jeito.
Faço graça, e de verdade acho graça.
Eu fui covarde? Eu fui é muito corajosa em abrir mão de toda essa sua estabilidade tola.
Simplório, medíocre, ordinário...
Eu gosto é do extra...
Você sabe como a banda toca na sua vida, né.

às vezes vc está toda feliz... E vem um infeliz que não sabe nada... E te joga um balde de água fria.

MUITO obrigada! de coração...

Sábado, 4 de Julho de 2009

Adorava amigo oculto no colegio...
Aquela época era tão feliz fazer amigo oculto. Cd era sempre a opção, tanto para se pedir, quanto para presentear.

No primeiro ano eu pedi o CD da legião que tinha "hoje a noite não tem luar". Esqueci o nome... E emprestei pra alguem que não me devolveu.

Aqui no som ta tocando o presente do segundo ano, acustico da cassia eller. Pelo menos eu acho que foi isso que ganhei.

No terceiro ano, pedi o CD da madonna, aquele que tinha Mr. Dj.

Me lembro do último CD que comprei... Tribalistas.

E to aos berros, me arrumando e cantando... Tão bom... Casa vazia, paz...

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


Me supero a cada dia.

Normalmente, quando estamos apaixonados, dormimos pensando na pessoa, sonhamos com ela e é pra ela o nosso primeiro pensamento quando acordamos.

Pensou que esse seria um post romântico, né???

Te peguei.

Esse post é sobre a triste realidade de uma pobre menina que anda dormindo, sonhando e acordando pensando nas coisas que tem que fazer ao longo do dia. Deito já enumerando as tarefas do dia seguinte. Sonho que estou fazendo as coisas. Acordo ansiosa, lembrando de tudo que tenho que fazer e ansiosa pra resolver tudo. Aí, não tem jeito, resolvo levantar logo da cama e começar o dia.

Hoje superei todos os limites. Sonhei que tava fazendo uma coisa importante que tenho que fazer hoje. Aí, acordei. Ainda tava escuro. Olhei no relógio, 5h45. Pensei: “vou tentar dormir mais um pouco. Levanto às sete”. Você conseguiu? Pois é, nem eu. Levantei 6h10, pensando que raios eu ia fazer até poder sair na rua, sem ser assaltada no Centro do Rio rs (exagero!). Mas é que eu me arrumo muito rápido, sempre. E olha que normalmente faço escova, chapinha e maquiagem (eu sei, sou muito fútil)... Quando eram sete já tava pronta. 7h30 já tava no Centro.

Ah, mas antes de estar na rua teve uma outra coisa. Onde já se viu uma casa com duas mulheres ter uma geladeira semelhante a de um homem solteiro??? Hétero, claro. A geladeira lá de casa tinha: água, mussarela e leite (e as outras coisas que sempre se tem, mas que não é de alimentar, entende???). Bem, olhei pro leite. “É vc mesmo”. Minha mãe entra na cozinha e diz: “num bebe esse leite não que não deve tá bom”. Tá, eu não agüentei e soltei um palavrão... Virei as costas de mau humor... Não com ela, mas coitada, sobrou pra ela. Rs..

Depois eu voltei na geladeira e comi uma fatia de mussarela com medo de desmaiar no caminho, já que não jantei ontem... Questão de sobrevivência.

Mas tá... Cheguei no Centro e fiz uma coisa que faço muito pouco, já que to sempre correndo, e me faz muuuito feliz, já que eu to sempre correndo: tomei café sentadinha, numa padaria e vendo as coisas que tinha na agenda pra fazer. Meu momentoooo! Se tivesse com mais alguém não ia ter graça.

Mas a questão é que eu me merecia vir escrever este post. Acordar cedo pra mim é uma coisa... É uma coisa que não tem descrição. Quando eu era criança e estudava de manhã, minha mãe tinha que me vestir dormindo, porque eu simplesmente NÃO ligava, que nem uma coisa fora da tomada. Eu não conseguia. Não adiantava. Depois cresci e passei a acordar 20 minutos antes da aula (eu morava do lado da escola). No terceiro ano, eu devia chegar nos segundo tempo pelo menos 3 vezes na semana. Na faculdade nunca fui reprovada por nota. Mas confesso que fui reprovada em três matérias por falta... Tudo porque as matérias eram no primeiro tempo da manhã. A única coisa com a qual eu consigo ter compromisso de horário de manhã é o trabalho... Sabe, quando eu não tenho mesmo opção, eu levanto... Porque afinal, porra, é trabalho. Mas quando tenho opção de burlar alguma coisa sem maiores conseqüências, eu durmo.

E o mais engraçado é que eu sou chata de tão pontual. Aprendi a me atrasar, por conta do atraso dos outros... E mesmo assim, consigo ser mais pontual que os outros.

Então, imagina como tá sendo acordar todos os dias muito, muito, muito cedo... E espontaneamente...

Pois é, sofrimento máximo.

Com sorte, eu duro até às 20h.


*****

Criança devia ter semancol, né?
Elas deviam nos enganar e ser mais benevolentes conosco, adultos babões.
Elas deviam pensar “ta, não gosto do colo dessa tia, mas vou ficar no colo dela mais de 10 minutos, porque ela vai ficar feliz”.
Ora bolas, ganhariam presentes muuuito mais legais se assim o fizessem. Rs
Não que eu deixaria de dar presente... Mas adulto é facilmente comprado. Com sorrisos, mais de 10 minutos de colo... Beijos, essas coisas.

Com a filha do meu primo é assim.

No sábado consegui que ela ficasse mais de três minutos no meu colo. Foi uma vitória. Mas bastou ouvir a voz da mãe, que os bracinhos de estenderam na direção do sol... E lá se foi minha alegria de tia babona. Rs

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Da psicologia infantil:

A mãe entra no ônibus com uma criança de uns 5 anos... A criança tinha na mão um super copo de suco de maracuja.. Ou de alguma outra coisa amarela.

A criança senta do lado da mãe, no canto, na janela...

Óbvio que aquilo ia dar merda. A criança com um copo na mão.. Maior do que os dedinhos podem segurar... É merda, na certa.

Dois minutos e batata!

A criança derruba o suco em cima da mãe.

A mãe, com todo seu amor e anos de psicologia infantil, AGRIDE:

- Wesley, tu é muito lesado mesmo, Wesley. Nunca vi alguém tão lesado.


(...)


Depois, vira bandido, parricida e ninguém sabe o porquê.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Algo que vem ao encontro do post dos "wannabes"...
Direto do tunel do tempo... Post de marcella em dez de 2006:

http://coisaquedaepassa.blogspot.com/2006/12/ah-me-lembrei-de-uma-coisa-que-eu-vi.html


Falei com amiga Naná que vou mudar o nome do meu blog para "coisinhaquedaepassa". Ok, piadex interna.. Mas vai, eu me diverti. Se divirta por mim : )
Eu não paro de me surpreender com o metro...

Serio, esse é um post desabafo.

Não são nem nove da manhã e eu já to no escritório... Acho que NUNCA tinha andado de metro num estado tão desesperador...

Idealiza: uma pessoa de um metro e meio... De mochila, com um laptop, duas agendas... Mais uma bolsa gigante com 4892984897 coisas... Tá, eu ando carregada, eu sei. Mas gente, o metro é desumano.

Pulando a parte da falta de educação das pessoas, que entram CORRENDO no metro não sei pra que, pq, se eu, que entro na segunda estação já não consigo sentar, que dirá quem entra na quarta, quinta... Mas tá, as pessoas correm...

Depois que a boiada toda entra e eu to lá, no meu canto, esmagada, quase sentada no colo da mocinha que está no banco do lado...Vem a parte ficar olhando MUITO, MUITO de perto para a cara das pessoas. Eu pelo menos nunca fiquei tão perto de alguém, nem mesmo no mais caloroso dos atos sexuais, nem na mais amada das conchinhas, perto de alguém... Você troca perdigotos com todos numa coisa meio lente de aumento. Nem das pessoas mais íntimas, mais amadas eu fui capaz de ficar tão perto... Tá, exagero! Mas é assim.... Aliás, descrição nenhuma é capaz de fazer alguém ter MINIMA ideia do que é.

Ok... Ainda bem que são poucas estações... Mas levando em conta que eu desço onde a maioria das pessoas desce... E a porta abre pro lado direito... Qd entrei, todos os espaços onde eu poderia me aboletar com minha mochilinha, sem causar grandes danos aos outros e a minha pessoa, era o lado oposto. E chegada a hora de descer, eu realmente me questionei se eu conseguiria. Hoje foi por pouco, realmente cogitei a possibilidade de ligar o foda-se e saltar na estação seguinte... E porra, não diga “soltar”, pq vc não solta de lugar nenhum e eu vou ficar muito puta nessa manhã se você ainda falar “sooooltar”. ODEO de quem fala soltar! Odeo de ter que precisar dessa merda de metro...

Cara, minha dignidade ficou lá essa manhã. É impossível sair ainda cheirosa, maquiada, sem estar amarrotada e suada... E ainda INCOLUME, sim, porque ali eu devo ter sido sarrada umas 987794983 vezes na hora de descer... Hoje até tive a impressão de levar uma bela passada de mão na bunda. Mas e ai, vou reclamar pra quem? Mandar uma email pro metro? Só se for pra mandar tomar no cu.

Domingo, 28 de Junho de 2009

escrevi um post enorme. cliquei sem querer em algum canto e fiquei sem ele :(

acabei de ver o jogo do brasil! ueba!!!!

Ainda seguindo amiga Paula no projeto de aprender mais sobre futebol até o fim do ano. Acho tão divertido qd eu consigo acompanhar, entender... Então, vamos que vamos na meta.

Amanhã volto pra terapia... De verdade, o melhor investimento que se pode fazer em si. rs... JURO!

Lá eu aprendi que as vezes nao adianta bater cabeça reclamando da atitude dos outros... Nngm muda, né... Ainda mais quando aquilo incomoda a gente e não o outro... Então, já que nem sempre é justo querer que as pessoas mudem... A gente aprende a encarar as coisas e a reagir às pessoas de forma diferente. Faz um bem danado...

Domingo... Segunda... Há muito trabalho essa semana... Mas to animada com o agito e as novas perspectivas. Ah, eu gosto de trabalhar... Preguiçar é bom, mas preguiçar demais cansa, ne :p

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Eu juro que eu queria estar mais interessante. rs
Eu não tenho nenhuma história mirabolante pra contar, pra fazer vocês acharem que eu sou interessante. Ou me enganar, fingindo ser algo que eu não sou, vai.

Sou feia, chata e boba... Nada de bocó nas horas vagas. Sou em tempo integral.

Coisa que me irrita é isso. É aquele povo que finge ser o que não é, só pra ser descolado, cool, prafrentex, sabe? Não suporto os "wannabe"... Gente assim me cansa.
Gente que fala de filmes, livros e outras coisas assim de propósito.

Gente que é existencialista sem necessidade, ou fica querendo fazer grandes reflexões a respeito da vida só pra mostrar que é muito profunda, sabe?

Ai, cansei e não tenho a menor paciencia pra esse tipo de gente chata.

O interessante é mesmo ser como se é. Não importa se careta, nerd, verde ou muito bizarrinho.

Gente fresca, limitada, cheia de preconceitos tb me cansa... Ai, ai.

A triste história da semana é que eu carreguei minha cadeira de casa pro escritório, só porque ela é mais confortável e porque eu passo mais horas lá do que aqui e agora to sentada de frente pro computador, na cadeira da mesa de jantar da minha mãe. delicinha! experiencia impossível de narrar! Impossível de narra foi tb a minha mão de vaquice em investir em uma cadeira nova e confortável. rs...

Quando eu ficar velha e torta, fato que me lembrarei disso.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Então....
Rufem os tambores... Dia dos Namorados numa sexta é Dia dos Solteiros....
Pois bem, uma amiga de socinha N. levantou a questão de uma grande festança nesse dia... Por e-mail... Sei que as mensagens fizeram a felicidade da minha segunda-feira! Fomos agregando amigos, amigas...

E como sexta fui na Yellow Submarine dançar o meu popozao... Sugeri o local.

E agora, somos quase 20 (entre gajos e raparigas), todos soltinhos na night! Iremos celebrar o ser solteiro, com tudo que temos direito!

Ah, vai... O grande interesse não é a pegação. Depois de tanta diversão, a pegação ficou em segundo plano... O negócio é se divertir e ter boas histórias pra contar...

Eu to dentro. E vc, vai ficar em casa, vendo comédia romântica e enchendo o seu rabicó de chocolate?

Vc encontra mais detalhes em: http://gracianamartins.blogspot.com/

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Sábado me levei pra passear. Eu e eu mesma.
Fomos à exposição do Yves Saint Laurent, que, aliás, nos emocionou diversas vezes...
Depois fomos ao restaurante predileto para almoçar quando estamos eu e eu mesma.
Por que eu não chamei ninguém?
Ah, porque eu precisava sair comigo mesma, sabe.
E depois, eu tinha Los Hermanos, Strokes e The Killers nos ouvidos. E claro, você no pensamento.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Então... Quer saber a mais nova do metrô????

Tem uma propaganda pendurada em algumas estações.

Aliás, uma não, várias. Mas a pior tem um conteúdo mais ou menos assim:

"O metro sabe que tem problemas... Mas nem todo mundo repara só nos problemas do metro"

Sério... Fiquei até comovida! Um desaforo, cara! Tipo, quer dizer q eu tenho q dar graças a deus pq ainda tem metro????

Isso pq eles nao conseguem fazer o MINIMO por um CONSUMIDOR???????????

Quase agradeci por pagar e ainda ser mal atendida, andar espremida QUE NEM BICHO!! Pq sério, só quem passa sabe. Quem nunca andou não tem vaga noção do que é o metro do Rio. Dizem q o de sp é pior... E olha que eu andei recentemente no de SP, mas nem assim, me senti tão sub-humana quanto me sinto qd tenho q usar aquela merda de transporte público!

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Trecho retirado do "Amor Líquido" - Zygmunt Bauman
“As relações de bolso”, explica Catherine Jarvier, comentando as opiniões de Gillian Walton, do Guia Matrimonial de Londres, são assim chamadas porque você as guarda no bolso de modo a poder lançar mão delas quando for preciso.

Uma relação de bolso bem sucedida, diz Jarvier, é doce e de curta duração. Podemos supor que seja doce porque tem curta duração, e que sua doçura se abrigue precisamente naquela reconfortante consciência de que você não precisa sair do seu caminho nem se desdobrar para mantê-la intacta por um tempo maior. De fato, você não precisa fazer nada para aproveitá-la. Uma “relação de bolso” é a encarnação da instantaneidade e da disponibilidade.

Não que o seu relacionamento vá adquirir essas assombrosas qualidades sem que algumas condições tenham sido previamente atendidas. Observe que é você quem deve atendê-las – outro ponto favorável a um relacionamento “de bolso”, sem dúvida, já que é você e só você que está no controle, e nele permanece toda curta vida dessa relação.

Primeira condição: deve-se entrar no relacionamento plenamente consciente e totalmente sóbrio. Lembre-se: nada de “amor à primeira vista” aqui. Nada de apaixonar-se... Nada daquela súbita torrente de emoções que nos deixa sem fôlego e com os corações aos pulos. Nem as emoções que chamamos de “amor” nem aquelas que sobriamente descrevemos como “desejo”. Não se deixe dominar nem arrebatar, e acima de tudo, não deixe que lhe arranquem das mãos a calculadora. E não permita tomar o motivo da relação que você está para entrar naquilo que não é nem deve ser. A conveniência é a única coisa que conta, e isso é algo para uma cabeça fria, não para um coração quente (muito menos superaquecido). Quanto menor a hipoteca, menos inseguro você vai se sentir (...) quanto menos investir no relacionamento, menos inseguro vai se sentir quando for exposto ás flutuações de suas emoções futuras.

Segunda condição: mantenha-o do jeito que é. Lembre-se de que não é preciso muito tempo para que a conveniência se converta no seu oposto. Assim, não deixe o relacionamento escapar à supervisão do chefe, não lhe permita desenvolver sua lógica própria e, especialmente, adquirir direitos de propriedade – não deixe que caia do bolso, que é o seu lugar. Fique alerta. Não durma no ponto. Observe atentamente até mesmo os menores mudanças aquilo que Jarvier chama de “subcorrentes emocionais” (obviamente, as emoções tendem a se transformar em “subcorrentes” quando deixadas livres das amarras do cálculo). Se notar alguma coisa que você não negociou e para a qual não liga, saiba que “é a hora de seguir adiante”. É o tráfego que sustenta todo o prazer.

Mantenha o bolso livre e preparado. Logo vai precisar pôr alguma coisa nele e – cruze os dedos – você vai conseguir..."
Na hora que eu tava tirando as fotos, um dos índios veio em minha direção para vender um CD....
Eu rapidamente guardei a máquina e sai de fininho...
Vai que ele vem atrás de mim achando que eu roubei a alma dele. ME DA

rufem os tambores: com vcs os indios sul-americanos



(para ver as fotos em tamanho maior, basta clicar em cima delas)



Rufem ou corram mesmo. rs

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Diálogo:
Cara me puxa pelo braço (ODEIO quem me puxa pelo braço. Odeio quem invade meu espaço):
- Ei, me larga!
- Peraê, gata!
- Solta, poxa. Que bruto!
- Mas e a celebração do amor?
- Oi?
- É, a celebração do amor!!!!
- Posso querer celebrar o amor, mas sem você?

Ele me xingou de alguma coisa... E eu sai do lado dele, liberta de suas mãos em meu braço.

***

Aquela época de você, eu ouvia muito The Killers. Todo dia indo pro trabalho, na hora do almoço, cantarolava as músicas ao longo do dia. Sei lá o porquê. Sei que the killers ficou a nossa cara. Ah, claro, tinham as outras músicas também: As nossas, Arnaldo Antunes...
Sabe o que me incomoda mesmo? É que amor se paga com amor e desamor deveria ser pago com desamor.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Flashes da vida

*Experimente estar passando pela Rua da Carioca, chegando ao Largo da Carioca às 20h15 da noite e de longe avistar uma caixa de papelão, com um furinho e um olhinho bizoiando as pessoas passando. Quando elas se aproximavam: “ahhhhh”. A criança saía de dentro da caixa e dava um susto nas pessoas. HAHAHAH! Se amiga N não me avisasse, eu cairia na do menininho, fato! Como estava avisada, me restou rir do mancebo a minha frente, que tomou um belo susto e saiu cheio das vergonhas HAHAHAHA!

*Mas então, os índios sul-americanos estão caracterizados com as penas, flautas e os tampos de escalpelo... Mentira, o escalpelo fica por minha conta. Mas que eu tenho medo deles, eu tenho.

*Estava no dentista agora na hora do almoço. Sempre converso com a recepcionista, que é muito divertida. Normalmente não tem ninguém e ficamos eu e ela sentadas no sofá, vendo televisão e comentando essas coisas que vocês já imaginam... Somos íntimas; melhores amigas já! Estávamos vendo uma entrevista com o Murilo Rosa no Vídeo Show e como ela tava ao telefone, perdeu uma parte da entrevista e pediu explicações para mim.

Eu:

- Ah, ele vai entrar na Caminho das Índias como o médico que cuidará do filho da Duda e do Raj. E ele e a Duda vão se apaixonar!

(isso eu compreendi em 3 segundos de entrevista, ta? Antes que vocês achem que minha vida é novela. Eu dou bizoiada, mas é que mesmo quando a gente não quer saber de nada, é impossível ser alheio. São os comentários no metrô, ônibus, a primeira página dos onlines, as manchetes dos jornais C da banca de jornal)

Resposta da recepcionista sobre a perspectiva de Duda ter um novo amor:

- Ah, que legal! Tá na hora dela parar mesmo de sofrer coitadinha.

Somos assim, íntimos dos personagens, vibramos pela felicidade de um PERSONAGEM. DEUS!

*Na agência que temos conta aqui no escritório trabalha um mocinho que é o meu número. Sempre que vamos lá em trio, olhamos, rimos, e as meninas me sacaneiam. Ele não atende o empresarial, então, não temos contato.

Daí que hoje tive que ir ao banco e eu pensei: se eu vir meu número, vou dar um cartão pra ele.

E quer saber? Ele não tava lá hoje! Hahahaha!
E que saber mais? mesmo que ele estivesse, eu nunca conseguiria dar meu cartão pra ele. Humpf!

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

"Manchas de você
A cadeira está no meio da sala. Parada. Imóvel. Quente. Os jornais soltos se espalham a cada rajada de vento. Os Classificados estão grudados sobre a televisão. A minha camisa ainda pendurada na cama tem você em manchas. Assim como a minha parede e meu piso de mogno branco. É bem capaz que eu mesmo tenha manchas de você na minha pele. Pelo meu peito. Barriga. Lábios. E nuca. Se eu reparar bem vou achar o desenho de um leito de rio percorrendo minhas coxas e desaguando nos intervalos entre os dedos de um dos meus pés. Não vou desconsiderar as manchas mais profundas – na mente, na alma e na lembrança. É bem capaz que a nascente do tal rio seja bem no meio dos meus olhos, entre eles. Dificilmente, antes de chegar às pernas, tudo deve ter percorrido um acidentado caminho pelo meu corpo. Sou todo uma grande mancha de você, a ponto de, no final, ter apenas respingos de mim. Quando me olho no espelho pendurado em frente a cama, me enxergo transparente com veias expostas sem sangue e preenchidas por você. Venoso."

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

To lendo “Vale Tudo”, a biografia do Tim Maia, que é escrita pelo Nelson Motta.

E preciso partilhar uma história, pq se tem uma profissão que você pode ser louco na vida e não ser – ok, muitos já foram – internado, interditado, vilipendiado – pelo menos, se vilipendiado em vida... memória lembrada em morte... É a de artista. Além disso, você pode chegar ao fim da vida, ter fama de doidão e ainda assim ser reconhecido pelo talento e genialidade. Artista tem direito de ser temperamental e excêntrico. Ai, que inveja! rs

Mas daí que nos idos 70, Tim Maia tinha voltado de uma turbulenta temporada em Londres, e foi à gravadora (não lembro agora o nome), pra reclamar da foto que tava na capa do novo disco dele: “Onde já se viu negão verde? Essa foto ta verde”).

Daí, munido de uma folhinha com 100 pingos de LSD, que um hippie doidão tinha dado pra ele em Londres (o LSD era sintetizado num pequeno sítio, sem fins lucrativos, apenas para honra e mérito de uma sociedade mais, digamos, elevada) e saiu distribuindo pelos diretores da gravadora. Chegou enfim à sala do chefão, para reclamar da tal capa do disco. O manda-chuva não estava, a secretária logo avisou. Mas na sala de espera estava uma mocinha chamada Rita Lee, que tinha acabado de romper com os Mutantes, e estava muito precisada de que a gravadora lançasse logo seu novo disco, pra esfregar na cara dos irmãos Mutantes. Só que a gravadora dava mil desculpas e não lançava logo o raio do disco.

Na falta de reunião com o diretor, Rita Lee e Tim Maia, em favor de suas causas, simplesmente invadiram a sala do cara e quebraram TUDO... Prateleiras, objetos de vidro... Colocaram a sala abaixo.

É... Se fosse eu, ia presa. rs

Domingo, 10 de Maio de 2009


O primeiro item do meu "enxoval".. Comprei ontem.
Como toda viciada em café... Não podia deixar de ser ... bolotas coooloridas!
Uma vez eu quis ser bonitinha... lembra aquela exposição de Da Vinci que fomos? Foi a primeira - e única - que fomos. E foi a primiera vez que nos beijamos... Lá a gente ganhou dois lápis de brinde... Lápis com o tema da exposição. Que você aodorou, mas eu, com essa minha ignorância prática feminina... Achei legal, mas não vi nada demais nas geringonças. Eu sei, ignorante.
A gente se beijou durante o filminho da vida de Da Vinci. E quer saber? Seu beijo era ruim.

Os lápis ficaram na minha bolsa e vc não levou o seu. Nos separamos depois de um tempo...

E depois de mais tempo ainda, engatamos naqueles encontros pelos cafés do centro, almoço no cosmopolita, encontros em tardes chuvosas. Eu quis ser fofa e levei um dia o lápis pra vc...

Pois é. Achei o meu lápis ontem aqui em casa. Aquele que era par do seu. Joguei no lixo. Pronto, acabou!


E que bauman e Freud me salvem....


Segundo Freud, o homem produz mecanismos para criar "satisfações substitutivas", com o objetivo de proteger-se da dor. A dor, ainda de acordo com Freud, pode nascer de três direções. A primeira delas é a degradação do próprio corpo; o corpo está destinado a essa degradação. A segunda é a do mundo externo e das suas forças de destruição. A última delas é considerada a mais dolorosa e consiste no relacionamento com as pessoas. As "satisfações substitutivas" são de ordem de pensamento – artes, religião e filosofia – e funcionam como instrumentos reguladores. (Será que podíamos considerar uma fuga? Cala-te boca e tira a colher da obra dele. Ponha-se no seu lugar, menina!)

Estudei essa teoria de Freud em alguma matéria. Acho que não saberia mais dizer se fez parte das tantas aulas de Filosofia, do colégio ou da faculdade... Talvez em alguma de Sociologia; Nas Teorias – loucas – da Comunicação... Não importa. Quantas vezes me vi pensando sobre as relações entre as pessoas e chegava sempre a mesma conclusão: que delicado! Que complicado! Quão penoso isso pode ser!

Pessoas diferentes, com as mais diferentes índoles, moral – sim, porque mesmo fazendo parte do mesmo território, vivendo a mesma cultura, a moral acaba sendo subjetiva em alguns momentos, ainda que calada – muitas expectativas, vontades.

Quantas frustrações isso tudo pode gerar. Quantas rachaduras essa superfície pode suportar?

Ficamos com o coração despedaçado porque alguém que muito prezamos falhou num momento desse difícil conviver de corpos, mas nem sempre de alma, pensamento. Nos frustramos, não entendemos, questionamos o outro – às vezes é pedir demais para NOS questionarmos... Talvez fosse o ideal.

Sem contar que nesse processo a gente sempre espera que o outro, seja ele quem for - filho, pai ou mãe, amante, marido, amigo - aja da maneira como agiríamos. Que ele simplesmente tenha a consideração que você se julga merecedor, ou que julga ser a adequada.

O problema são justamente elas, as expectativas. Melhor não esperar. Não vamos encarar isso de forma negativa, mas simplesmente tentar não as ter como regras, porque as coisas podem ter os mais múltiplos fechos e nem sempre o seu é o melhor. "Mais" certo.

As relações me doem demais... Não que eu tenha problema em tê-las. Nunca tive problema em fazê-las (embora, às vezes, opte pelas superficiais e guardo o melhor da minha história para poucos amigos, queridos familiares e amores especiais). Manter as relações sem algumas pequenas frustrações é impossível. E as frustrações não precisam ser eternas, ou profundas. Basta saber lidar com elas... Pensar que se você as tem, o outro, em contrapartida, também tem as dele. E o que seria de nós, se não relevássemos algumas sutilizas em prol das demais experiências?

Pode me ser doloroso em alguns casos, mas nos trazem coisas impagáveis... Cumplicidade, companheirismo, aquele sorriso que é um código... Aquela coisa pra sempre, sabe?

Cansada para escrever a relação que vai na minha cabeça sobre os instrumentos reguladores e pra revisar o texto.... To ficando preguiçosa.
Acabei de ler budapeste, de um folego só... Comecei as 18h e acabei agora, 23h...
E é muito piegas o que eu vou dizer, mas ouvi Chico narrar no meu ouvidinho em alguns momentos... Ai, ai, vc sabe, né. Nós mulheres temos esse gene para adoração ao Chico. Gene dominante... Nada de recessivo.

To ruminando ainda o livro...

To lendo tb a biografia do Tim., escrita pelo Nelson Motta...
E comprei o amor liquido, de bauman, pra ver se eu me encaixo nesse mundo de coisas rápidas e relações superficiais. E fico assim, meio fast food, sem envolvimentos... Pálida, murcha, volátil... Um gás. Sem intensidade.

Sábado, 9 de Maio de 2009

Muitas coisas e acontecimentos para postar!

Mas comecemos por aquelas que fazem troça da minha vida, pq afinal, é assim que se deve viver.

Quero um suspensório pra usar no meu niver. Não, meus caros, a festa nao é à fantasia e eu não irei de palhaço. Quero um suspensórios, oras. Pra que serve todo aquele investimento em revistas com varios editoriais de moda, se eu não posso colocar toda aquela moda conceitual pra fora das fotos??? Mentira! Não gasto dinheiro nenhum com várias revistas, exceto aquelas destinadas ao trabalho... rs..

Mas fui tentar achar um suspensório no Saara, que é capaz de vc encontrar até uma cópia falsi da sua mãe. Enfim. Fui lá. E raciocínio obvio era achar um suspensório numa loja de cintos, malas e bolsas. Nada!

Aí, me indicaram uma outra loja, e sabe qual? A TURUNA! Loja de artigos carnavalescos e de fantasias. HAHAHAH! Infelizmente tava em falta. Mas a moça disse que tava pra chegar e eu prometo contar em primeira mão caso consiga desfilar meu acessório no meu aniversário.

Pois bem, mas mesmo assim continuei a procura. Entrei num a outra loja e um vendedorzinho me respondeu:

"- Não, tem não moça! Mas por que? Ta com as calças caino????"

De costas já estava, de costas continuei, caminhando e nem sequer mostrei os dentes. HAHAHAJHA! O vendedor me zoou. Ninguém merece mesmo.

Mas então. Fui à livraria e quem estava lá me esperando? Bauman com seu amor liquido. Depois da conversa de quinta com a outra princesa da Disney, eu precisava de um exemplar so pra mim! Ai, pra ver se o mundo não muda, mas se mudo eu e passo a beber mais dessa liquidez toda das relações. Se bem que... É tão melhor ser intensa.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

É que o Jornal Extra tem uma seção de esoterismo, com dicas para o dia. Aí, tentei scanear e o blog reduziu tudo e não deu pra ler. Então, vai no "mãoroto":

"Búzios
Walter D'Oxaguiã

Odu Regente - Odi. Contra má sorte: ponha num pedaço de morim preto um punhado de feijão preto, um pedaço de carne bovina (!!), uma moeda e uma cocada preta (!!!). Feche-o, passe-o pelo corpo (!!!!) e despache numa encruzilhada. Peça a Exu que toda má sorte seja despachada. Em casa, banhe-se com sumo de abre-caminho, jaborandi e vence-tudo."

Aprendeu? hihihihihi!

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Tá, percebi que não dá pra ler nada no post abaixo. Humpf...
Depois traduzo!
Com muito respeito a todas as religiões, mas essa mandinga do Jornal Extra de hoje, eu tive que postar! hahahahahaha!

Domingo, 3 de Maio de 2009

hahahaha!
pensei uma coisa doida agora.
as pessoas publicam livros por conta de blogs.
Sera que em alguns anos, publicarao livros com frases do twitter?
HAUAHUAHUAHUHUA!
É provavel.
Sabe o que eu quero saber?
Quando a gente vai aprender a não dar valor pra quam não dá valor pra gente... Entenda... Não é dar valor a quem da pra gente, é simplesmente NÃO dar valor a quem não dá valor a gente. Achou confuso? Né não...

A gente às vezes se sente tão bem ao lado da pessoa; como pode uma pessoa te fazer tão, tão, tão feliz em um determinado momento da sua vida. E depois, depois fazer tão mal, tão mal? Somos todos uns doidos, sabe. Todos... Loucos, sujeitos às marés... Ao sabor do vento.

Quando raios eu vou crescer, me diz? E parar de ter esses sentimentos bocós, esses vazios, essas coisas complexas, pensar a respeito da vida. Não quero pensar, lá, lá, lá.


São os hormônios. Não os que injetam nos frangos, que certamente devem alterar os nossos, mas os meus hormonios de mulherzinha... Quer a prova? Ontem tava no mercado e tive o impulso de roubar uma criança fofa pra mim. HAHAHAHAH! Não a sério, obvio. Não to com síndrome de Nazaré... Mas ao ver aquela coisa fofita, pequenina, atrás de uma grade de carrinho, com as maozinhas assim, apegadinhas na borda do carrinho... Como quem vai dar um pulo, me deu vontade de pegar, rodar, ninar, cantar pra ele. Credo. juro, medo... Maldito relógio biológico. Me deem afilhados, por favor.
É só falar q eles (os outros, oz vizinhos, os excentricos tennembaus) começam o campeonato de tenis de mesa na minha cabeça. ai, ai.

Comi japones até falar a lingua deles fluentemente... hahahah! Mas como isso foi tres da tarde e sao quase onze, tenho fome neste momento.

Fui ao cinema... e so conseguimos ver "eu te amo, cara". Fofito, eu diria... E engraçado.

triste que o feriado passou e junto com ele minha conta bancaria. hahahahah!

Saimos todos os dias. A pincesas da disney e mais outras amigas! adoro isso! intercambio de amigos... Nossa, feriado divertido maximo...

Amanha começa a semana, que vai ser no mode tarefas maximas. rezem pra eu conseguir almoçar parada, me dedicando a comidinha... pq os dias tem sido de comida, telefone, computador. tudo junto...

Aniversario chegando... Nao sei se gosto de aniversarios...

Hoje eu nao to interessante... Nada legal pra comentar.

Se os tennembaus permitirem, volto mais interessante.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

vizinhos calmos.
Devem ter viajado...

obs: mas eu to taaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao feliz.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Eu "to de insonia"...
E resolvi ler as coisas antigas do blog...

Achei esse textinho, que narra meu primeiro beijo. E sabe a verdade? A verdade é que eu aiinda sou essa menina do texto.


O nome dele era Bruno.Poucos meses mais velho do que eu. Morávamos no mesmo prédio. Brincávamos juntos no play. Era meu amiguinho...Eu tinha doze anos... E nunca tinha beijado.Até mesmo quando nas festinhas Americanas (meninos levam bebida e meninas comida) brincava-se de Salada Mista, eu ficava de fora... Ora, eu pensava, não queria que meu primeiro beijo fosse numa brincadeira fútil.As amiguinhas mais próximas já sabiam que eu gostava dele e nada contavam. Me apoiavam, todas elas já tinham dado o primeiro, o segundo, terceiro beijo.Então, eis que o meu aniversário chega.Festinha na minha casa... Luz apagada (para nós isso era o máximo), meninas vestidas com roupa da Drops de Anis... Meninos todos juntos do outro lado da sala. O hit do momento era a música I’ll always love u da Whitney Houston, tema do filme “O Guarda Costas”.TUDO ARMADO: ele me tira pra dançar...Meu Deus, que desespero... Eu não posso mesmo dizer que aquilo foi uma experiência agradável, nem de longe.Meu coração pulava, eu só queria que aquilo tudo acabasse.A música chega ao fim e ainda bem, a hora do parabéns também!Uma semana depois... Estamos no play, brincando e uma amiga minha fala: “O Bruno está te esperando do outro lado do play”...Eu pensei: “Dessa vez não tenho como fugir”.Fui na direção marcada, como quem vai para o matadouro, ou pior, como quem já tem a sentença de condenação, mas não faz idéia de quais requintes de crueldade serão usados para a aniquilação.Oi, ele diz.Que bonitinho, disse que gostava de mim...Me beijou... Que coisa estranha.Ta, não vou dizer que eu achei aquele negócio de língua dentro da boca uma coisa legal, achei estranho e pensei, ahhh, então é assim...Ele parou de me beijar e eu já estava indo embora, quando ele disse: “Poxa, você já vai?”. Nessa hora, eu descobri o que era “ficar”... Pra mim, funcionava daquele jeito, ia lá, beijava e ACABOU (nem um pouco romântico, eu sei), mas como eu ía imaginar que ficar consistia em beijar, ficar juntinho por um tempo e depois talvez nunca mais rolar nada... Ora, eu era uma criança inocente... Tá, nem tão criança assim, mas eu ía saber que existia esse raios de FICAR?Dei mais uns dois beijos e fui embora.Nunca mais fiquei com ele, não porque ele não tenha querido, nem eu tenha... Mas sei lá... Não aconteceu por timidez dos dois.Acreditem ou não, até hoje cruzo com ele na rua... Hoje em dia, já não nos falamos mais, porque o tempo passa e simplesmente os laços acabam, nada demais... Não sei se ele me reconhece, afinal, onze anos se passaram, mas eu lembro dele... Como um primeiro beijo nada traumático, apenas engraçado!
Em abril de 2006, eu escrevi:


Acordou cedo. Olhou para o lado e viu que ela ainda estava dormindo. Começou a escrever a carta que findaria de vez com aquela situação. Poderia fazer de outra forma... Conversando. Mas ela jamais entenderia. E seria aquela mesma história. Já não tolerava mais as crises de ciúmes, as infantilidades, as cobranças. Precisava sentir-se livre, mesmo que soubesse que não o seria de todo.Escrevia cada letra, palavra, frase e ouvia o barulho do amor dos dois, a risada dela, a voz ao pé do ouvido.Mas ele tentava se convencer que seria melhor assim... E na verdade seria mesmo. Estava farto daquele amor sujeito às instabilidades, aos altos e baixos. O que justamente lhe causava problemas era o que mais gostava: a impulsividade. Em uma hora ela o amava, faria – e fazia (!) - tudo por ele. Na seguinte, era capaz de lhe arremessar a casa inteira – que era dele. Entrou nessa história pela porta da frente, disposto a tudo, de peito aberto, arregaçando a alma... Sairia cabisbaixo, pela porta dos fundos... Abrindo mão do amor; talvez em troca da felicidade. Talvez não. Escreveu ao fim da carta um “com amor” de sabor amargo.Respirou os ares dos términos... Assinou. Guardou em um envelope, mas não teve tempo de colocá-la em um lugar ao alcance da namorada: ela acordou. Olhou para ele com as palavras de bom dia, meu amor.Ele rasgou a carta e não pensou mais no assunto.
A gente não foge do que a gente é.
É isso... Eu sou eles; os meus amigos.
Aqueles mesmos que às vezes eu reclamo, fico triste com algumas atitudes. Me decepciono... E volto, pro aconchego das histórias, do passado, das bebedeiras, hoooras e só ir embora com pelo menos um engradado.
Hoje, depois de um tempo afastada por conta da vida atribulada... Revi vocês, meus amigos, e vi que eu sou vocês. E como é bom.
Tava com saudades.
Precisava rir com vocês.
Precisava me enxergar.
A gente vê tanta gente feia pelo mundo, gente mesquinha. Gente sem abraço, afeto, cuidado. Gente que não se importa. Gente só da boca pra fora.
Nunca tive medo de agregar. Muito pelo contrário. Não há coisa melhor no mundo do que as pessoas. Quanto mais, melhor. Cada pessoa, tão especial... Tanta coisa pra ensinar, contar... Atitudes, loucuras e suas crises existencialistas.
Mas há amigos, ah, esses amigos... Que só eles, só neles e com a eles a gente se enxerga. E é mais a gente. E quer estar junto.
Hoje, posso dizer que eu me vi em vcs. Que eu sou vcs... Eu e todo o mundo, que eu trago assim, nesse meu grande baú de outras "gentes"... Eu, vocês, eu, vocês, minhas pessoas, nós e eu! E eu.

E me lembrei de Pablo Neruda...


"E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos..."

Que deve ter uma conotação de amor entre homem e mulher... Mas que agora, me cabe... E cabe e dói fazendo ser feliz.

Minha gente! Bora ser feliz no show do Cordel quinta! Que eu vou cantar: "aquele cheiro, som imagem do seu corpo, incendeia!"... E mais:


Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia

é, caros... Neste quarto de fogo solitário.

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

A gente simplesmente vive a vida fazendo o que tem que fazer. Às vezes não dá pra pensar muito, a gente simplesmente faz aquilo que deve ser feito e pronto. Na falta de quem cuide da gente... E isso não é mau, nem drama. É que todo mundo tem que cuidar das coisas que simplesmente tem que fazer também. Acordei com uma vontade enorme de ter pessoas que resolvam as coisas da minha vida por mim. Que simplesmente me dêem ordens... Quero ordens...
Pensei em adquirir um marido, de ser dependente e simplesmente ter um marido. Profissão: mãe e esposa... Aliás, só esposa, sem obrigações. Mas nós, mocinhas do séc. XX, não temos a liberdade de não querer ser profissional, independente. Precisamos ser. Quando não somos, somos retrógradas... Fracas. O bom é ser assim: livre, independente, ter um bom emprego, ser bonita, atraente, perfumada, depilada, escovada, inteligente, desencanada, não ser ciumenta, comportada, boa de cama, magra, peituda, equilibrada, boa mãe, boa esposa. Ui! Tem tempo nisso ai pra ser eu?
Obvio que não abro mão desse estereótipo mulher independente por nada! Quero ele pra mim, sempre. Mas vamos lá, que liberdade nós mulheres temos de verdade? Além de escravizada por todas essas necessidades loucas de ser quase a super fêmea, super-femea super fêmea... ... Quem disse que eu alcancei a liberdade? Seremos livres o dia que tivermos a coragem, inclusive, de sermos mães, do lar, não trabalhar, depender do maridinho... Sei lá!
Sei lá porque to dizendo isso, não seria do lar por escolha própria e nas atuais pressão, temperatura e bla bla bla. MAS eu não quero mais resolver as coisas que simplesmente tenho que resolver. Resolvam por mim. Que resolvam por mim.

Que resolvam por mim.

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

A nova versao do msn no meu windows vista diz qd estou "online" que eu estou "disponível"...
Que disponível nada! Eu, hein!
"online" era mais simpatico.
Em homenagem... O São Jorge daqui do quarto : )
Lugar de destaque, entre os livros do nelson.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Então...
Descobri o que meus vizinhos fazem na minha cabeça até altas horas: jogam ping-pong. É serio...

Não jogam no wii não, é "tenis de mesa" mesmo. Do old school Daquele que a gente brincava no play.

A essa hora eles estão calmos, mas é só o relógio começar a se aproximar das doze badaladas que eles começam os torneios.


O escritorio da gente é num cantinho meio ermo do centro do rio. Ermo não, mais divertido do que ermo, pra falar a verdade.

Acho que poucos conseguem identificar os códigos, simbologia, memória afetiva coletiva que rola ali, no centro do rio.

Já me declarei ao centro do rio aqui em post anterior... Mas sério, o canto de lá que eu trabalho é o melhor...

No meu edifício, os tres primeiro andares são de salões especializados em cabelo afro. Já disse as minhas sócias que meu sonho é fazer uns dreads... HAHAHAH
Mas elas acham que não combinam comigo e que eu ia ficar fedidinha, pegar piolho e talz... Desisti. rs

O entorno do edifício é de lojas que comercializam cabelo humano. As pessoas te abordam e falam: “nem, qué vendê seu cabelo? Cada cm um real”... ECATI. Cabelo humano. Bastou cair da cabeça pra cabelo passar de limpo, a nojento.

Tá, mas aí, tem umas lojinhas de CD. E de lá ecoam berros e berros de forró, axé e funk.

Tudo isso ao lado dos teatros mais tradicionais do rio.

Parece uma loucura, né? Mas não é não... rs

E tem uma coisa que me mata de medo. O índio sul-americano com aquela flauta (se é que é uma flauta) e roupas típicas (??? Tipicas? Ora, caracaa, seriam as roupas originais!). Muito medo dele... Qd saio do metro e ele está por lá, me da frio na espinha e eu começo a cantar outra musica na cabeça, pra não ouvir a dele e lembrar de filmes que tenham como conseqüência escalpelo de alguém e enterrro de coração.

Tá ainda não falei do cinema pornô e das casas de conveniência. Basta estar em um dia mais distraído que ao invés de entrar na escadinha do vegetariano, vc vai entrar é no puteiro mesmo.

Agora ta. Vou ali ver desperate housewives e já volto.
Sonhei que vááárias abelhas me picavam.
Eram muitas, desesperador.
Resolvi pesquisar o que sonhar com muitas abelhas te picando significava.

Sonhar com abelhas te picando: significa que está se sentindo ameaçado por pessoas que você considera inferiores. Quando muitas abelhas te picam, significa que você se sente em posição superior aos demais ao seu redor. Pode significar também a iminência de uma revolta ou motim. É importante ficar atento ao entorno, traições e intrigas.

Tá, mentira... Isso não existe e eu inventei. Não a parte que eu sonhei. É verdade e foi péssimo. Mas a parte do significado eu inventei. Sonhar com várias abelhas deve ser simplesmente porque você passou por uma colméia... No meu caso, acredito que tenha sido associação com um mosquito que engoli ontem de noite.
Promessa: não vou sair mais durante a semana.
Saio, bebo, me excedo e no dia seguinte sou uma ameba.

Ahhhh, sonhei também que o Frejat chegava em mim, dia desses. Mas isso é porque no último show que fui dele, ele cantou aquela música da Adriana Calcanhoto “entre por essa porta agora e diga que me adora... La La La La La”. Enfim, as moçoilas do show foram ao delírio e desde então eu nutro uma certa tara pelo Frejat. Vai entender. Mas no sonho a gente se pegava e eu ainda mandava assim: “ah, vi você naquele filme do Cazuza.” PESSIMO.... Definitivamente, mandei mal. rs

Mode sequela total hoje... Agora só saio sábado e olhe lá... Só se o festejo valer muito a pena.

Domingo, 19 de Abril de 2009

Continuo odiando meus vizinhos...
Cada dia mais.

Comprei um roupão novo. Acho que vou voltar da natação de roupão... Tinha um cara no mercado de roupão.

Sempre que eu vou ao mercado, esqueçod e comprar alguma coisa.


To procurando um canto pra comemorar meu aniversário. No buko de novo não vai rolar... Ficando muito cheio. Mas tá, e ai? Faço onde?

Que chaaaato : (

Domingo, 12 de Abril de 2009

Aproveitei a indulgência da Páscoa para comer todos os chocolates possíveis e imagináveis. mentira, não foi só a páscoa. é que nadar me deixa com a mente livre para me aventurar no mundo das coisas calóricas.
Além de comer chocolate, aproveitei para colocar o sono em dia. Sonoterapia TOTAL... Vivi como uma vampira... Dormi o dia inteiro e só coloquei nariz pra fora de casa nas noites.
Alias, sai todos os dias...
Meus vizinhos novos de cima são muito barulhentos. Acho péssimo aqueles vizinhos que reclamam do barulho, mas na boa... Ou eles montaram um picadeiro em cima do meu quarto, ou estao ensaiando um numero de dança espanhola. Ainda não sei quem eles são... Creio que uma dupla de adolescentes esteja entre eles (esbarrei um dia no elevador), enfim... Como não vou reclamar jamais, vou ter que acostumar a conviver com a barulheira chata. Saco.

Talvez eu passe a ficar com a TV no volume maximo, pode ser que a afronta resolva... É, farei isso nesta noite. POsso tb colocar um bilhetinho debaixo da porta deles, escrito: "barulhentos".

humpf!

Meu roteiro começou na sexta, qd fomos para o tao mal falado Arco-iris... ja ouvi de tudo sobre ele... Que as pessoas cheiram coca lá, que só tem gays, que só tme lesbicas, que só tem gente feia, que a energia é ruim... Mas as únicas coisas que sei sobre aquele bar que insisto em ir todos finais de semana é que o banheiro é pessimo, a cerveja está sempre quente, que aquele telhado vai cair. Descobri que lá tem, uma camera.

Depois partimos pro emporio... Parecia uma boate, com um banheiro publico. Surreal. Fiquei 20 minutos pra conseguir um chop, depois mais 15 na fila do banheiro. Resolvi dar um tempo de emporio... Mega cheio, impossivel de beber e ainda impossivel de conversar com a pessoa da cadeira ao lado.

Mas vc pensa que acabou? Nada... ja virou tradição, depois do emporio, pizzaria guanabara. Da ultima vez minha companheira foi uma barata, que resolveu passear do meu lado qd eu estava no meu quase último pedaço de pizza. dessa vez, porrada... Decidi que este roteiro está suspenso por tempo indeterminado... Nada de emporio depois pizzaria guanabara para as "princesas da disney".

Quinta nada demais... Como sempre, bebidinha no quintal.

Sexta Lapa de novo... Fomos pro odisseia e quer saber? FILA pra pagar. Não dá. Paguei meus dois chops e vim continuar o processo da sonoterapia.

ontem, plebeu....

E hj? Hoje eu trabalhei de levinho... to pensando entre maratonas de series e maratonas de series. rs

hoje é casa, que a semana vai ser mega, mega cheia....

Mas tudo pode mudar... Qd o telefone toca, tudo muda : )

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

Lembra qd vc disse isso pra mim? Aliás, me mandou por msn. TRata-se de Clarice. É, a Lispector. Não, e não se tratava de ausência, mas de urgência. Uma urgência doida... De ter q olhar o tempo todo pra pessoa. Comer a pessoa.
Sabe qd vc deita ao lado de alguém e respira o ar q sai da pessoa? Pois é... Urgência.

Não necessariamente saudade da pessoa. Saudade das situações. Das situações que a gente cria. De achar tudo mágico, que ninguém mais no mundo vive aquilo como vc. Sabe o nome disso? Paixão. Só.

E acredite, o maior entorpecente.

Perde-se deliciosamente o senso... E pior do que os bipolares, que creem serem mais especiais do que os outros, com dons mágicos... Os apaixonados se acham acima do bem e do mal. Dos outros, dos proprios desejos e convicçoes. Só cegueira.

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Almocei num restaurante perto do escritorio hj...
Sempre almoçava la qd trabalhava no centro, em 2003.

é gostosinho. nada demais.


MAs hj uma salada me intrigou.


A salada era de mussarela de rúcula com kiwi. HAHAAHHAH

A principio, li rápido e fiquei catando a rúcula. Mas depois a ficha caiu.

HAHAHAHAH!

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Esse texto é divertido e merece um repeteco.
A história é "real" rsrsrs!
Escrevi no meio do ano passado :)
Uma maneira divertida de desencanar de um boco que fazia joguinhos comigo : O )
Eu e Greg
Quem me apresentou Greg foi amiga H.Da primeira vez que me viu, Greg soube mais de mim do que eu mesma. Greg apertou minha mão, sorriu e me olhando bem nos olhos disse assim (em tom profético):
- Ele simplesmente não está a fim de você!
Aí eu pensei... Tá bom, seu Gregzinho de merda! Quem é você? "Te conheço?". Nunca te vi com mais cara de Roberto Justus na vida. Sim, porque um autorzinho de merda, que escreve livro de auto-ajuda (ou coisa do gênero) pra mulher que simplesmente não vê que o cara não ta a fim dela (E ACREDITEM, nós NUNCA VEMOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! e mais trocentas exclamações), só pode ser um homenzinho de titica de galinha, com cara de Roberto Justus, que arranjou um meio de ganhar dinheiro com o monte de mal amada, mal comida, solteirona, tiazona e desiludida que tem por aqui, nesse mundão de mato sem cachorro. Simmmmm, porque nós estamos em TODOS os lugares!
Mas beleza. Briguei com Greg nesse nosso primeiro encontro. Nunca mais quis saber de Greg... Mas virava e mexia, amiga H, sábia mulher... Casamento marcado... Me dizia: - Amiga, acredita do Greg. Ele é o Cara!Mas eu cagava pro Greg e continuava no meu "fantástico mundinho mulher-carente-ele-deve-gostar-de-mim-bem-lá-no-fundo"... E ficava com a frase de Greg, aquele que conhecia bem mais que eu da minha vida, como um eco na minha cabeça oca. Cabeça oca de que? De menina que vive em seu "fantástico mundinho mulher-carente-ele-deve-gostar-de-mim-bem-lá-no-fundo".
Greg é um autor do livro que se chama "Ele simplesmente não está a fim de você"... Muito mais que isso, meu querido amigo Greg é um homem sábio, que sabe das coisas, rapá (Greg deve ser gay)! Com esse nome deve ser norte-americano... Não sei, nunca li Greg, nem pesquisei no google (depois que acabar esse post, vou dar uma pesquisada). Mas quem precisa ler o livro, quando a frase já é tudo? Querida, acoooooooooooorda! Ele simplesmente não está a fim de você. Pronto! Simples assim!Mas, eu continuava a cagar para as sábias palavras de Greg...Pois bem... Eis que de repente, coisas estranhas começam a acontecer em minha vida... De uma simples menina serelepe de 25 aninhos, de uma bela "neófita" jornalista do mundo real... Realíssimo, alías, crudelíssimo, aliás... Minha vida virou uma ficção das brabas... É... Assustador, caro leitor.
Tudo começou quando eu fui ao supermercado. Era dia de feira e os legumes estavam suuuuper coloridos, as verduras suuuuper verdinhas e eu resolvi parar naquela banquinha para escolher os meus pimentões. Sabe quando o plano do cinema sai do aberto e vai para o close? Pois é... Me salta uma cabecinha do meio dos pimentões... Uma mulher, com cara de trabalho de arte pop e diz assim: "Ele simplesmente não está a fim de você".
- Ai! (gritei desesperada). Valha-me meu Santo Antonio, padroeiro das encalhadas! De onde surgiu essa cabeça?Fechei os olhos. Abri! A danada não estava mais alí... Ufa! Uma ilusão... Eu realmente preciso parar de me drogar com altas doses de café... To ficando agitada, falo demais, impulsos e agora essas alucinações.
Segui minha vida... Minha super vida de garota bem resolvida... Eu não preciso de ninguém... O mundo é meu. Taí pra eu abraçar! É só correr pra vida! Sexo sem compromisso, casual... Tudo bem, eu também não quero compromisso, tanto quanto sou boa mentirosa!Achei que a vida voltava ao normal e já estava me recuperando... Ledo engano... Depois desse episódio, vieram outros.
Um dia, estava assistindo ao Jornal Nacional e bem assim, do naaaaada.... O William Bonner, é, aquele que é suuuuuper bem casado com a mocinha que trabalha na cadeira do lado, me disse, DO NA-DA!
- E antes do Boa Noite habitual, hoje eu tenho algo a dizer: Marcella, ele simplesmente não está a fim de você!Hãããnn????
Boquiaberta!Não deu tempo de ouvir de novo. Mas eu juro... Ele disse, não foi sonho... O café não deixaria!Passou, né.
No dia seguinte, fui à praia! To lá, tomando meu sol... Feliz, ouvindo uma musiquinha... Sabe aqueles aviões que fazem propaganda? Pois é, acredita o que estava escrito na tirinha maldita dos infernos: "Ele simplesmente não está a fim de você".
Só então, nessa terceira abordagem.... A pessoa aqui, lerda que só (lerda é o caralho, porque mulher é muito burra pra essas coisas), é que a mocinha serelepe lembrou de seu caro amigo Greg... Tão desprezado em suas palavras.Mas acreditem, não foi o suficiente. Entre tantos "mas" e porquês"... Idéias mirabolantes, conselhos absurdos, pensamentos enlouquecidos para tentar justificar os atos dele (sim, caros leitores... ELE finalmente apareceu! Aquele que não está a fim de mim... E que todo mundo sabia, menos eu!).
Sai da praia assustadíssima, encasquetadíssima... Olhando para todos os lados e vendo Greg e sua foice da verdade atrás de mim, prestes a cortar minha cabecinha oca. Fui almoçar no Chinês... Eba! Biscoito da sorte! Sabe o que dizia a mensagem do biscoito da sorte??????? Rá! "Ele simplesmente não está a fim de você".
Hãããnn???
Dai pra frente você já pode imaginar... Achei que o caso era grave, gravíssimo e pensei em internação... Esquizofrenia. E me senti assim, meio que Garota Interrompida! Era onde eu fosse, sempre tinha alguém para me dizer: "Ele simplesmente não está a fim de você"... Pessoas me cumprimentavam na rua, "Olá, ele simplesmente não está a fim de você". Vizinhos, pasmem: "Bom dia! Ele simplesmente não está a fim de você"... O locutor do rádio... "E agora eu mando um recado para Marcella dos Cafundós do Judas! Marcella, ele simplesmente não está a fim de você".
A gota d'água foi hoje de manhã... A velha, mendiga da minha rua... Que anda com uma vassoura para lá e para cá... Vassoura careca... Limpando sei lá o que. E canta mantras hindus e depois canta o hino da França... Me disse assim, com a sanidade que só os loucos podem ter: "Ele simplesmente não está a fim de você".
Depois disso, me bastou! Se até a mendiga velha maluca da minha rua tinha mais razão sobre a minha vida do que eu... Resolvi fazer as pazes com Greg. Hoje mesmo marcamos de almoçar juntos, para comemorar a minha aceitação da realidade... E para que eu possa partilhar com outras colegas a minha superação. Um dia de cada vez! Ele simplesmente não está a fim de mim!

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

A questão é que a marida e a amante viajaram..
A marida vai ficar 4 meses a trabalho... E ja tinha sido avisada q ia rolar o adulterio. Mas po, a amente ter ido pro nordeste foi inesperado... Recorri ao marido prum cinema, mas ele tinha pos hj e eu fiquei sem marida, sem amante e sem cinema. humpf!

Marida disse q por la está tudo bem e a amante disse q onde esta é proibido pensar, senao chove rs.

Ai, alguem tem a segunda temporada do mandrake, serie da hbo?

preguiça de baixar....

Domingo, 15 de Março de 2009

O cumulo do sedentarismo é acordar mega dolorida pq dançou a noite anterior toda.
Pior ainda é ficar com os braços doloridos de ficar com criança no colo...

Se você ta catando o macho alfa, elimine da sua lista os restaurantes a kg classe media, em bairros classe média. Lá vc encontra muitas especimes, mas todas elas assim... Casados, com esposas e normalmente um filho bebe chorao, q faz pirraça pra comer.

Você tb encontra os solteiroes, que normalmente vão na aba do irmao casado e dos pais...

Ainda tem as maes divorciadas com os filhos em idade de falar de video game (se bem q os caras de 30 que eu pego tb falam de video game... Ah, as vezes te trocam por ele tb rsrsrs)... Então, isso é abrangente.

Tem tb os velhinhos, esses são os que comem mais frituras e sempre sobremesa... ironicamente os q menos deveriam.

Um ou dois casais de namorados vindos da praia...

Familias que vao comemorar o aniversario de alguem NUM QUILO... No meu tempo a gente ia no la mole... Hoje vao nos quilos.. rs

Ah, por falar em aniversário, nesse quilo um garçom é animador dos parabens. Ao trazer um bolo, ele saca uma peruca verde e atocha na cabeça do aniversariante. Ai, começam as cantorias. Do tradiconal parabens, ao já tradicional parabens da xuxa... Foi o parabens mais longo q ja ouvi na vida!

Mas essa é a minha categoria predileta do restaurante aqui perto de casa: o gordinho depois de 30, com camisa do iron maiden. A RÁ! Hoje tinham dois no restaurante... Ainda embuidos pelo show de ontem na apoteose. O gordinho com camisa de banda é um clássico... E ele sempre vem acompanhado de quem? DA MAMAAAAAE!

Bem, nada contra os mocinhos de mais de 30, com camisa de banda e ainda mais os gordinhos... Nada contra meeeeeeeeeesmo. Mas enfim, que é um clássico é.

Bem, com as dores musculares eu entendi q preciso voltar a nadar... E que preciso arranjar sobrinhos e afilhados, pq ficar com o braço dolorido por segurar criança é demais.
Filhos nem pensar...

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

to pra ver coisa melhor do q chocolate.
alias, tem sim, mas se eu falar, vou ter q bloquear o blog pra menores de 18 anos.
a pessoa janta abobrinha e tem um surto psicotico e cai de boca na receita de brigadeirao no microondas.

vendo bbb, blogando, trabalhando e esperando começar troca de familia... pra vc ver o nivel intelectual da pessoa.

como to trabalhando de casa esse mes, os assuntos sao poucos. as saidas sao sempre correndo para resolver pepinos de trabalho e a volta pra casa é sempre correndo, pra tb fugir do calor.

acho q meu cerebro ficou oco. rs

sabe aquele ex q vc mais tem bronca na vida?
sabe aquele ex q vc pega no carnaval de vingança?
sabe o q é pior? vc ver q esse ex ta ultra, mega, hiper gostoso e q a idade fez bemmm... ui, q raiva :)
O que são as pessoas de copacabana?
adoooooooooooooooooooooooooro sempre.

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

O calor continua insuportável aqui nesta cidade... Há uma semana a gente simplesmente cozinha. Não tem um dia que eu não saia na rua e não volte queimada com as marcas da roupa; isso que dá ser branquela e ter medo de pegar sol. Alias, praia só com muito filtro solar e barraca. Eu amo praia, sol, mar, piscina, água, mas tenho pavor de tostar, sentir calor e não acho que aquela coisa meio dourada de carioca combina comigo. Acho que essa é a única coisa que fujo aos estereótipos da boa carioca da gema.

Essa semana mais uma vez eu tive prova do quão provinciana pode ser minha alma. Cine Iris é um antigo – e famoso – cinema pornô no centro do Rio. Acontecem festinhas super descoladas lá, vez em qd (mas sem sessões pornográficas RS)... Dia desses, estava eu passando – esbaforida pelo calor – pela porta do local, e vi dois rapazes comprando tickets para a sessão. Observei a cena e dei aquela risadinha pra dentro, pensando “nhaaaa, vão foder”. Me diverti horrores com minha atitude, que do alto da minha pseudo libertação sexual feminina, um ser produto do final do séc XX, que prefere ter filho viado a filho micareteiro ou playboy, dei risadinha do que os mocinhos iam fazer numa sessão de cinema pornô, às 13h de uma tarde baforenta do Saara.

Tá bom que a Igreja disse que a máquina de lavar ajudou mais na liberação feminina do que as pílulas. Acho que vou tentar utilizá-la como método contraceptivo. Ou posso também parar de me precaver e simplesmente mandar meu filho pra Igreja cuidar. Pensando bem, não é uma boa idéia... Os pedófilos, que por lá são comuns, iam adorar. Quando era mais nova fiz parte de uma comunidade jovem católica... E a única coisa que restou dessa nefasta experiência foi a certeza de que eu deveria ter lido o anticristo de Nietzsche aos 11!!! E que depois da Inquisição, meu bem... Não preciso dizer mais nada, né. Só de que a Igreja Católica se supera a cada dia.

Ah, e comentar para que a posição dela sobre o aborto da criança de 9 NOVE< NOVE< NOVE anos estuprada pelo padrasto? Que vai virar mocinha na cadeia.

Quero entrar para um movimento anti-padres (foda-se as novas regras ortográficas nesse momento) da Igreja Católica. Alguém me indica um?

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

E só agora... q eu consegui chorar é que sarou. :)

Carnaval no Rio é mesmo o máximo... Mas confesso que meu pique é falho.

A minha crise criativa continua... Não escrevo nada meu (que não seja trabalho, claro) há meeeeses mesmo.

To de TPM e essa veio das brabas. Chorei com "troca de família". Dei uma porrada com o cotovelo na pia do banheiro e chorei... OU seja, nao duvide que sim, as mulheres ficam fisicamente mais sensivel na mesntruação.

Algo me diz que eu to voltando.

Ando trabalhando bastante e um trabalho que tem me feito feliz. Nunca pensei que um sonho fosse se realizar assim, tão cedo. É isso.

E ai que nesses tempos o passado também bateu muitas vezes na minha porta. Algumas ele só passou... Outras bateu forte... E eu revi antigos amores, desamores, fiz vingancinha ( HA HA HA), ouvi mentiras sinceras... E to aqui, né. Afinal, vaso ruim não quebra... E a alma é mesmo em forma de coração... E disso tudo a única coisa que quero é voltar a sentir as palavras escorregarem do coração e derretem nos dedinhos... As palavras fluirem, por que ficar sem inspiração pra escrever sob a propria pena é muito ruim. Seca.

Nesses meses eu aprendi que não aprendi porra nenhuma e que cada dia é um sentimento diferente... E que sim, algumas coisas sempre sao e sao essas que valem.

E que no final, no final, tudo vira pó... que é amelhor filosofia de boteco que há.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

opa!
blog as moscas.
olha a delicia... treclado desconfigurado. computrador rebelde. sabe-se la pq... virus, so pode. mas como encomendei um filho novo q deve chegar essa semana, nao quero chamar o mocinho do pc pra ver uma coisa so, mas sim pra matar dois coelhos com uma visitra so!
entrao, vou escrever com muitras abreviações e toscamenrte, desonrando a classe jornalistica.

A vida esta ortema. correria que so.

a correria eh trantra... q agora de noite eu simplesmente fazia as unhas (pes e maos. NAO gosto que façam minhas unhas. nao trenho paciencia... me tiram bifes, lixam demais e nao fazem como eu gostro... portrantro, desde os 12 anos, quem faz minhas unhas sou eu), jantrava (sunomono improvisado, obvio, sem açucar e atum) e lia os e-mails. A tv trava ligada e o pc na oitentona (alias, ô vicio).

To pensando em um layout novo aqui pro blog... mas isso eh historia pra qd a vida acalmar.

Fiz uma nova tatruagem... a sétima. Depois falo mais sobre ela... que trem vários significados pra mim... Ela tem 11cm :D... Fica na batratra da perna e é a reprodução de um quadro de Miró.

Ai, acho que chega de momento diário, ne. Cada dia o blog se transforma mais nisso. Gente sem conteudo e sem ter o q dizer não devia ter blogs. Vou pensar seriamente a respeito disso. rsrsrs

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

fdg

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009


No primeiro dia do ano, estava conversando com um amigo que me disse assim, em tom bastante pesaroso: “Acho que nunca amei nenhuma mulher na vida. Terminei namoros, me separei, mas nunca, nunca fiquei mal, pelos cantos, a banca rota dos términos... Ainda que achasse que amava a pessoa..."

Ele me falou isso, devia ser mais ou menos umas 21h, de uma sentadinha básica no bar dos feijões mágicos (servem uns feijõezinhos deliciosos com tempero iraniano nesse bar), em que chegamos 17h e apenas fomos embora uma da manhã.

Ele me disse isso assim, triste, cabisbaixo, cheio das culpas... Leia-se de verdade: “CHEIO DAS CULPAS”.

Mas, pra ser sincera, aquela não era a primeira vez que o tal assunto vinha à baila na minha vida. Já pensei diversas vezes nessa possibilidade. Já me perguntei: “caraleou, será que eu já amei alguém na minha vida?”. Claro que eu amei, devo ter amado... Ou pelo menos naquela hora eu achava que amava.

Putz... Muito contraditório isso. Sei que serei apedrejada seja lá qual for a minha conclusão. Aliás... Aqui cabe é a falta total de conclusão.

Primeiro... Amar, amar, amar... No momento a gente acha que ama e morre, esperneia, canta (aproveitando a minissérie) “Meu mundo caiu”... Mas depois passa e mais de uma vez até já olhei pro “ex-ser amado” e me questionei: DEUS COMO EU PUDE? Essa pessoa não é metade do que eu achava que era... Minha existência “sobrevive” feliz da vida sem ela... E raios da vida cadequê eu quase morri de dor quando tudo acabou?

Enfim: Superficial? Volúvel? Carente? Coração de pedra?

Acho que nada disso... Talvez só exista mesmo esse amor de mãe pra filho... Os demais... Todos paixões... Que sim, um dia se transformam em amor fraterno, quando a paixão se vai e fica um carinho, um amigo na história.

Quem sabe os outros amores sejam mesmo só superfície.

Mas aí, tem outra coisa... Será que podemos e devemos e é pra ser assim amarmos mais de uma, mais de várias, muitas vezes na vida? Amar o tempo todo?
Amar de formas diversas? Amar e só amar ali e depois “passar”?

Ou esse amor que a gente acha que sente seja só mesmo paixão e seja arrebatador e simplesmente como todo furacão vem, faz devastações e passa.

A única conclusão que tiro disso é que: sim, superdimensionamos (grafia seguindo a nova regra ortográfica rs) o amor.

Eu acho sim que amamos sempre, mais de uma vez, de formas diferentes, o tempo todo. Amamos e pronto... E não precisa ser pra sempre! Pra sempre é muito tempo. E essa coisa de passar a vida inteira amando alguém é deveras démodé, né?

E a minha frase final para meu amigo: É, meu bem... Talvez o amor seja só isso mesmo.

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Esqueci de dizer que to ouvindo simply red
Muito relapsa com o blog, né.
Vergonhoso.
Mas...
Como resumir tudo que aconteceu e ainda está acontecendo?
Não dá.

Fiquemos com as superficialidades, então.

Estou lendo Crepúsculo (leiturinha de metro, lero, lero)... Aliás, lendo não! Devorando.
Comprei há dois dias, mas já to acabando.

Fofo... O livro é fofo, Edward, o vampiro é apaixonante, espirituoso e a "mocinha", Isabella, é viva, inteligente e incomum. Aquela receita bocó de casais românticos de filmes de comédia romântica. Tiradinhas inteligentes, códigos próprios... Essa coisa do cinema que inevitavelmente a gente incorporou aos nossos relacionamentos. Quer saber? Eu acho uma delícia.

Adoro vampiros... Desde pequena (já falei isso no blog... deve ter sido a pré-adolescencia vendo vamp)... Adoro Anne Rice e essas baboseiras todas. Confesso que comprei o livro só por isso, mas não é que a coisinha é boa? To doida pra acabar esse final de semana e poder já engrenar na sequencia "Lua Nova".

E a reforma, hein, minha gente?
Nunca pensei que fosse ser como minha mãe no quesito 'escrever como no seculo passado' (ela passou por uma reforma ortográfica), mas sinto que minha hora chega... ideia, vc nao faz ideia, nao tem mais acento... Nem voo, nem veem... E a trema? Mas mas mas... A trema era tãaaaaaaaao simpática. Pior serão os hífens... Ruim com eles, provavelmente pior sem eles.

Ah, a crise de criação continua e não escrevo nada, digamos, autoral, há meeeeeeeeeeeses. Mas ela passa. Ah, se passa.
Talvez fosse uma boa solução substituir as palavras por fotos. É uma. Já que com as palavras está mesmo difícil.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Inspirada pela história de uma amiga, que me contou um furinho que deu essa semana, resolvi compartilhar uma agrura profissional rs...

Há cerca de uns 5 anos trabalho com assessoria de imprensa. E coisa peculiar em assessoria de imprensa são os clientes. Parece óbvio, né? Mas é verdade... Cada cliente tem sua caracteristicazinha... Tem o cliente carente, o cliente "amigão", o cliente super ocupado que não pode atender a pessoa que ele paga pra trabalhar para ele, o cliente que acha que você é RP e deve sair para jantar todas as noites com algum jornalista, o cliente que acha que entende mais do seu trabalho que você.... Mas todos, juro, todos são queridos... Sabe por quê? Porque inevitavelmente a gente se envolve com a causa, gosta do cliente, do produto / serviço que ele oferece, investe, aposta... E acaba achando graça das idiossincrasias dele. E tem cliente que vira amigo... Tem cliente que passa a ser uma instituição no seu negócio. E assim vai-se levanto...

Pois bem, isto posto...

Ano passado eu trabalhei numa agência, onde eu atendia um spa. Esse cliente do spa era um cliente deveras complicado por n motivos... Nunca podia atender, não seguia prazos, não respondia e-mails e ainda fazia pouco de veículos menores (o que é péssimo, porque quem é profissional da área sabe que todos os veículos são válidos em uma divulgação), não havia santo que fizesse ele entender que assessoria é mídia espontânea e não publicidade... E a gente acabava trabalhando também como marketing dele. Era bem difícil, porque esse cliente ainda tinha uma personalidade complexa.

Era começo do ano e a versão online de um importante jornal tinha uma seção em que os repórteres testavam um tratamento, serviço, alguma coisa nova. Sabendo da pauta, liguei para meu cliente, para saber se havia novidades. Nunca havia, isso é complicado em um cliente também... Notícia desse tipo tem que ser novidade, não adianta empurrar uma vinoterapia, tratamento que bombou há 5 anos atrás... Mas se essa vinoterapia tiver gotículas de sei lá, cachaça... Opa, notícia! Mas a coisa tem que ser nova. Meu cliente disse que tinha o tratamento X, que era novidade, que ninguém tinha e que trazia 5313221321 benefícios. Obrigada, senhor! Falei com a repórter, marcamos. Ela também não conhecia o tratamento.

Fui acompanhar a bendita matéria. Chegando lá, o cliente simplesmente tinha chamado a FORNECEDORA do aparelho do tratamento, que era uma sem noção. Que levou umas parafernálias que NÃO faziam parte dos tratamentos oferecidos no spa... E ainda acabou detonando e me dando a informação de que aquele tratamento não era novidade, PORRA nenhuma. Ou seja... o veículo vai divulgar a porcaria de um tratamento cheio de parafernálias... O leitor, que leu aquela coisa de outro mundo no jornal vai ao spa. Chega lá, não tem nada daquilo. Liga e esculacha o jornal! Pronto! Merda para TOOOOODOS os lados.

Beleza, cara no chão, cliente que foi super brifada não acompanhou a matéria e deixou a sem noção fornecedora lá... E que situação. Que jeito? Cara de paisagem e entrar no personagem... Tentar chegar ao fim da matéria sem ser socada pela repórter ou sem socar a FORNECEDORA.

Meu erro bestial: acreditei na cliente... Eu devia ter pesquisado. Mas na cobrança do chefe, cliente, repórter, perder a matéria, acabei acreditando nela... E se a editora que trabalhava com aquilo não disse nada (ela também não deve ter pesquisado, confiou em mim, que confiei no cliente... Ledo engano. Não confie! precaução nunca é demais!), nem cogitei essa hipótese de o tratamento não ser novidade. Agi como amadora.

Resultado: a editora me ligou no dia seguinte querendo me matar! E eu, tava na mesma merda que ela, porque simplesmente fui deixada de calças curtas pelo cliente. Passou... Mas dessa história eu levo que toda precaução com cliente é pouca. O profissional é você... Você tem que estar atento a possíveis deslizes... Mas o cliente tem que "te obedecer", obedecer suas orientações. Cliente rebelde é complicado. Nesse caso, eu avisei, avisei, avisei e o cliente fez uma coisa sem me consultar e resultou em merda...

Nesta semana simplesmente a seção não foi ao ar... Olha a situação.

Hoje tenho mais cuidado e alerta máximo com clientes rebeldes... E podendo escolher, fujo deles.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Lembra que eu disse que precisava ligar para o dentista?

Pois é... Liguei, não deu pra desmarcar. Eu tinha a reta intenção de ir. Coloquei o relógio para às 6h da manhã... Masssss, não acordei e não fui.

Da última vez a dentista disse que eu fazia parte da cangue dos que faltavam aos dentistas. Ou seja, se ela já me odiava,me odeia ainda mais e eu to morta de vergonha de ligar pra la. Ela me comparou a um membro de uma gangue. Ou seja, ela me odeia muito.

Além disso, faltando do jeito q eu falto, vou acabar chegando aos 40 de aparelho.

Enfim, uma lástima.

Acabei o livreiro de cabul. legal.. Nada demais. leitura de metro mesmo.

Segunda-feira e eu to completamente de saco cheio do meu trabalho. Quero me libertar. Mas preciso pensar que falta pouco, muito pouco.

Além disso ainda tem essa coisa de final de ano. DE-TES-TO. Detesto essa expectativa do reveillon, de ter q faezr algo legal... De ficar em dúvida. Aliás, detesto dúvidas.

Vou pegar um foguete e ir pra lua, sabe. Alguém me acompanha? Quem sabe na lua eu acho um marciano de férias... Quem sabe o cérebro dos marcianos é menos complexo do que o cérebro dos homens... Quem sabe os marcianos são mais simples.

Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Como boa Carioca... E Carioca da gema.... Eu já tinha ido ao Cristo, Corcovado... Essas coisas obrigatórias para quem MORA no Rio.
Mas ontem, domingo, eu fiz uma coisa que nunca tinha feito. Subi Santa Teresa de bondinho. deveras agradável, diga-se de passagem... Mas rápido, muito rápido! A melhor parte é poder passar nos Arcos e olhar a Lapa lá de cima. Mas é tão rapidinho. Que nem deu muito tempo de desfrutar do lindo dia que estava... E a Lapa, ainda entregue às moscas.
Constatamos que beber em Santa Teresa é coisa de rico... Os restaurantes são referências gastronômicas e o único lugar que resta é o Mineiro. Mas lá está sempre cheio, impossível de sentar... Parece que ele nunca sai da moda e o descolamento é a palvra de ordem daquele lugar.
Conseguimos sentar numa livrariazinha nova... Numa casinha em cima de uma pedra. O lugar é super agradável... Mas é uma livraria e não um bar e ontem nós estávamos determinados a beber e não a comprar um livro. A cerveja era quente e o showzinho que começou, apesar de ganhos em qualidade, estava nos deprimindo. Fomos embora para um lugar onde pudéssemos concretizar nossa gana por esbórnia. Aliás, a esbórnia não acaba jamais.
Arranjei outra gripe.
To lendo dois livros... A biografia de Maria Antonieta e O Livreiro de Cabul.
Preciso ir mais ao cinema... Ler mais jornal. Comprar o presente do Amigo Oculto e ligar pro dentista.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

A sintonia com novelas é tanta, q eu chamei maria do ceu no post abaixo de sol... outro personagem da debora secco. tsc tsc
Tenho também meus momentos novelísticos... Ontem estava vendo A Favorita e preciso fazer algumas considerações:

- A Lara é mesmo uma chata de galocha;
- gente, COITADO do Halley! Resolveram fazer o menino sofrer e agora ele só entra em casa para bater a porta do quartinho como um adolescente e lá ficar. Entra, se tranca. Entra, se tranca.
- O QUE FOI O BEIJO DE ORLANDINHO E SOL! AMEI a cena rs! Fofa.

Chuva infernal no Rio de Janeiro nesta manhã... Chove muito, aos cântaros. :(

To de saco cheio de cuidar dos outros, me preocupar, ter q me omitir, ter paciência.
A pergunta que não quer calar: quem raaaaaaaaaaaaaaaaaios cuida de mim? quem raios tem paciencia com meus pitis? Não, vc precisa ser perfeita! Não há espaços para atitudes levianas, impensadas, imaturas! Cuide dos outros, tolere os outros. Seja meiga, aguarde sua vez.
Quero que ciudem de mim... Me coloca no colo. Aguente minhas frescuras, infantilidades, medos e inseguranças!

Saco.

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

O que eu teria para contar para vocês?
Que sempre que entro num blog que eu gosto muito e ele está desatualizado fico extremamente decepcionada... E estou justamente fazendo isso com vocês!
Mas o que posso dizer... Sendo eu um serzinho extremamente passional, como escrever coisas aqui, sem me expor? E fazer disso aqui um diário não é a proposta.
Peço desculpas.

Ando com reflexões sobre as pessoas que fazem mal às nossas pessoas. rs
Na verdade, não são elas que nos fazem mal. Somos nós que nos deixamos obsediar por elas... Nos deixamos abater por uma palavra, um comentário, uma atitude maldosa. Tão pouco, caros... Tão pouco. A vida passa tão rápido e essas pequenas coisas passam num piscar de olhos.

Eu vivo num diálogo diário de mim comigo mesma. E respondo pra você o porquê... O que "rola" - e já comentei aqui - é que há alguns meses eu descobri que nem tudo aquilo que eu "achava achar" eu "achava" de verdade. Era dos outros, os outros achavam e eu "achava que achava". Achava nada... Eram regras que não me serviam mais... Como uma roupa apertada que os quilinhos do passar dos anos trazem inevitavelmente na balança... Sabe, vivi um pouquinho de nada mais e esses quilos agora que me pertencem precisam de roupas novas, mais modernas, mais de acordo comigo.

E pensei: pra que viver uma vida convencional? Pra que fazer isso ou aquilo? Pra que? Pra que? Eu só quero viver na minha.

E ai que agora eu quero fazer do meu jeito. Bom pra ti? Pra mim tá ótimo.

Mas ainda assim é difícil, porque tem coisas que estão extremamente enraizadas em nós. E daí o diálogo de "si consigo mesmo"... O tempo todo. Quase uma esquizofrenia.

Mas uma esquizofrenia do bem... Que faz a gente evoluir e ser feliz. Mais feliz é o mais adequado.

E às favas essa porra toda... Quem se importa? As coisas passam... E nem sempre têm tanta importância assim...

Às favas nossos chefes, nossos ex-amores, nossos ex-futuros amores, nossos "inimigos"... Às favas as regras pra se ser feliz... "Seja feliz em apenas 5 passos"... Ai, cansei!

E um "vai às favas" do bem, convém informar!

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Eu sei, eu sou péssima!
Abandonei o blog.
A vida anda mega agitada, que tempo pra criatividade não ta rolando... Ando vivendo a realidade máxima.

Ando feliz, ando bem... Ando leve.

E ainda amo todos os visitantes queridos desse blog...

Em breve mais textos, novidades e partilhas. Mas por ora, por ora vai ficar esse silenciozinho mesmo. : O )

Beijos

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Muito tempo sem postar, né.

Mas é que a vida anda agitaaaaaaaaaaaaaaada.

Set/out foram meses de muito trabalho e eu fiquei sem tempo para escrever e ler os blogs queridos.


mas to viva, to bem, to feliz e a tendencia é melhorar.

A minha temporada agora é de caça às bruxas!

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Nossa, hein!
Quanto tempo!

Engana-se profundamente quem acha que segue a vida sob a lei das proprias vontades.
Das próprias expectativas!

Todos nós servimos a varios senhores.... Ao dinheiro, às expectativas da família. Aos amores, aos ex-amores, aos desamores. A cobrança da sociedade... A sombra do pai. as próprias frustrações, aquilo que achamos que devemos ser, aquilo que achamos que queremos ser...

Servimos a todos eles. E cada vez menos a nós. Aos nossos amores, impulsos, vontade. Ao nosso ócio.

É! Somos quem podemos ser.

Tenho uma revelação bem grande a fazer! Sophia Lange, a escriba que aparece às vezes por aqui, nada mais é do que um pseudônimo. E Cinthia Cooper também! Agora que eu contei isso para vocês, terei que arranjar outro pseudônimo. Sophia Lange escreve eventualmente no Anjos de Prata... Poucas coisas, porque ela é muito ocupada.

Já Cinthia. Cinthia nasceu de um amor não correspondido. E morreu sem ele, coitada!

Não, ainda não parti para os heteronômios. Quem sabe um dia!

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Vou escrever agora, porque depois nunca mais. rs

Esse mês vai ser de muito trabalho. E hoje a coisa ta pegadíssima.

Baixei o novo CD do Marcelo Camelo e to apaixonada! A faixa que ele canta com a Mallu Magalhães (cantora de 16 aninhos com uma voz fofa e um estilinho meio anos 60) é MARAVILHOSA! O nome da música é "Janta"... Achei meio trilha sonora de Juno, sabe. Ela ta lançando CD e eu vou me informar logo qd lança, e comprar. Aliás, comprar CD é coisa que não faço desde o lançamento do CD dos Tribalistas.

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

A notícia boa é que com a dieta, emagreci 5kg... Aliás, dieta não... Com a natação. To nadando cerca de 1km, três vezes por semana. Às vezes mais... 1,3 km por aula... Mas com a gripe...


A dieta me garantiu uma gripe megalomaníaca... Sabe Happy Tree Friends? Aqueles bonequinhos fofos que perdem a cabeça, braço, TUDO e sai sangue pra todo o lado? Pois é... Me sinto andando, arrastando meu pulmão, que está caído pela boca, preso por um tubo! rs

Me lembrei de comentar uma coisa já meio antiguinha.
Aproveitando a onda falar mal da novela que colocou a Flora como assessora de comunicação... Me lembro de uma vez ter ficado perplexa com a redação do jornal que trabalha Zé Bob. Eu não sou uma jornalista de redação de jornal impresso. Sempre trabalhei com assessoria de imprensa. Meu máximo em jornal foi uma breve colaboração (DE GRAÇA) no jornal O Povo, no Rio... Que não é parâmetro. Mas tenho amigos que trabalham em redação e já visitei algumas no Rio e em SP, indo divulgar algum cliente... Redação tem um monte de gente falando ao telefone, apurando, escrevendo, entrando, saindo... Mas pera lá... Não se compara ao entra e sai de Donatela, Doddy... Nossa teve um dia que até soco saiu. Um pandemônio.

Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Tirei do blog do ancelmo gois!!!!
Homenagem ao RIO :D

Em homenagem à terra carioca


Papo de Deus com São Pedro, quando criaram o Rio de Janeiro.
- É, o visual ficou bonito!
- Mas, Deus, quem vai viver aí?
- Vamos botar gente trabalhadora, Pedro.
- Boa! Gente que rale!
- Tudo bem, mas cria o happy hour.
- Que tal pôr surfista? Corais...
- Surfistas, aprovado! Mas tira os corais pra não machucar os meninos.
- E a segunda-feira, Deus, mantém?
- Mantém! Mas capricha no domingo. Com futebol, praia e samba!
- Agora o clima.
- Vamos encher isso aí de gelo!
- Tá louco, Pedro? Eu quero sol o ano inteiro,com uma hora a mais no verão! E coloca aí uma observação: pôr-do-sol cinematográfico!
- É, Deus, ficou bom, hein! Merece até uma estátua sua!
- Minha não... Eu não gosto de aparecer. Bota uma do meu garoto.

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Hoje eu só queria assim...
Ficar quietinha numa prateleira. Boneca de porcelana.
Fazendo pose... E de preferência, coloca um livro bem na minha frente.
Me esconde atrás das histórias... Que hoje eu não quero ver a realidade.

Domingo, 31 de Agosto de 2008

Ainda em tempo....

Gente, como assim a Flora virou Assessora de Comunicação?
Porra! Já é a segunda novela esse ano que um faz nada vira assessora de comunicação!
Caraca, que odio! Dá licença! No momento a profissão exercida é assessora de comunicação...
Que chato isso, desmerecendo a profissão... Como se qq um, sem experiencia nem nada posssa exercer o cargo! E pior que o assessor fica de bobo da corte... Eu, hein! Só porque todo mundo se comunica não quer dizer que se comunica bem... OU então as pessoas não estariam ai aos cantos do mundo cheias de problemas!
Ah, sai pra lá!

MOOOOORTE aos autores que acham que todo faz nada pode ser assessor de comunicação.

E tenho dito!

Eu, hein!

Mais dos meus sonhos....

Em tempos de olimpíadas em Pequim. ... Tá, eu sei que já acabou. Eu já sonhei há algum tempo, mas só hoje tive tempo de escrever sobre rs... O espírito olímpico tomou conta de mim e eu sonhei que estava em um aeroporto da China, chegando para fazer sabe-se lá o que nas olimpíadas.

E ai, que eu tinha um gato... E nessa de pegar as malas, o meu gatinho fugia e trepava em um lugar alto. E mala e gato! E eu pegava ele e ele subia de novo. Pegava. Subia.

Adoro gatos... Mais que cachorros. Quando era criança, não gostava de gatos, mas explico: minha mãe não suporta gatos... E durante muito tempo tive isso pra mim, como se eu não gostasse. A gente acaba absorvendo coisas que “acha” que gosta ou não pela sombra materna. Rs... Faz parte.

Pensei em jogar no bicho... Mas a contravenção é crime. Mentira! Não deu tempo e eu também não sei jogar no bicho.

Aí, resolvi pesquisar sobre o significado disso: gato fujão na china!

Deve ter um significado! Algo útil para usar na minha vida!

Pensei em ver pelo Horóscopo Chinês... Mas acho que não tem gato! Deve ter tigre. Mas tigre não vale!

É, não tem gato.

O Gato Chinês é símbolo de sorte e fortuna. Aliás, tenho um aqui comigo no quarto. Amiga Pequenina que me deu e eu adorei o presente. Bem, acho que posso começar por ai. Meu gatinho fujão vai me dar sorte, porque estávamos em aeroporto da china... Mas aí, tem a parte da fuga e eu pegando ele de volta. A Sorte em Fuga? Seria? CREDO!Não, isola! Símbolo da fartura! E eu agarrando o gato de qualquer jeito. RS

Acabei de descobrir que o gato tem significado em quase todas as religiões... Não cheguei a conclusão nenhuma sobre o significado do meu sonho... Mas descobri um site legal, então ta valendo!

Olha que interessante: http://br.geocities.com/delbux_capis_online/pag6.html#top2

O Gato na História

Do ponto de vista histórico, os gatos têm desempenhado
um papel assombrosamente ambivalente na nossa
sociedade. Venerados como deuses benévolos em certas
culturas, noutras foram duramente castigados como
agentes do demônio.
Os primeiros gatos selvagens africanos provavelmente
foram domesticados ainda nas cavernas e aldeias pré
históricas, onde há vestígios de sua passagem. Em
1983, no Chipre, uma escavação arqueológica descobriu
um osso de maxilar felino em uma aldeia neolítica.
Mas os primeiros registros de sua criação remontam ao
Egito, há cerca de cinco mil anos, onde eram
reverenciados e adorados na forma da deusa Bastet. Os
antigos egípcios foram os primeiros a usar o gato no
combate aos animais daninhos, especialmente ratos, que
atacavam seus armazéns de grãos. O gato era a
encarnação viva da divindade. Quem matava ou feria um
gato recebia pena de morte. Quando o gato da família
morria, este era embalsamado conforme a riqueza do
proprietário. e todos raspavam as sobrancelhas e
guardavam luto fechado por muito tempo. Eram tomadas
providências para que o gato tivesse uma boa vida no
outro mundo, sendo comum embalsamarem-se ratos junto
ao corpo. Uma pintura mostra a mãe do faraó Akhnaton
alimentando um grande gato peludo em um banquete. Por
volta de 950 a.C., o culto ao gato estava no apogeu.
Se um casa pegava fogo, eles eram os primeiros a serem
salvos. Milhares de múmias de gatos foram encontradas
no Egito. Em 1889, 19,5 toneladas delas foram
exportadas para a Inglaterra, moídas e usadas como
fertilizante.
Apesar da proibição de importação, muitos gatos foram
traficados para diversos países, como a Índia, a
China, o Japão e o sudeste da Ásia, locais onde
permaneceram sagrados através dos séculos. Também no
Islã o gato permaneceu querido, especialmente por ter
sido o animal favorito de Maomé, que tratava seu gato
Muezza com muita deferência.
Quando surgiu o Império Romano, vários gatos foram
contrabandeados do Egito por comerciantes fenícios, e
tornaram-se em pouco tempo bastante queridos, por seu
auxílio na caça aos animais daninhos. À medida em que
o Império Romano se expandia, o gato se difundia,
tornando-se cada vez mais manso. Há rumores de que
tanto os romanos quanto os gauleses teriam adotado o
hábito de enterrarem os gatos com seus donos, como
comprovam algumas pedras funerárias encontradas em
vários países da Europa.
Gatos estão presentes também na fundação da Escócia,
tornando-se os mascotes deste país. Conta a história
que o general Galsthelos, sobrevivente do episódio em
que Moisés separou as águas do Mar Vermelho, saiu do
Egito em companhia de sua esposa Scota, filha do
faraó, levando consigo seus inúmeros gatos, fixando-se
em Portugal. Séculos mais tarde, seus descendentes
teriam ido para o norte em companhia de seus gatos e
fundado um novo país, ao qual chamaram Escócia, em
homenagem à sua ancestral.
Na Inglaterra de 936, os gatos haviam se tornado tão
valiosos que a lei estabelecia penas severas para quem
os matasse, baseadas nas suas qualidades de caçador.
Assim sendo, um gato adulto tinha um enorme valor.
Durante a Idade Média, porém, desenvolveu-se no Vale
do Reno um culto no qual os gatos desempenhavam
importante papel. Era o ritual da deusa da fertilidade
Freya, cuja carruagem era puxada por gatos cinza.
Imediatamente, a Igreja Católica sentiu-se ameaçada e
iniciou a caça às bruxas, perpetrando ações
inomináveis contra milhares de inocentes e seus gatos,
que receberam as mesmas punições, entre elas a morte
na fogueira.
Na coroação da rainha Elizabeth I, gatos vivos foram
aprisionados e levados em procissão, representando o
demônio sob o controle da Igreja; no final da
procissão, forma queimados vivos. Na Inglaterra
elizabetana, também era comum que gatos fossem
colocados em sacos de couro e usados como alvos para
os arqueiros.
Com a peste negra, trazida pela enorme proliferação de
ratos, que assolou a Europa causando grande
mortandade, começou-se novamente a perceber a
utilidade de se ter por perto os gatos.
Possivelmente os gatos migraram para o Novo Mundo em
companhia dos primeiros colonos. Há registros de gatos
embarcados no Mayflower, em 1620. Porém só no
princípio do século XVIII eles apareceram em
quantidade considerável, quando os colonos da
Pensilvânia importaram muitos destes animais para
controlar uma praga de roedores. Gatos aparecem em
algumas obras que retratam a conquista do território
americano, entre elas a coleção de livros infantis de
Laura Ingalls Wilder, que deixa claro que os gatos
eram bastante procurados pelos colonos americanos. Até
o famoso Daniel Boone teve ele mesmo um gato cinzento
chamado Bluegrass.
Antes da metade do século XVIII, o gato era um animal
novamente apreciado pelo grande público, e foi
inventada a portinhola que permitia aos gatos entrarem
e saírem de casa quando bem lhes aprouvesse. Tudo
indica que o autor dessa fenomenal invenção foi nada
mais nada menos que Sir Isaac Newton, para maior
conforto de seus muitos gatos.
Na Londres vitoriana, os gatos eram um modismo, fato
comprovado pelo grande número de gravuras onde eles
aparecem brincando ou vestidos de gente. Aliás, como
nesta época não se castravam animais, muitos filhotes
indesejados foram empalhados, transformando-se em
obras de uma arte que hoje nos parece macabra.
Em 1822 foi aprovada na Inglaterra a primeira lei
anti-crueldade, e em 1824 começaram a ser fundadas
organizações em defesa do gato e dos animais, entre
elas a RSPCA. Muitos gatos passaram a receber cuidados
especiais desde então.
Muitos chefes de estado adotaram o gato como
companhia. Frederico, o Grande e Winston Churchill
tinham gatos e os adoravam. Frederico fez dos gatos os
guardas oficiais dos silos e armazéns de seus
exércitos. Do gato de Churchill, Jack, diz-se que
compartilhava sua cama e estava sempre presente nas
reuniões de Gabinete.
Nos Estados Unidos, a presença dos gatos tornou-se
tradição na Casa Branca. George Washington era um
emérito fã dos felinos. Abraham Lincoln tinha um gato
chamado... Cat ! O primeiro gato siamês a pisar em
território americano chegou como um presente ao
presidente Rutherford. Theodore Roosevelt tinha um
gato chamado Slippers. E quem não conhece o famoso
Socks, gato de Bill Clinton?
Assim sendo, vemos que ao longo da História o gato foi
pouco a pouco se reabilitando e conquistando os
corações dos seres humanos de todos os níveis sociais,
tornando-se um dos animais de estimação mais populares
do mundo, especialmente em países como a Inglaterra,
onde a o número de gatos já ultrapassa a população
canina.
Em muitos países, é comum a crença de quem não gosta
de gatos não é boa pessoa... Uma crença bastante
verdadeira, tendo em vista que Napoleão Bonaparte e
Adolf Hitler odiavam gatos.

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Carolina

Sophia Lange

Abriu os olhos. Espreguiçou e puxou com os dedos do pé a cortina para ver lá fora. Céu nublado, chuva... Saco!, pensou. Levantou da cama como uma gata, com movimentos leves, graciosos e olhou no espelho. Quase trinta!

Mas e dai? Era hoje. Hoje ela ia sair daquele marasmo sexual. Nem lembrava há quanto tempo não ia para a cama com alguém. Mentira, o Jorge, amigo gay, dormia sempre na casa dela. E sempre dormiam juntos, porque como boas amigas, gostavam de ficar conversando e rindo até a claridade avisar que a brincadeira acabara e que era hora de lembrar que se é adulto. Carolina só fazia samba... Porque samba e amor a noite inteira, estava difícil. Ainda assim, sentia muito sono de manhã. Mas fora o Jorge, que não é propriamente dormir com alguém, ninguém!

Carolina não transava por falta de quem quisesse. Carolina não transava há meses, porque ficou cansada de ir para a cama com um carinhas vazios, que não vão dar carinho. Carolina virou uma sentimentalóide que queria amor. Amor até as entranhas.

Carolina queria ir para a cama com um cara que a abraçasse, beijasse que enroscasse os pés nos seus... Fizesse cafuné. E não sumisse de manhã... Ou que ela não quisesse fazer sumir nas primeiras horas de sanidade pós-sexo-louco. Que trouxesse uma caneca de café para ela na cama, que trouxesse o café na caneca certa, que soubessem que ela toma café com adoçante e quantas gotas são necessárias para fazer sua manhã feliz.

Mas aí, tem esse cara, né. Que ela sempre foi a fim. Um babaca de marca maior... Não daqueles que todo mundo sabe ser, menos ela. Simplesmente um babaca, como tantos desses babacas comuns por aí.

E daí que o babaca, desculpe, o cara... Finalmente resolveu marcar uma saída com ela.

Carolina queria sexo. Mas Carolina queria também amor... Essa coisa tão banal, tão feia da gente sentir. Qualquer dia você vai estar andando por aí e espalhados pelos postes das cidades cartazes de "Procura-se"... Com fotos de pessoas enamoradas, apaixonadas, que amam. Amar hoje em dia é errado. Motivo de vergonha. Vexatório. Mas Carolina queria amor.

Sugeriu jantar na casa dela. Ela a comida (prato principal). E ele o vinho. Fechado. Às 20h? Ok.

Depilação; Carolina não cozinha. Menus. Entrega? Ah, não, mal passado não. Ao ponto. Não, nada para beber; unhas.
Com que roupa?
Não, esse não: oferecida demais.
Esse? Ai, não sei, acho que to meio velha pra essas investidas.
Pronto, esse.

Carolina passou o dia na expectativa... Estava apaixonada por alguma coisa que não existia: fato! Mas quem se importa? Que mal há em ter horas, momentos, dias mais felizes por uma ilusão trouxa de que se tem alguém especial?

19h30... Já estava tudo pronto. Mesa, Carolina, Carolina, mesa. Carolina espera. Verifica tudo de novo. Os detalhes da decoração... Se olha no espelho, escova os dentes de novo, passa um pouquinho mais de perfume. Acha que passou demais e corre pro banheiro para tirar com um pouco d'água. Ai, oito horas.

Mensagem de celular!

"Ocorreu um imprevisto. Não poderei ir. Depois nos falamos".

Assim mesmo, sem nem um beijo.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008


Meu vestido pendurado ali - Frida Kahlo.

Não sei você... Mas eu tenho uma relação estranha com a culpa. Sinto culpa por tudo. Um ex-namorado meu dizia que isso é "culpa" da formação cristã católica (voluntaria) que tive na adolscência... E eu acho que ele tem razão. Eu devia ter lido O Anticristo com 12 anos ao invés de fazer Catecismo. rs... Meu filho vai ler. rs

Frase de ordem da semana: vamos nos livrar das culpas!

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Vocês sabem... Aqui é um espaço de reflexão profunda. rs

Todo mundo mora perto de uma barraquinha de cachorro-quente. Nos pontos de ônibus dos bairros mais chiques sempre rola aquelas barraquinhas de churrasquinho e cachorro-quente pra piãozada.

Perto da minha casa têm várias. Tem uma que é mais famosa. Vira e mexe passo por lá e a fauna é sempre muito diversa. Às vezes famílias... E não é só gente dura não. Nã, nã, ni nãnão. Gente de todo tipo.

Uma coisa me intriga. É a dignidade de se comer um podrão (como a gente chama aqui no Rio. E na sua cidade, como é?). Na verdade não a dignidade de comer um podrão, mas as circunstâncias.
Se você mora sozinha, já passou dos 35... Vai chegar em casa e ver seriados mulherzinhas, lavar as calcinhas e descolorir os pêlos... Por favor, tenha um pouco de dignidade e pegue o seu cachorro-quente para viagem e vá comer no conforto do seu solitário lar, mas não me sente nas barraquinhas, com cara de cachorro molhado e faça sua refeição ali.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

É genético! Minha avó teve até os trinta e poucos. Dentes de leite! Essa semana nasceu meu último dente definitivo que faltava nascer. Assustado? Explico... Meus caninos sempre foram de leite. Mas nunca caíram, nem os definitivos nasciam. Comecei há uns dois anos a usar aparelho, para consertar essa falhazinha... E tive que arrancar os dentinhos de leite (!). E faltava um canino nascer... E eu ia ter que "operar", para catar o danado de dentro das trevas profundas da gengiva... O que era uma pena, porque essas extrações são carérrimas.... Mas era feliz, porque o dentista que extrai meus dentes é uma coisa, gentem!


Além de gatéééérrimo, ele é daqueles caras educados, gentis, que sabe falar com uma mulher! Machistas de plantão hão de dizer: viado! Mas de jeito nenhum... Se fosse, queria um viado desses lá em casa. Mas o fato é que não... O cara é educado "mes"... deus do céu... que pena, juro que eu já estava pensando em encontrar com aquela coisa fofa de novo... Ai, ai. Que bom que ainda tenho dois sisos : O)

Recebi por e-mail!
Muuuuuito boa!
Tiozinho emo!

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Gente!
Desculpa pela ausência de linhas no post anterior... Mas essa bosta de editor de postagem não sabe o que é espaço.
Sabe aquela sensação de dúvida de se você é realmente aquilo que imaginou que seria quando crescesse? Eu sempre penso nisso. Ainda bem que hoje em dia nós, jovens, saímos de casa tarde. Ainda bem não... Péssimo isso. Tudo acontece um pouco tarde para nós. E não cabe aqui fazer julgamento de valores. As coisas são assim e pronto. Não há porque culpar filhos comodistas, pais permissivos.
Outro dia conversei isso com minha amiga Tatá, que me confirmou que às vezes se sentia assim também... Uma pessoa totalmente diferente daquilo que planejou para si. Se achava uma pessoa chata, careta e certinha, enquanto tinha sonhado em ganhar o mundo de mochila nas costas.
Por ora, me resta pensar na frase de nosso filósofo do Big Brother Pedro Bial (aquele que passa horas pesquisando na literatura clássica nacional, personagens e trechos para definir aquelas criaturas profundas que participam do programa), de que as pessoas mais interessantes que ele conhece não sabiam o que queriam da vida ate os vinte e poucos anos.
Quando eu tinha uns 15, achava que aos 25 anos já seria mãe. Ai, me pergunta jacaré: querias tu ser mamãe? Respondo: NÃO! NÃO! Ainda não me sinto preparada para abrir mão da minha vida egoísta, promíscua (rs) e totalmente fútil em prol de um amor maior. Quero muito, um dia... Mas imagina: ser mãe aos 25... Não! Pelo menos não para mim.
E você?
Sabe o que eu penso para minha vida quando eu crescer? Que os céus permitam que eu não faça da minha vida uma ode à mediocridade.
O que você quer ser quando você crescer?
Raul Seixas
O que que você quer ser quando você crescer?
Alguma coisa importante
Um cara muito brilhante
Quando você crescer
Não adianta, perguntas não valem nada
É sempre a mesma jogada
Um emprego e uma namorada
Quando você crescer
E cada vez é mais difícil de vencer
Pra quem nasceu pra perder
Pra quem não é importante...
É bem melhor
Sonhar, do que conseguir
Ficar em vez de partir
Melhor uma esposa ao invés de uma amante
Uma casinha, um carro à prestação
Saber de cor a lição, Que no...
Que no bar não se cospe no chão, nego
Quando você crescer
Alguns amigos da mesma repartição
Durante o fim-de-semana
Se vai mais tarde pra cama
Quando você crescer
E no subúrbio, com flores na sua janela
Você sorri para ela
E dando um beijo lhe diz:
Felicidadeé uma casa pequeninae amar uma menina
E não ligar pro que se diz.
Belo casal que paga as contas direito
bem comportado no leito
Mesmo que doa no peitoSim...
Quando você crescer
E o futebol te faz pensar que no jogo
Você é muito importantePois o gol é o seu grande instante
Quando você crescer
Um cafézinho mostrando o filho pra vó
Sentindo o apoio dos pais
Achando que não está, só
Quando você crescer
Quando você crescer
Quando você crescer

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Recebi um e-mail com umas frases de crianças para o Menino Jesus!

A mais engraçada:

"querido Jesus,
talvez caim e abel nao tivessem se matado se tivessem um quarto para cada um. comigo funciona!"

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De verdade a Bunker fechou. Bunker é uma boate dos meus tempos de adolescente, frequentada por um público que queria ser clubber (na época. o que seriam os equivalentes contemporaneos dos clubbers?), algumas paty's metidas a roqueirinhas e gente pseudo-descolada! Gente que se vestia para ir à Bunker! Cara, a Bunker era FODA!
Com essa minha descrição, a Bunker parecia um lugar totalmente fake! Mas não, não era! A Bunker era o meu lugar preferido!

Ela fica do lado de duas boates gays das mais famosas do Rio... Quer dizer, ficava. A Le Boy e a La Girl. Do lado da Bunker, um botecao sujão, mas que garantia um pré-night maravilhoso.

Depois de tantas ameaças de fechar, de ter ficado totalmente descaracterizada, incluindo em sua programação uma noite de hip hop (?????????????????????????????????), semana passada a boate colocou os sofazinhos e puffs à venda na porta do local. Há quem diga que a modicos "dérreal". Eu não vi! Graças a Deus. Era capaz até de uma lágrima escorrer do canto do olhinho.

Eu comecei a ir pra Bunker com 17 anos. Íamos nós cinco (Eu, J, P, C e B)... A única "dimaió" era P... Então, todas nós tínhamos nossas carteiras falsificadas com nome de P. Só que não podíamos entrar todas juntas na boate com o mesmo nome. Então, nos espalhávamos na fila.

Lá dentro umas plataformas com uns "mastrozinhos" para dançarmos... E a gente dançava! Como dançava! A Bunker tinha um espaço com uma cama negra, onde a galera se agarrava ou dormia de bebado... Tinha tb um box com uns espaços para colocar as mãos e passar mãozinha no material. Não me lembro se ficava alguém lá dentro... Ou se era para entrarmos. Eu nunca entrei. Rs... Depois vieram os banheiros mistos. Foi lá a primeira vez que ouvi na noite a música Idiotéque... Cláááássico dos clássicos do Radiohead.

Sabe-se lá porque a Bunker ficou com fama de lugar GLS... E mais ainda... Todo mundo que quer falar que "frequentou" o submundo (HA HA HA) da cidade diz "cara, eu ia pra bunker"... É engraçado. A Bunker era a coisa mais "patricinhabarbievouparaomundoalternativo" que há... Mas dava muita gente legal tb.

Duas coisas: a Bunker não é GLS... Era frequentada por um público mais misturado, mas lá não acontecia nada demais pro povo ficar com cara de espanto e falar: a bunker é gls. Talvez pela proximidade da Le Boy e da La Gril. Mas na bunker era possível encontrar cabras machos da melhor estirpe. Ui, se era! Diversão garantida! Problema nenhum em ser GLS, pelo menos para mim - até pq night GLS é sempre uma boa pedida... Ninguém puxa seu braço, tenta te agarrar ou puxa seus cabelos. Os gays costumam se vestir MUITO bem, e quem se amarra em roupas pode se deliciar. Os gays são ótimos amigos e mesmo que você não arrume um peguete, vai arranjar um amigo com um ótimo ombro para poder se lamentar. De fato você não vai encontrar nenhum bofe a fim de você. Mas e dai? Melhor só do que mal acompanhada de um micareteiro infeliz que vai nessas boates da moda.

Segundo, cara, desde qd a Bunker era um lugar alternativo????? Enfim, acho graça qd vejo algumas pessoas fazerem referencia a bunker como um lugar pra gente diferente... Rs.

Bem, vá com deus Bunker.

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Dica de Blog: Diário de Suellen! Vou colar aqui um post de lá que eu - muito metida a crítica literária, que só os desentendidos têm permissão para fazer - achei suuuuuper Bukowski.


Du sonolé, 04 de Abril de 2078
Querida Suellen,
Mais uma vez você se fodeu. Eu já cansei de te avisar, mas você sempre faz o que os outros querem e como muita gente quer muita coisa... Você acaba confusa e parada no meio da estrada. Quando você me falou que ia viajar, eu já previa que tudo não daria certo. Ao ler seu bilhete para mim, só pude comemorar a minha previsão. Desculpe, mas alguém precisa ser feliz nessa vida. Você agora deve estar se sentido a pior das piores, mas eu não. Seria mentiroso de minha parte dizer que estou mal por você. Estou ótimo. Minha vida está uma maravilha. Tenho um bom emprego, recebi uma herança, tenho uma mulher que abre a buceta quentinha todas as noites para mim e não reclama em me fazer um bom fio terra e cunilíngua exemplar. Juro que se ela tivesse um pau, eu pedia para ela me comer também. Acho que acabei escrevendo mais do que devia, mas sabe desse meu gosto híbrido. Quando terminei com você foi como se eu tivesse virado uma pessoa tão melhor que me manter ao seu lado mais um segundo seria um crime contra mim mesmo. Sei que você me ensinou muitas das coisas que eu sei. Aliás, se hoje sei escrever é graças a você. Para um pedreiro analfabeto como eu era, hoje poder me expressar em português, espanhol, inglês, francês, russo e italiano, é um vitória e tanto. Sempre falo isso nas pregações que faço pelas igrejas da vida. É claro que omito que aprendi tudo isso com uma puta. Por mais legal que você seja, seria demais para eles aceitarem que uma puta me passou tudo isso – e se eles soubessem que você é suicida... Suellen, esse seria o momento que eu escreveria que você deve continuar a sua vida e esperar a hora que seu grande amor aparecer, porém sejamos sinceros: isso nunca vai acontecer. Eu fui a melhor coisa que apareceu na sua vida, tenho certeza disso. Melhor que eu, ninguém. E você terá sempre que ter em mente que provou do melhor, mas não ficou. Paciência, você não é a primeira perdedora que conheci e nem será a última.

Abraços carinhos, Ass: O carinha...
Osvjor: Simmmmmmmmmmmmmmmmmm!
Conheço essa história sim! Aliás, Filé à Oswaldo Aranha é uma diliça! Muito coisa de carioca, ne?
Viso querido, é uma honra muuuuito grande contar com seus comentários aqui :)

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008


Eu já disse que eu amo o Centro do Rio? Não?
Amo.. De morte, de vida! Por quê? Sei lá, oras!

Sim, eu vejo além da decadência dos sábados de tarde. Aliás, não acho nada decadente o Centro do Rio sábado de tarde. Muito pelo contrário. Uma nostalgia, uma beleza profunda, uma tristeza bela, sabe? Em tons de estátuas e edifícios antigos e novos misturados, assim, coladinhos um no outro.

Eu já tinha uma certa queda pelo Centro do Rio... Flertava com aquilo tudo. Os museus, os edifícios, o comércio, as pessoas, sebos, estátuas, bancos, praças... Aquela coisa toda misturada. Cabe tudo ali, gente! Mas quem lê Nelson Rodrigues e, sobretudo, RUBEM FONSECA (autores que contam suas histórias tendo como cenário os lugares da cidade; ruas, restaurantes, bares, cinemas, lugares pitorescos e da moda contemporânea à época enchem as linhas desses autores de referências mil) se apaixona ainda mais.

Mas esses são só dois autores que eu gosto... Sobre o Centro Rio já se escreveu muito mais.

(Pra dar um exemplo... Tem um bar alí na Lapa, do lado da Pizzaria Guanabara, chamado Cosmopolita - se não me engano - que é um dos preferidos de Rubem Fonseca... E nas histórias de Mandrake [sim, o da série da HBO - ela foi baseada nesse personagem de Rubem Fonseca. Aliás, deixa eu me apresentar: Marcella! A namoradinha do Mandrake!] esse bar é citado)

Mas tem muito mais da vida "viva" da cidade e de nossas "vidas" na obra desses autores. Mas isso é papo para um outro texto.

Sendo eu, criatura apaixonada pelo Centro do Rio... Começa a história. Fui para a pós ontem. E a pós é no Centro. E eu não trabalho mais no Centro, então, tenho pouquíssimas oportunidades de bordejar por lá.

Quando eu sai do Metrô da Carioca, ali no meio do Edifício Central e da Caixa Econômica, JURO, meus olhos se encheram de lágrimas, eu senti o cheiro da maresia... E vi todas aquelas pessoas andando, saindo de seus trabalhos, engravatadas; os ambulantes. Movimento, vida, cheiro, graça, cimento, fumaça!

E aí, eu segui, extasiada por essa comoção besta, coisa que só eu entendo - e talvez nenhum mortal mais na face da Terra. Continuei... Quando cheguei na altura do terminal Menezes Cortes, de novo uma coisa dentro do coração e eu tive vontade de me jogar no chão (isso é literal, na hora me deu essa vontade louca mesmo) e gritar e colocar um pouco daquelas calçadas em mim... Gritar o quanto gosto disso tudo e o quanto eu sinto falta de trabalhar ali. Parece loucura. E é.

Mas só quem sente, sabe. E talvez só eu saiba. Aliás, só eu sei. Pelo menos dessa forma.

Do Centro há... O Festival do Rio, o burburinho de gente descolada na porta do Odeon e do Palácio, esperando as exibições. Um Café no Odeon. Chop no Amarelinho. Café no CCBB. Sentar na Candelária e ficar calada, só olhando aquela sombra toda! Exposições no Museu Nacional de Belas Artes. Biblioteca Nacional... Os sebos da Praça Tiradentes. O Theatro Municipal. A imensidão da Presidente Vargas. A Livraria da Travessa. O Convento de Santo Antônio. O Liceu Literário Português de Leitura (você já foi lá? DEVERIA! Coisa de outro mundo). O Paço. A Praça XV (o que me lembra o Cordão do Boitatá - para os que não são do Rio, o bloco de carnaval mais mais do Rio), o Teatro Carlos Gomes, a Escola de Música Villa Lobos, o Colégio Pedro II, Teatro João Caetano. O Bola Preta no sábado de carnaval. Os hotéis baratos. Alguns prostíbulos. O relógio da Central. A Escravos da Mauá (outro bloco de carnaval do Rio). Os gatinhos (bichanos, ok!) do Campo de Santana.

E ainda... Aqueles prédios comerciais todos, motor da vida, afinal, ne. Aquela gente preocupada, atarefada, na correria dos compromissos. Gente importante. Gente que não é "nada"! Mendigos, empresários, executivos... Gente bem vestida, mal vestida. Gente!

A parte mais triste para mim no Centro são as pessoas que moram nas ruas durante os dias de semana. Gente que trabalha por ali e que ganha pouco, muito pouco e que para economizar, acaba ficando por ali, assim, sem identidade, lar, conforto ou segurança, sendo confundido com mendigos... Economizando sabe-se lá para fazer o que, coisas fúteis assim: comprar uniforme do filho (que só tem um sapato e que já está furado), uma geladeira (usada), pagar o aluguel de 100,00 (é CEM) Reais, comprar carne nesse mês - coisas fúteis assim.

Indo um pouquinho além dos centros comerciais... O MAM... E a Lapa! E Santa Teresa! Lapa e Santa Teresa merecem um post só para si, afinal... Desculpem-me, mas a escriba aqui não se julga capaz de fazer um texto à altura da Lapa e de Santa Teresa. São coisas que meu coração sabe sentir, mas que eu não conseguiria explicar.

Eu não sei o que acontece... Acho que é a manifestação pura da minha carioquice e também das 532131 coisas que estão subentendidas pelas ruas do Centro, tudo aquilo que essas coisas "parecem representar" é que me encantam. É tudo charme e campo das idéias.

Quarta-feira, 30 de Julho de 2008


Novo acessório. :O)

Deletei o seu número do meu celular... É, eu nunca soube de cor mesmo. Mas resolvi deletar que é para não correr o risco de te mandar uma mensagem como eu fiz ontem.

Tá! Fim da parte diálogo com o mané e começo da história patética!

Quando eu estava deletando o celular do figurinha, foi impossível não fitá-lo uns 3 segundinhos. O suficiente para o meu cérebro sabotador decorar a porra do número. Fiquei meio que repetindo mentalmente e ao mesmo tempo lutando com isso e tentando confundir a mim mesma, me enganar, trocando os números. E pior... Repetindo o número que sei lá como e porque eu tenho na cabeça há 7 anos, pra tentar me confundir! Era o celular de um carinha que eu ficava e o número era tão fácil, que decorei... Nada psycho, porque eu liguei uma vez só pro tal carinha. Ficamos alguns meses e depois nunca mais! Só que, porra! decorei até hoje. Aí, fiquei eu, pateticamente, repetindo o celular 960... bla, bla, bla... Pra esquecer o número que meu cérebro insistia em decorar. Patético de verdade!

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

Quando eu encasqueto com uma coisa: FUDEU!

Encasquetei de emagrecer e nngm me segura. É sempre assim.

Bem. Estava pensando por que cargas d'´água eu não paro de beber????

Obvio... Não há vantagem nenhuma em beber. Mentira! Há sim.. Tem coisas que são IMPAGÁVEIS! Ir pra Feira do Rio Antigo e depois tomar um chop olhando o movimento e ouvindo a musiquinha. Tomar vinho em casa - TOMAR VINHO EM QUALQUER LUGAR - a Caipirinha do meu amigio I. Piña Colada. Marguerita. Puta que pariu! Beber é bom demais. Chop depois da praia. O primeiro gole de cerveja... Do chop. Beijo com aquele gostinho de cerveja... Só um pouquinho, não um gambá alcoolizado! Ai, que mais? Tantas... Ver a vida um pouco mais leve porque tomou uns traguinhos, ficar mais soltinha. Ai, ai.

Mas tá bom, eu preciso parar de beber, porque quero emagrecer e porque tenho algumas razões para isso... To fazendo um trabalho com o meu eu, de auto-convencimento de si mesmo : O)

São os motivos:

- Emagrecer, desinchar... E perder 10kg em 5 meses;
- Sem beber eu ECONOMIZO HORRORES, o que me leva ao tópico seguinte;
- Ficar mais bonita... Economizando eu posso gastar todo meu rico dinheirinho investindo em mais roupas;
- Não fazer merda bêbada (ESSA deveria estar no topo da lista);
- Não ter ressaca moral (ACREDITEM, a pior das sensações);
- Não ter ressaca física;
- Ganhar alguns anos a mais de vida;
- Meu fígado me amaria para sempre;

UFA? Precisa de mais?

Do jeito que eu to pobre... O jeito é parar de beber mesmo.

Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Reclamaram da configuração do blog... Mudei! : O )
Detesto ir para a cama com todo mundo.

PENSOU besteira, né...

É a terceira vez em dez dias que eu levo todo mundo pra cama. Chefe, família, ex-namorados, amigos, mais família... A baranga que trabalhou comigo há 5 anos atrás, e de quem eu fazia todo trabalho (é, a lôra burra não gostava de trabalhar), meu ex-chefe que se vestia sem um pingo de combinação... Todos eles, e seus barulhos e críticas e cobranças. E ruídos. Ouço todos ele "falantes e gesticulçantes" na minha cabeça. Suas cores berrantes, seus dentes grandes.

Ai, sabe aquele sono que não é bem sono... Que você parece estar em uma espécie de transe, meio acordada, meio sonhando... Ainda um pouco racional? É, porque eu fico consciente de que não estou dormindo e que preciso dormir freneticamente, porque o dia promete e eu preciso levantar cedo. Mas nada adianta.

Todos eles atrapalham meu sono e falam incessantemente na minha caixola. Normalmente é de domingo para segunda. Mas quando algum fato me tira do prumo, isso também acontece.

Essa noite foi assim. Um saco! E eu acordo morta, exausta, com todos os motivos para cometer um assassinato ao primeiro cristão que surgir na minha frente.

Manderlay costumava ser um dos meus filmes favoritos... Mas me lembrei que quando eu vi Manderlay eu estava levemente acalorada por vinho... O que com certeza contribuiu para ter achado aquilo tão genial. Enfim. Revi esse final de semana e ao invés de fantástico, Manderlay surtiu em mim o efeito que nosso caro amigo bipolar e ex de Bjork (lars von trier) quis: depressão. Ui. Medo. Vi "Wanderlay" (piadinha interna da minha casa) e me senti deveras depre. O que salvou a noite foi uma idazinha basica a um arrastape em um dos terreiros "mais preferidos de todos os tempos". Minhas companhias disseram que a estava "festa estranha com gente esquisita"... Mas eu gostei (altos teores alcoolicos).

O final de semana terminou com uma orgia gastronomica de japones. Ai!

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008


Quem me apresentou Greg foi amiga H.
Da primeira vez que me viu, Greg soube mais de mim do que eu mesma. Greg apertou minha mão, sorriu e me olhando bem nos olhos disse assim (em tom profético):

- Ele simplesmente não está a fim de você!

Aí eu pensei... Tá bom, seu Gregzinho de merda! Quem é você? "Te conheço?". Nunca te vi com mais cara de Roberto Justus na vida. Sim, porque um autorzinho de merda, que escreve livro de auto-ajuda (ou coisa do gênero) pra mulher que simplesmente não vê que o cara não ta a fim dela (E ACREDITEM, nós NUNCA VEMOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! e mais trocentas exclamações), só pode ser um homenzinho de titica de galinha, com cara de Roberto Justus, que arranjou um meio de ganhar dinheiro com o monte de mal amada, mal comida, solteirona, tiazona e desiludida que tem por aqui, nesse mundão de mato sem cachorro. Simmmmm, porque nós estamos em TODOS os lugares!

Mas beleza. Briguei com Greg nesse nosso primeiro encontro. Nunca mais quis saber de Greg... Mas virava e mexia, amiga H, sábia mulher... Casamento marcado... Me dizia: - Amiga, acredita do Greg. Ele é o Cara!

Mas eu cagava pro Greg e continuava no meu "fantástico mundinho mulher-carente-ele-deve-gostar-de-mim-bem-lá-no-fundo"... E ficava com a frase de Greg, aquele que conhecia bem mais que eu da minha vida, como um eco na minha cabeça oca. Cabeça oca de que? De menina que vive em seu "fantástico mundinho mulher-carente-ele-deve-gostar-de-mim-bem-lá-no-fundo".

Greg é um autor do livro que se chama "Ele simplesmente não está a fim de você"... Muito mais que isso, meu querido amigo Greg é um homem sábio, que sabe das coisas, rapá (Greg deve ser gay)! Com esse nome deve ser norte-americano... Não sei, nunca li Greg, nem pesquisei no google (depois que acabar esse post, vou dar uma pesquisada). Mas quem precisa ler o livro, quando a frase já é tudo? Querida, acoooooooooooorda! Ele simplesmente não está a fim de você. Pronto! Simples assim!

Mas, eu continuava a cagar para as sábias palavras de Greg...

Pois bem... Eis que de repente, coisas estranhas começam a acontecer em minha vida... De uma simples menina serelepe de 25 aninhos, de uma bela "neófita" jornalista do mundo real... Realíssimo, alías, crudelíssimo, aliás... Minha vida virou uma ficção das brabas... É... Assustador, caro leitor.

Tudo começou quando eu fui ao supermercado. Era dia de feira e os legumes estavam suuuuper coloridos, as verduras suuuuper verdinhas e eu resolvi parar naquela banquinha para escolher os meus pimentões. Sabe quando o plano do cinema sai do aberto e vai para o close? Pois é... Me salta uma cabecinha do meio dos pimentões... Uma mulher, com cara de trabalho de arte pop e diz assim: "Ele simplesmente não está a fim de você".

- Ai! (gritei desesperada). Valha-me meu Santo Antonio, padroeiro das encalhadas! De onde surgiu essa cabeça?

Fechei os olhos. Abri! A danada não estava mais alí... Ufa! Uma ilusão... Eu realmente preciso parar de me drogar com altas doses de café... To ficando agitada, falo demais, impulsos e agora essas alucinações.

Segui minha vida... Minha super vida de garota bem resolvida... Eu não preciso de ninguém... O mundo é meu. Taí pra eu abraçar! É só correr pra vida! Sexo sem compromisso, casual... Tudo bem, eu também não quero compromisso, tanto quanto sou boa mentirosa!

Achei que a vida voltava ao normal e já estava me recuperando... Ledo engano... Depois desse episódio, vieram outros.

Um dia, estava assistindo ao Jornal Nacional e bem assim, do naaaaada.... O William Bonner, é, aquele que é suuuuuper bem casado com a mocinha que trabalha na cadeira do lado, me disse, DO NA-DA!

- E antes do Boa Noite habitual, hoje eu tenho algo a dizer: Marcella, ele simplesmente não está a fim de você!

Hãããnn???? Boquiaberta!

Não deu tempo de ouvir de novo. Mas eu juro... Ele disse, não foi sonho... O café não deixaria!

Passou, né.

No dia seguinte, fui à praia! To lá, tomando meu sol... Feliz, ouvindo uma musiquinha... Sabe aqueles aviões que fazem propaganda? Pois é, acredita o que estava escrito na tirinha maldita dos infernos: "Ele simplesmente não está a fim de você".

Só então, nessa terceira abordagem.... A pessoa aqui, lerda que só (lerda é o caralho, porque mulher é muito burra pra essas coisas), é que a mocinha serelepe lembrou de seu caro amigo Greg... Tão desprezado em suas palavras.

Mas acreditem, não foi o suficiente. Entre tantos "mas" e porquês"... Idéias mirabolantes, conselhos absurdos, pensamentos enlouquecidos para tentar justificar os atos dele (sim, caros leitores... ELE finalmente apareceu! Aquele que não está a fim de mim... E que todo mundo sabia, menos eu!).

Sai da praia assustadíssima, encasquetadíssima... Olhando para todos os lados e vendo Greg e sua foice da verdade atrás de mim, prestes a cortar minha cabecinha oca. Fui almoçar no Chinês... Eba! Biscoito da sorte! Sabe o que dizia a mensagem do biscoito da sorte??????? Rá! "Ele simplesmente não está a fim de você".

Hãããnn???

Dai pra frente você já pode imaginar... Achei que o caso era grave, gravíssimo e pensei em internação... Esquizofrenia. E me senti assim, meio que Garota Interrompida! Era onde eu fosse, sempre tinha alguém para me dizer: "Ele simplesmente não está a fim de você"... Pessoas me cumprimentavam na rua, "Olá, ele simplesmente não está a fim de você". Vizinhos, pasmem: "Bom dia! Ele simplesmente não está a fim de você"... O locutor do rádio... "E agora eu mando um recado para Marcella dos Cafundós do Judas! Marcella, ele simplesmente não está a fim de você".

A gota d'água foi hoje de manhã... A velha, mendiga da minha rua... Que anda com uma vassoura para lá e para cá... Vassoura careca... Limpando sei lá o que. E canta mantras hindus e depois canta o hino da França... Me disse assim, com a sanidade que só os loucos podem ter: "Ele simplesmente não está a fim de você".

Depois disso, me bastou! Se até a mendiga velha maluca da minha rua tinha mais razão sobre a minha vida do que eu... Resolvi fazer as pazes com Greg. Hoje mesmo marcamos de almoçar juntos, para comemorar a minha aceitação da realidade... E para que eu possa partilhar com outras colegas a minha superação. Um dia de cada vez! Ele simplesmente não está a fim de mim!

Sempre passo por ali e lembro que preciso comprar cadarços.

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

Fui caminhar no calçadão durante o almoçoooo!
A foto ta pessima. Mal enquadrada... Quase não se ve nada! E quem se importa???? Ainda tem esse "mastro".
A maquina era do celular!
O que importa é poder caminhar em um calçadão no Rio de Janeiro.... Na hora do almoço!

Tava um ventinho bom... Gente bonita! O astral melhor ainda! Nem preciso dizer que voltei pra trabalhar feliz, feliz!

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Resisti muito a falar sobre isso. Talvez porque pudesse soar como sensacionalismo da vida alheia... Expor demais uma coisa tão séria. Mas decidi escrever sobre isso, porque essa passagem da minha vida tem referências muito fortes em quem eu sou hoje.

Resolvi pular os anos entre o Dó, Ré, Mi e chegar aos meus dezesseis anos.

Eu não me lembro bem o dia em que eu conheci o G. Acho que eu estava no 2° ano do Ensino Médio. Eu estudava no Pedro II, um dos colégios mais tradicionais do Rio. Quem me conhece sabe muito bem quem é G.

G. era um rapaz magrelo, mais pro alto que para o baixo - não me lembro bem da altura. G. não era bonito... Além de muito, muito magro, G. tinha espinhas e um nariz grande. Típico adolescente.

G. tinha uma voz grave, mas fala suave. Uma cabeça cheia de idéias, conceitos e opiniões. Ele me encantou. Fazia parte de um partido comunista... Era tão diferente dos outros rapazes. Me impressionou. Eu lembro do perfume que G. usava.

Acho que ele ficou na minha turma umas três semanas... Depois, por causa dos envolvimentos políticos e blá, blá, blá, foi convidado a retirar-se da minha unidade e voltar para a unidade que viera (a Unidade Centro era mais articulada politicamente, os alunos eram mais mobilizados e o ensino conhecido como o melhor entre as unidades do Pedro II).

Estou contando as coisas como eu lembro... Afinal, lá se foram dez anos. Não me lembro exatamente de todos os detalhes, nem da cronologia certinha...

Bem... Acho que passou um tempo e G. apareceu no meu colégio em uma passeata. Era meu aniversário e por isso eu não fiquei para ver o burburinho. Fui embora. No dia seguinte minhas amigas me contaram que G. esteve por lá e perguntou por mim.

Mais um tempo passa e o telefone toca (as pessoas ainda ligavam pro telefone da casa das outras. E eu, ainda atendia o telefone de casa... rs). Era o G.. Ele me contava que tinha ido pra Floripa, litoral, com uns amigos, algo assim... Papo vai, papo vem: CINEMA.

Fui encontrar o G. Tcharammmmmmmmmmmm. BEIJO!

Depois disso, a gente começou a namorar. A essa altura, o colégio já estava terminando...

G. era especial... Tinha uma sensibilidade fora do comum. Era assim, meio espírito velho, sabe? G. conhecia livros, filmes, coisas que eu não. Acho que foi a primeira vez que tive contato com um mundo intelectual e que tinha consciência disso. Antes era tudo meio figurado.

Eu estava saindo do colégio, era um momento muito turbulento, porque ainda tinha um detalhe: minha mãe estava de mudança para Brasília. Ia trabalhar lá... E eu, eu tinha que ir junto, né...

Imagina. Aos 17 anos, amigos, liberdade, fim do colégio e um namoradinho, paixão de adolescente. Sofri que nem um cão sarnento, em dia de chuva. Fui.

Continuamos namorando; a distância aumenta a intensidade das coisas... Ainda mais quando se tem 17 anos e se acha que os amores são para sempre. Telefonemas, cartas, livros, dedicatórias de livros, encontros no Rio... Rock in Rio. A coisa foi minando um pouco.... Até que acabou. Como os namoros de adolescência acabam.

Dele ficaram músicas, livros, muuuuuitas trilhas sonoras de Legião Urbana (foi o momento que vivi Legião Urbana mais intensamente)... Muita Rita Lee.

E ai, a gente se perdeu e nossos encontros se resumiam a papos esporádicos no corredor da Universidade que eu estudava e trabalhava. Crescemos e as nossas vidas continuaram. Pelo menos por um tempo.

Em 2005, conversando com alguns colegas antigos de colégio, descobri que a vida de G. não continuou e também fui lançada para o meu devido lugar. Entendi o valor de nós para isso tudo e não consigo compreender qual o julgamento é usado para tornar uns melhores do que os outros e permitir que esses continuem vivendo e os outros não. G. morreu com uma bala perdida. O que eu sei é que ele voltava da casa do pai e uma bala atingiu o coração... Em uma praça perto de casa.

Fiquei perplexa, porque há alguns anos eu não tinha notícias dele... E para nós, jovens, a morte de alguém da nossa idade é algo muito distante, não é concreto. Fiquei muito chocada. Procurei um amigo que G. me apresentou e que até hoje faz parte da minha vida e descobri que era verdade. Que fazia quase um ano do ocorrido.

G. era filho único e sei que muito amado por sua mãe e seus familiares. G. tinha muito o que viver... E por algum motivo inexplicável isso foi tirado dele... Ele foi tirado das pessoas que o amavam. Inexplicavelmente. Não entendo mesmo qual o critério que permite uns terem o "privilégio" de continuar suas vidas, virar adulto, terminar a faculdade, ter grandes amores, viajar o mundo, fazer aniversários, ver os seus completarem aniversários. Ver os filhos, os netos. A velhice... não sei. Não deve haver palavra ou pensamento que expresse a dor da mãe de G.. Nunca.

Não sei o que G. significou para o resto do mundo... Para mim ele significou muita coisa... O primeiro namorado companheiro que tive. G. me fez ter muitas descobertas e não há dia que de alguma forma eu não lembre dele.

Dele ficaram em mim livros, músicas, filmes, gestos.... E muito mais. Coisas que não podem ser explicadas com palavras. Coisas que fazem meus olhos se encherem de lágrimas quando penso nelas. Todas as vezes. Mas mesmo assim, tudo isso é muito pouco perto da brutalidade que se é tirar a vida de alguém jovem e tão brutalmente. Lágrima nenhuma, pensamento nenhum, sentimento nenhum. Nada.

Uma música marcou muito o tempo que estávamos juntos... Da Legião Urbana... Mas eu nunca pensei que ela pudesse ser dedicada a G. Me lembro uma vez, na porta da escola, enquanto eu esperava por ele, ouvia em uma fita que ele mesmo tinha gravado para mim:

"É tão estranho, os bons morrem jovens...
Assim parece ser, quando me lembro de você...
Que acabou indo embora, cedo demais...
Quando eu lhe dizia, me apaixono todo dia,
é sempre a pessoa errada.
Você sorriu e disse "gosto de você também".
Só que você foi embora, cedo demais...
Vai com os anjos, vai em paz...
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade"


E de onde você estiver... Espero que você possa saber que essas palavras aqui não são suficientes para dizer o que tudo isso significa... Não são dignas, nem nunca serão. Mas que são a saudade de alguém de quem você ainda faz parte.

"Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Porque de você eu gosto
Isso não deve ser assim
Tão ruim"

Me diga - Nando Reis

Terça-feira, 22 de Julho de 2008

"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas como pode valer a vida se o ensaio para a própria vida já é a própria vida? É isso o que faz com que a vida pareça sempre um esboço..." P.11
"... Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento." P. 32.
Os trechos mais batidos de "A insustentável leveza do ser", de MIlan Kundera... Mas diz, quem resiste?
Sonhei essa noite com você.

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Essa noite eu fiz uma volta ao passado... Lembrei de coisas que há muito tempo eu não pensava... E vou compartilhar com vocês.

Eu entrei para o "Colégio" com menos de um ano. O coleginho ficava do lado da casa da minha avó. Acho que por isso fui tão cedo. O colégio se chamava Dó, Ré Mi. E lá eu fiquei até a segunda-série (acho que é Ensino Fundamental, né?).

Do Dó, Ré, Mi eu lembro de muita, muita coisa... Lembro da minha primeira professora. O nome dela era Cláudia... Lembro de cobrir tracinhos para aprender a escrever meu nome, de uma vez que eu fiz um desenho e mostrei para umas amiguinhas (coitada, já tão pequena em busca da aprovação alheia). A primeira vez que a professora saiu de sala e eu chorei de medo. Quando ela voltou e perguntou o que tinha acontecido, eu menti e disse que meu pé estava doendo - cedo a gente aprende que ser covarde, ter medo e assumir isso é feio...

Lembro de um amiguinho também. O Diogo... A mãe do Diogo morava no mesmo prédio que a minha avó... E tempos depois Diogo estudou em um outro colégio comigo. E hoje de manhã eu me perguntei. Por onde andará Diogo? Eu bem que queria saber.

Quando eu cheguei no C.A. eu conheci o inferno... Levada pelas mãos de nada mais, nada menos do que minha mestra professora EDIONÉIA... Acho que já falei dela aqui no blog. Edionéia era feia, com todos os traços de uma bruxa do mar. Ela devia ter uns 30 e poucos... Era magrela, pequena, tinha verrugas (isso eu não lembro não... Essa imagem ficou no meu subconsciente, acho que a criei... Acho que ela não tinha verrugas mesmo rs). O cabelo dela era igualzinho ao do Xororó. Edionéia tinha uma filha... A Paola, um CDFzinha que era a cara do Kiko. Edionéia uma vez me deixou de castigo sem eu ter culpa. Me deixou sem recreio. E eu ainda tive que pedir desculpas por algo que não fiz... Tomei pavor da bruxa. Edionéia era um monstro. E também, com esse nome, quem não o seria? Quero saber onde anda Edionéia não.

Dó, Ré, Mi tinha um hino... "Dó, Ré, Mi, sua escola mui querida, Dó, Ré, MI, lembraremos toda vida"... Só lembro disso. Até hoje eu sinto o cheiro daquele colégio, lembro da cara das pessoas. Voltei lá depois de grande... E é muito engraçado você perceber as dimensões quando você cresce. O pátio que parecia enorme, era tão pequenininho.

No Dó, Ré, Mi eu conheci o amor e a culpa que o amor pode trazer. Acho que foi antes do episódio Edionéia. rs... Não lembro ao certo. O nome dele era Pablo... Ele era meio assim, Eddie Murph, sabe. Só lembro do Pablo que o pai era baterista da Gal Costa. Mas nada. Pablo e eu, não sei por quais cargas d'água, decidimos namorar. Não, juuuro que eu não dei em cima dele. Nessa época eu ainda não fazia essas coisas. Sei lá, ele deve ter me emprestado a borracha dele e decidimos que devíamos unir-nos.. Na dor e no amor. rs. Pablo e eu começamos a namorar. Sabe como a gente namorava? Pablo me chamava debaixo da mesa e me mandava um beijinho. Aquilo me MATAVA! Vergonha, culpa... Sei lá o que a gente sente nessa idade. O mundo é tão diferente, deformado "não-formado". Só sei que meu namoro com Pablo foi relâmpago. Terminei... Aquela culpa era maior que eu... Virei uma arrasadora de corações mirim e terminei meu romance com Pablo. Aquela situação estava insustentável. rs. Por onde andará Pablo?


No Dó, Ré, Mi tinha a Bárbara... Uma amiguinha! Adorava a Bárbara, mas não me lembro de muitas histórias. Por onde andará Bárbara?

Por um ano eu sai do Dó, Ré, Mi e fui para um colégio maior.... Mas isso eu conto já, já, porque o dever me chama... Até o próximo capítulo de "Pequenina Marcella e suas aventuras".

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Vim blogar hoje furibunda da vida...
A TPM está me matando...
Hoje começo a nadar! Nova vida!
Então... Que eu saiba, meu único leitor tem sido meu amigo Xamã... Ele está prestes a embarcar numa aventura... Vai correr a américa do sul de mochila nas costas e de carona. Boa sorte eu já desejei : ) Fica aqui o agradecimento pela leitura e pelos comentários :)

Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Definitivamente NUNCa, eu repito NUNCA mais leio Bukowski no metrô. Ui!
Continuo pela campanha vagão do silêncio. É, um espaço dentro do metrô que não sejam permitidas conversas, assovios, porra nenhuma. Nem aquela musica irritante de filme medieval britânico. Que saco.
Nesse vagão o máximo que se pode fazer é tossir, espirrar. Nem dizer obrigado, nem licença. Foda-se a educação. Educação é respeitar o direito do outro de não querer ouvir NADA além do que já se é obrigado. Poluição sonora! Obrigada!
Vontade de bater em quem assovia.
****
Ele diz assim: é que as pessoas estão com medo de se entregar, se envolver!
Eu digo assim: Ah, fala sério! Tu acredita nisso mesmo? Lorota, baby! Isso é desculpa, é comodismo pra não se envolver. É muito mais fácil. É oportunismo. É muito melhor não se envolver porque é fácil, porque é "bom" ter as coisas descartáveis. Mais do que se envolver e ter o pacote todo... Ah, qual o quê!

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Tem coisa com mais cara de vó em dia de domingo do que pão doce? Pão doce com coca-cola...

Estava aqui no trabalho outro dia e tocou na rádio da internet Faroeste Caboclo. Aí, eu me lembrei de quando tinha 16 anos e escrevi a letra inteira (acho que são mais de 10 minutos praticamente falados) na contracapa do meu livro do cursinho de inglês... rs
Outro dia uma amiga minha, cuja irmã acabou herdando esse meu livro comentou sobre... E olha que eu definitivamente gostava das aulas de ingles.

Outra coisa bizarra... Há algumas senhas minhas que são a data de aniversário de um ex-namorado de quatro anos atrás. Tenho que tomar vergonha na cara... Mas calma, antes de sair por ai testando senhas para roubar toda a minha fortuna no banco, eu esclareço que são senhas que não valem nada... De sites, essas coisas. Mas que é uma vergonha, é.

Passei o final de semana praticamente em um retiro. Recusei convites... Me agarrei a vários pacotes de pipoca (mentira, não comi pipoca, por causa da dieta) e fiz uma maratona de DVD's. Alguns filmes que queria ver há tempos, mas que sempre acontecia alguma coisa.... Ou estavam alugados, ou a companhia não queria ver... De qualquer maneira, nunca conseguia assistir. Hibernei... Fiquei insone e vi filmes :)

A lista:

Carne Tremula
O Passado
Match Point
O Gangster
Venus
A moça com o brinco de pérola
A maldição da flor dourada

De todos eles, o que mais gostei foi a maldição (...), que é do mesmo diretor de Herói. Não me lembro o nome dele e to com preguiça de procurar. Sabe como é, o nome do cara é em chines... Não é facil de lembrar. Ele dirigiu também o Clã das Adagas voadoras... que é lindo, mas também fica atrás de herói. É, isso mesmo. Eu não entendo nada de cinema! Entendo só de assistir e sou uma manteiga derretida.
Acho que gosto tanto desses filmes chineses pelas cores, pela sensibilidade ímpar. É pura delicadeza. Fiquei apaixonada. Dormi até mais feliz.

É besteira sim, também adoro O Ultimo Samurai. Não pelo Tom Cruise, que tá espetacular de homem-problema-traumatizado-da-guerra-e-alcoolatra, mas pela mesma delicadeza...

Sei lá... Acho que em outra encarnação eu fui alguém lá daquelas bandas de lá, porque desde pequena eu gostava de filmes japoneses / chineses, achava os cabelos lindos, os olhos rasgados e puxados... Ou então, foi muito jaspion e chengman e giraya (seja lá como se escrevem essas tres coisas também... é, a mesma preguiça) que eu vi na minha infância... Mas eu também vi muito Chaves e não sai por ai morta de vontade de ser igual a Chiquinha. Vai saber...

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Conversa nesse exato momento entre mim e uma amiga; no messenger:


Amiga diz:
agora sim !!!
Amiga diz:
nao quero mais pensar nisso !!!
Amiga diz:
ele nao faz mais parte da minha vida !!
Amiga diz:
pelo menos por enquanto...
Marcella diz:
é... eles nao merecem atençao mesmo nao
Marcella diz:
nao vê o bocó do FULANINHO (desculpe, mas o nome do rapaz é censurado)
Marcella diz:
eu toda toda por ele e ele caga bolotas.. alias, deve cargar esculturas de coco, tamanha é a falta de preocupaçao comigo e a cagancia na minha cabeça
Amiga diz:
hahahahahaahaahahahahaahhahahah
Amiga diz:
muito boa !!!
Marcella diz:
é
Marcella diz:
vo ate postar no blog
Marcella diz:
nossa, to inspirada

Domingo, 6 de Julho de 2008

Orgia gastronômica do final de semana.....


Começando pela sexta de noite....

- dois latões de cerveja
- um salsichão
- iakissoba
- escondicinho de aimpim com carne seca
- uma pepsi


- pão
- aimpim com carne seca
- oito chopes
- caldo verde na casa da camila
- caldo verde na casa da camila
- bolo de aniversario do pai da camila
- bolo de aniversario do pai da camila
- duas pepsis

- pão
- estrogonofe com batataas... e escondicinho de aimpim com carne seca
- pudim de leite
- pudim de leite
- pipoca
- pão


GRAÇAS a deus o final de semana acabou e eu posso voltar pras saladas e vida regrada de comidinha que não engorda. rs

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

A esperança não morre JAMAIS.... Quero Rediohead!


Shows: o que vem por aí (atualizado)

Algumas atrações internacionais confirmadas:
Muse, dia 30 de julho no Vivo Rio (e tbm São Paulo e Brasília)
Suicidal Tendencies, 2 de agosto no Circo Voador
Broken Social Scene, Futureheads e Dandy Warhols confirmaram pro Indie Fest 2008, em agosto (28 e 29 no Canecão/RJ; e 29 e 30 no Citibank Hall/SP)
The Hives e Melvins, em setembro, no Bacardi Fest (SP)
The Hives no Circo Voador (dia 7 de setembro)
KT Tunstall, dia 16 de outubro, no Canecão (e tbm SP e PoA)
Bloc Party, Kaiser Chiefs e Queens of The Stone Age no Planeta Terra 2008, em novembro (SP) *dizem que Raconteurs tbm poderá entrar nessa lista...
Bloc Party no Circo Voador (10 de novembro)
Lista parcial (a confirmar) do TIM Festival:
Amy Winehouse (será?), Mika, Leonard Cohen, MGMT, Santogold, Klaxons (confirmado!), Ryan Adams, The Gossip (confirmado!), Gogol Bordello, Beirut, Marcelo Camelo, Esperanza Spalding...
*e, a quem interessar possa, Cyndi Lauper em turnê, lá pra outubro...
(e vamos continuar esperando por Radiohead e Portishead)

http://oglobo.globo.com/blogs/riofanzine/

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Detesto receber mensagens no celular da prestadora... Tem coisa mais irritante e medíocre?
Não, não tem.

Segunda-feira. Que saco.... O tempo tava aberto, mas agora fechou.

1 - eu e uma amiga estávamos um dia na casa dela, ouvindo Chico (o buarque)... Ai, conversando, percebemos que temos a mesma memória a respeito de uma música. Não me lembro em que novela a Beth Farias era casada com um cara que a estava deixando, algo assim... E ela, muito dramaticamente, escorregava pela porta, chorando... Cena mega clichê... Mas a trilha sonora da pobre coitada é "atras da porta". Não lembrou qual é? "Quando olhaste bem nos olhos meus e o teu olhar era de adeus... Juro que não acreditei. Eu te estranhei e debrucei... Sobre teu corpo e duvidei". Elis cantava... Amo essa música. Quando criança já sabia a letra toda... Mas por um outro motivo: a minha madrasta e eu costumávamos cantar essa música dramatizando a coisa. Era engraçado. A gente também cantava "menino da porteira". Ela me ensinou todinha e eu ficava a gritar pela casa esse clássico do sertanejo. rs

2 - Da série diálogos com minha mãe:

Eu:
- Ai, que bom. tava morrendo de saudades da terapia. Que bom que consegui marcar horário.
Mãe:
- É, não deixa de ser um investimento.



HAHAHAHAAHHAHHAHAHAHAHAAHAH
Ganhei a semana com essa frase.


Tenho mais coisas a dizer, mas não me lembro agora.

Depois volto.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Eu não estou aqui, isso não está acontecendo
Se tivesse que resumir toda a obra do Radiohead numa só frase, usaria o refrão de “How to disappear completely”, do “Kid A” (2000): “I´m not here / This isn´t happening” (“Eu não estou aqui/ Isso não está acontecendo”). Aquele cara ali, não sou eu. Eu me perdi. Eu estou em outro lugar. Eu já fui, virei a esquina, sou outro que desconheço. E me vejo filmado por uma câmera, que me persegue o tempo todo, registrando meus passos em videotape.
Esse sentido de alteridade, virtualidade e escape está por trás de toda a construção musical e poética do quinteto de Oxford que, usando palavras da Enciclopédia Britânica, é responsável pela “música mais magistral – e mais saturada de angústia – da era pós-moderna”. O Radiohead, melhor do que qualquer cineasta, pintor ou escritor contemporâneo, conseguiu expressar a ressaca do fim do século XX, cujas luzes ainda não se apagaram. Registrou o mal-estar desse século passado que ainda vivemos, tão fartos de informação quanto carentes de sentido, e o transformou em arte. Assim, atua como um dos poucos faróis que apontam para o próximo século, o século XXI, aquele que ainda não começou – insisto.

Ou que, se já começou, começou apenas num disco do Radiohead.

Não consigo deixar de ver com certa ironia o fato do Radiohead ainda ser uma banda de rock, que faz concertos e lota estádios. Depois de desconstruir a estrutura que se espera de uma canção de rock, a poética que se espera da letra de uma canção de rock, a formação que se espera de uma banda de rock e a forma como se espera que uma banda de rock comercialize os seus discos, apenas falta desconstruir o formato de apresentar suas músicas ao vivo.

Depois de quase duas horas e meia de show no último dia 10 de junho em Paris, eu quase que me arrependo desses pensamentos. Porque ver o Radiohead ao vivo é uma experiência monstruosa. Uso essa palavra extravagante, e ainda poderia usar outras, como religiosa, transcendente ou pós-apocalíptica. É um universo estranhamente épico, repleto de fantasmagorias, imagens e texturas bizarras que aqueles cinco seres humanos criam sobre um palco, alternando-se em instrumentos na frente de um complexo arranjo de luzes, telões e tubos de néon.

Thom Yorke é um marciano de camisa pólo, é o messias, é o profeta da nova era pregando num Olimpo fluorescente, se equilibrando à beira do abismo do tempo. E a massa o acompanha, grita, se mistura em empurrões, imita os gestos do líder como num ritual fascista enquanto ouve a trilha sonora das suas vidas. Mr. Yorke que, como nós, também não está ali, secretamente ri de tudo. Os dois guitarristas são entidades opostas em lados opostos do palco. Enquanto Ed O´brien é um galã de gestos e trinados frios, Jonny Greenwood é um alucinado que, ao mesmo tempo em que desfia arpeggios complexos, toca teclado com a cabeça da guitarra. Isso quando não está jogado no chão tirando som de pedais e processadores analógicos ou tocando xilofone. Colin Greenwood e Phil Selway fazem dupla aparentemente menos aeróbica em baixo e bateria. Mas o som que tiram dos seus instrumentos, quase como se não fizessem esforço, é destruidor – o Radiohead não seria o que é sem aquelas linhas de baixo e levadas sincopadas.

Quando as luzes se acendem depois do segundo bis, que fecha com “Karma Police” e “Idioteque”, muita gente ainda fica parada, roboticamente encarando o palco vazio e aceso, como se tivessem sido arrancados de um sonho ou atropelados por um caminhão de significado. Não é que o Radiohead seja a banda de rock mais importante do Planeta Terra – para toda essa gente, ele é muito mais do que uma banda de rock.
Do blog: http://oglobo.globo.com/blogs/cuenca/

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Segunda-feira feliz!

Tá frio e as pessoas conseguem passar o dia inteiro quentinhas e sem a suadeira normal no Rio.

Ontem fui ver Mulheres de Chico no Parque das Ruinas.... Bom demais.

Lembrei de mais um lugar para se ir quando se está apaixonado... Parque das Ruinas. Nessa lista ainda tem o museu da república, o mac, passear na cinelandia em sábado nublado e ainda assistir um filminho no odeon. Ai, ai.


Então... Tenho pensado constantemente em Dogville e Geni e o Zepelin. Juntos...


Falamos tanto de tsunamis ontem... Que eu sonhei que acontecia um.

Domingo, 8 de Junho de 2008

Tive um sonho bizarro....

Sabe o capeta? É, o Diabo, encardido, cramulhão...

Sonhei com ele... E no sonho ele gostava daquelas balas freegells. E ele estava chegando. A minha missão era esconder todas as balas freegels que estivam num móvel de madeira. Agora, não me pergunte o porquê. Não faço idéia.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008


Luisa

teresinha

A Rosa

A Rita

Barbara

Cecília

Sílvia

Renata Maria

Angélica

Geni

Beatriz


E tantas outras...

Lígia

Iolanda

Luiza

Lola

Madalena

Maria

Quarta-feira, 28 de Maio de 2008


não sou isso
nem aquilo
não sou fato
sou contexto
metáfora
metalinguagem
suor
paixão
e alma


Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Já escrevi sobre isso... Acho.
Os temas aqui costumam ser recorrentes, por que por mais que a gente saiba a máxima de que as pessoas não mudam e blá, blá, blá... A gente insiste em bater de frente com essas coisas e ir fundo nas situações que nos decepcionam, tiram parte, frustram expectativas.
Para variar, nada aconteceu... É que essa coisa de respeitar o espaço alheio me incomoda. opa! Acho que me fiz entender mal... Acho fundamental respeitar o espaço alheio... Vivo cheia de dedos para respeitar o dos outros... Até espaço físico mesmo, sabe? Não ser indelicada, respeitar o momento das pessoas, não criticar certas atitudes... Imagine que cara ser tem um cercadinho imaginário envolta de si. Assim, não toque muito, não pegue muito, não fale muito perto das pessoas que você não tem intimidade. Não seja indiscreto. Quer ser incisivo? Faça contato visual, mas não vem falar com seu bafo quente super ultra perto, ok?

Mas aí me pergunto, quem respeita o meu?

Nossa, vááárias vezes me peguei pensando: "deus, não acredito que essa criatura ta agindo asism! Sera que não ta vendo que ta "too much". Ta me invadindo, porra!"

Perdi a conta.
Digamos que numa breve enquete isso aconteça pelo menos uma vez por semana. Viva a sem-noçãozice.

Quer ver um exemplo surreal nos últimos tempos?

Trabalhei com uma a pessoa que supostamente seria minha assistente... Um dia recebi metade do meu pagamento em cheque e comentei com a pessoa responsável pelo pagamento que achava que estava errado. Que estava a mais.... E coloquei o MEU - inclusive nominal - cheque no MEU espaço da mesa... Pois não é que a pessoa teve a cara de pau de pegar o cheque para ver o valor... Eu não tive reação... Fazer o que diante daquilo? brigar, dar um fora? Eu não, jacaré. deixei passar batido.

Situações assim acontecem o tempo todo.

campanha pelos cercadinhos imaginários de proteção ao espaço alheio!

recife vai bem, obrigada! Conheci pessoas maravilhosas... E é isso que importa.

Quer ver outra coisa que me deixa passada? Comentário não-solicitado... Sabe aquela pessoa que diz coisas que você não solicitou, seja fofoca, palpite ou comentários desnecessários? Pois é...

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Uia. MEDO DE MIM.... No texto ai embaixo o Brutus é maU e não maL. Aff.....

Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Síndrome de Olívia Palito

Engana-se redondamente se você acha que eu vou falar sobre a batida história dos quilinhos a mais, quilinhos a menos. Não não...
Sábado eu estava me arrumando pra sair e zapeando levemente com o controle remoto; acabei vendo o desenho do Poppey.
E daí, fiquei pensando que hoje em dia - tudo bem que não ando muito atualizada no quesito desenhos animados – os super-heróis certamente não fumariam um cachimbo. Talvez em algum desenho da MTV... Um cachimbo da paz, quem sabe. Mas não em um desenho “infantil”.... Poppey é um marinheiro saradão... Que fuma, bate e briga. Mas é um bom rapaz. Poppey é um anti-herói... Ele bate nos “inimigos” para salvar a mocinha. Poppey é, vamos combinar, aquele namoradinho “certinho” que toda menina teve na vida. Protege a donzela, é apaixonado por ela. Morre de ciúmes do seu antagonista... Brutus, um valentão de primeira, mal que nem pica-pau... Sem escrúpulos, que faz de tudo para suprir seu enorme ego e ficar com a mocinha... Uma magricela, de voz esganiçada, esquisita e desengonçada. Mas o que importa é que de um jeito ou de outro – acredite ou não – Brutus tem coração.

Já viu essa história na vida real, não é mesmo? Pois é...

Mas então, Poppey é um bom moço... Daqueles que a gente namora, ama... E Brutus? Ah, o Brutus... O Brutus é aquele carinha, cafa... Que promete mundos e fundos, diz coisas que você quer ouvir... E diz para todas nós, ao mesmo tempo... O Brutus é o "irresistível". E o Poppey? O Poppey também dá pro gasto. Sua vida seria um pouco menos emocionante ao lado dele. Mas não seria de jogar fora.

De qualquer maneira... Vamos combinar que a Olívia Palito ta bem na fita.

Ai, quero ser a Olívia Palito.

Domingo, 6 de Abril de 2008

trecho so livro "Adeus todos nós", de Cinthia Cooper


Você nunca me fez um elogio.

Mentira... Fez sim: disse que a minha bunda era grande. E que ela era dura.
Só isso.

Parece vulgar? E é... Aliás, falando assim parece péssimo. Mas até que teve um pouco de doçura... Circunstâncias.

Todas as vezes que saímos... Hoooras de investimento; de tempo. Cabelo, maquiagem. Roupa. Será que você ia me achar bonita? Horas tentando parecer o que eu realmente sou: legal.

Horas tentando acreditar que você era o que eu realmente esperava. talvez você fosse. Na verdade, é bem provável que fosse. Vai saber.

E tudo para que? Pra você me dizer: "Níveis diferentes".


Frase extremamente evasiva. Mas que diz muita, muita coisa. Ou pode dizer.

É isso mesmo. Níveis diferentes.

Porque nesse mundo que a gente anda vivendo... Querer alguém para si é pecado grave. Querer paixão? paixão pra quê?

Querer dividir coisas? Pra quê?

É melhor ser egoísta... E pensar que tem gente muito, muito melhor no mundo.

É, você tem razão....


Eu estou errada. A fase que eu estou vivendo. É mais fácil pra mim... Acreditar isso. Eu prefiro do que assumir que "níveis diferentes" é um sonoro "não gosto de você suficiente".

A gente não escolhe de quem gosta. Se é que gosta.

E é isso.

E acreditar que nada daquilo que a gente acha... O fato de achar, não quer dizer que seja a realidade.

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

3X4
Sophia Lange


Bonito na foto. Era a primeira coisa que dizia Maria quando mostrava a foto do filho.
Era um 3X4 assustado. De fundo branco. Apenas duas pro rapaz entregar na firma; a terceira ela pediu para ele. Ele deu, apesar dos apelos resmungões da namorada, que queria ter uma foto do namoradinho para mostrar às amigas do colégio.
Primeiro dia no emprego... Falava Maria para as vizinhas. É hoje. E continuava: "Quem conseguiu foi a minha patroa. O marido dela é dono da empresa. Disse que ia dá uma oportunidade pro meu garoto. Sabe como é, né... Depois que o pai dele morreu foi difícil controlá. Mas agora, com a graça de Deus nosso Senhor, o meu filho ta encaminhado na vida. Tem um emprego. Logo, logo ele pára se servi cafezinho pra bacana e já ta fazendo outra coisa. Valha-me Deus Nosso Senhor".
Tinha acabado de fazer 18 anos. Aquela foto representava muita coisa. Era o reencontro com a dignidade perdida. Um orgulho o filho trabalhar em uma empresa como servente, ao invés de ser soldado do tráfico. Os dois moravam num barraco; numa favela dessas tantas que tem por aí. A história deles: mais uma. Apenas mais uma... Mudando os personagens, uma coisa aqui, outra ali... O enredo, sempre o mesmo.
Mas hoje não! Hoje era diferente... O único filho daquela mulher pobre, de nenhum estudo, de muito esforço, suor e trabalho, estava empregado. Trabalhando. Tudo que ela tinha feito, tantas humilhações de anos de serviço silencioso em casas de família tinha rendido para ele um emprego digno.
E ela dizia: "Vai ver um monte de bacana, sentir cheiro de perfume importado das granfinas".
E foi de casa em casa da vizinhança. Convocava as mulheres de dentro de seus barracos. A mulherada gritava das janelas. O sorriso sempre faltando dentes. As crianças pelos becos, brincando... A música alta. Os bares. A confusão do comércio local. Briga de vizinhas.
Mas nada tirava a atenção de Maria do fantástico de sua vida. Seu filho tinha um emprego e ela queria ir correndo para casa, ávida pelas novidades que ele ia contar sobre o primeiro dia. De uniforme e crachá. Tinha até refeitório, "o que era ótimo", disse Maria para estimular o filho, quando contou que o patrão talvez tivesse uma vaga para ele no escritório. "Você não vai precisá de levar marmita. Eles dão comida pros funcionários e a gente economiza um dinheirinho. Quem sabe até a gente compra uma carne prum churrasquinho no domingo."
Seis, sete, oito, nove, dez, onze, meia-noite.
E nada do filho da Maria voltar para casa. Ela ficou na porta. Subiu a ladeira e desceu cinco vezes. Pegou o terço. Prometeu novena, subir a escadaria da penha de joelhos se o filho chegasse. Foi esperar na subida do morro... Perguntou para as crianças, para os donos dos bares, para os bêbados... Para todo mundo.
Voltou para casa. Quando virou as costas para a porta... Ouviu baterem. O coração já sabia.
Três homens carregavam... Aquilo que não era forma... Disforme; envolto num lençol. O sangue vermelho.
E Maria só conseguia repetir, agarrada ao corpo do filho morto por uma bala na cabeça, que ninguém sabe de onde veio: "Mas ele estava tão bonito na foto".

Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Carta da Júlia para o Cristiano.

Quando eu te conheci, achei que você fosse o cara para mim.
Você já tinha lido mais livros que eu, visto mais filmes. Falava a mesma língua que eu. Ríamos daqueles que pronunciavam nomes de filósofos ou palavras estrangeiras com o sotaque de origem. E tinha mais... Me admirava, elogiava o que escrevia. Se emocionava com meus contos e até dava seus textos para eu corrigir.
Você me mandava poemas e cantava as músicas do Vinícius pra mim.
“Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinhoS
em ninguém saber porque”

E eu quis.
Fiz planos das louças... Do meu sofá de veludo vermelho na sala. Da casa branca com decoração vermelha. A cor da parede, a cor do quarto. O nome dos gatos.
Um dia tudo ruiu. E na verdade, eu tenho que dizer que em parte a culpa foi minha. Mas me diz, quem podia com você? Então assim a gente dividiu os corações, os corpos... As almas, muito antes. Desde sempre. E agora a gente dvide a culpa também. Tudo bem pra ti?
Pra mim tudo bem... Aprendi que as coisas são assim. E que, desculpa.. Isso eu também preciso dizer. Não nos amávamos. E isso é bom. Assim a gente sabe que quando encontrar alguém, vai “saber” que ama de verdade.
Boa sorte. Um beijo pra você. Ah, e não esquece de dar comida aos peixes e de pagar a conta de luz.

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Sabe aquela amiga que colocou as cartas pra mim? Pois é. Ela viu você nas cartas. Disse que você me fazia mal - deve ser por isso que, como diz aquela música, eu deletei você do meu orkut, do meu msn. E que seja tudo novo. E tenho dito. E preciso te dizer isso... Que bom que eu te superei. Tem uma outra música que diz: "me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto a você". Pronto! Fórmula perfeita. Passar bem. Boa sorte! Boa viagem. bela casa, filhos, esposa afetuosa... Bom emprego. velhice tranquila e morte dormindo! É o que te desejo.
Um alívio não ter teus telefonemas às 4 da manhã ou ainda às 7 da manhã. Até fui naquele bar que tem o cheiro da tua casa... E acredite, de verdade: Não senti nada.

Domingo, 2 de Março de 2008

"jogar" cartas?
Acho que o termo mais adequado seria colocar cartas? Ler cartas? ver nas cartas?

Enfim... "jogar" é um termo até... Até...

Já que tudo isso é um jogo mesmo. Essa coisa de vida.

Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Uma amiga ia jogar cartas para mim.

Fui comprar o baralho numa lojinha.

Sabe qual era o nome da vendedora?

Deusa!


Deusa!


Há dias eu tenho adiado escrever as tantas coisas que passaam pela minha cabeça.

Mas tem me faltando inspiração. A vida anda turbulenta e calma.

Só as duas músicas que tenho pensado bastante ultimamente e que fizeram parte da minha infância....

Nosso Amor
Noel Rosa
Nosso amor que eu não esqueçoE que teve o seu começoNuma festa de são joãoMorre hoje sem fogueteSem retrato, sem bilheteSem luar e sem violãoPerto de você me caloTudo penso e nada faloTenho medo de chorarNunca mais quero seu beijoMas meu último desejoVocê não pode negarSe alguma pessoa amigaPedir que você lhe digaSe você me quer ou nãoDiga que você me adoraQue você lamenta e choraA nossa separaçãoE às pessoas que eu detestoDiga sempre que eu não prestoQue meu lar é um botequimQue eu arruinei sua vidaE eu não mereço a comidaQue você pagou pra mim(instrumental)Que eu arruinei sua vidaE eu não mereço a comidaQue você pagou pra mim

E a outra:

Peito Vazio
Cartola
Composição: Cartola e Elton Medeiros
Nada consigo fazerQuando a saudade apertaFoge-me a inspiraçãoSinto a alma desertaUm vazio se faz em meu peitoE de fato eu sintoEm meu peito um vazioMe faltando as tuas caríciasAs noites são longasE eu sinto mais frio.Procuro afogar no álcoolA tua lembrançaMas noto que é ridículaA minha vingançaVou seguir os conselhosDe amigosE garanto que não bebereiNunca maisE com o tempoEssa imensa saudade que sintoSe esvai

Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Tenho muitas coisas para falar, mas o tempo anda curto.... Então:


Comecei o dia com o seguinte diálogo...

Amigo muito querido (mas que não tem o menor bom gosto musical rsrsrsrs - qd ele ler isso vai ficar muito bolado. Ele até tem bom gosto musical. Arranha uma de músico e talz... Mas dessa vez garoteou):

- Vai no babado?

Eu (mocinha que não foi nem em show de Rollings Stones na praia, que dirá em outros):

- Nem Fud******!

Amigo muito querido (mas que não tem o menor bom gosto musical rsrsrsrs - qd ele ler isso vai ficar muito bolado. Ele até tem bom gosto musical. Arranha uma de músico e talz... Mas dessa vez garoteou):

- Eu pago a sua cerveja!

Eu (mocinha que não foi nem em show de Rollings Stones na praia, que dirá em outros):

- Nem que tu me sustentasse a vida inteira rsrsrsrs!


Amigo muito querido (mas que não tem o menor bom gosto musical rsrsrsrs - qd ele ler isso vai ficar muito bolado. Ele até tem bom gosto musical. Arranha uma de músico e talz... Mas dessa vez garoteou):

- "malagradecida"!

Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Quem nunca se sentiu assim: só; grão de areia.
Perdida nos meus pensamentos eu me sinto solitária... Incompreendida. Mas como poderia não me sentir? Somos incompreendidos. Somos só, sempre sós. Com nossos pensamentos, angústias e vergonhas.

Não dá para ser diferentes. Fazemos essa caminhada com os nossos fardos. Só nossos, completamente sós. Sempre só.

Devo ter caído no lugar errado, tempo errado. Toda errada.

De tanto pensar.... Não consigo mais achar o começo. E muito menos ver o fim dessa dor tão grande e tão desnecessária e tão ridiculamente fútil que sinto só, cá no meu peito. Cá nas lágrimas que ficam assim... Rondando meus olhos... O grito preso na garganta. Grito só... Tão somente só.

E se eu falasse para você que hoje nada me contenta, eu diria a verdade. Nada me contenta. Te digo. Acredita. Nem teu afeto, nem teu cheiro. Hoje a tua compreensão não me basta. Hoje nada me basta.

Nem que houvesse remédio... Nem que eu gastasse toda a minha noite afogando no copo amargo do álcool. Nem as horas intermináveis de depois da morte calariam todo esse turbilhão que está cá... Aqui; dentro do peito.

Nada que me disseste, ou fizeste. Não é contigo é comigo. Cá, na minha solidão. Cá; aqui; dentro do peito.

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Já falei aqui o que acho sobre as leituras de metrô. Normalmente são os Best Sellers que desfilam para lá e para cá pelas estações do CAÓTICO metrô carioca...

Os mais comuns são aqueles espíritas tipo “Violetas na Janela”.

O Código da Vinci teve seus 15 minutos de fama e também já passeou pelos vagões de luz gélida e opaca, sempre atulhado – NÃO IMPORTA A HORA QUE FOR!

O livro do metrô agora é o “A menina que roubava livros”. Já li – graças a Deus não no metrô. Só ontem eu pude ver 3 pessoas no mesmo vagão fazendo a mesma leitura.

Ai, ai.... Livros de metrô.

Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

O ano começou!

A gente sempre foi um número... Isso eu já sabia. Já é batido, todo mundo fala, comenta, ironiza, reclama e dá aquele suspiro no final da frase.

Somos o CPF, o RG...

O número da chamada... As senhas das filas.

Ultimamente “ser outros números” para “ser” tem me incomodado um pouco.

Hoje em dia para “ser”... É preciso muito mais que ser. Não basta ser!

Você precisa ser um número. Acredite! E cada vez mais números!

Começando pelo da sua conta bancária. Muitas, muitas cifras. Se não for possível. Finja... Fingir também tá valendo; tá na moda também fingir ser. Mas fingir nesse quesito fica difícil, por que você não vai poder levar ninguém para restaurante caro, nem para passear na sua lancha... E muito menos convidar um amigo para ir a Punta del leste às suas custas. Neste caso então... Você não é. Você precisa ter para ser, meu caro.

Bem, mas tem outro número... O que também vai te fazer uma pessoa melhor: o de quantas vezes você viaja ao ano para fora. O de quantas vezes viajou para a Europa... E Ainda, acredite, quantos meses você morou em Paris ou Madri.

O século XX trouxe uma coisa ainda pior... Um número que oprime, sufoca, enlouquece, mortifica cerca de 99,9% das mulheres e alguns homens também... Aquele que indica a balança. É, se passou de 50kg... Desiste. Você é lixo social. Ninguém quer saber o quão inteligente você é, o quão “bom coração”, “boa praça”, “bom sujeito”... O que vale é quanto você pesa na balança. Xiiiii... Se tá um pouquinho acima do peso: esquece. Você é o “gordinho” da situação... Isso mesmo, as pessoas vão te menosprezar por isso, te ridicularizar, esquecer que você é uma pessoa cheia de sentimentos e te substituir por uma pessoa cheia de banhas.

Mas os nossos números não param por ai... Para você “ser”, é preciso estar atento a mais uns números... Os do manequim, quadris... Passou do “ponto”: “FORA”. Ainda tem os ml... Pelo menos 250 ml em cada... Até os seus peitinhos agora tem que estar ligados na numeração.

Esses são só os números que consegui lembrar nesses 10 minutos... Ainda têm muitos outros... Que só fazem da nossa vida uma sucessão de frustrações impostas.

To me libertando dos números...

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Três é demais.

Estava ontem na fila do banheiro químico da Escravos da Mauá. Eu e minha amiga A.

Eis que chegam duas mulheres loucas - com cara de alucinadas e pedem para passar na frente.

Ok, sem problemas... Eu nem tava tão apertada assim...

Segue o diálogo número 1:

Enlouquecida 1 vira-se para mim e fala:
- Ai, ta cheio de gringo aqui!

Eu respondo, para não ser antipática:
- Não gosto de gringo.

E ela prossegue:
- Ai, então vou te apresentar pro meu noivo... Aí, a gente pode fazer algo assim...

Eu:
- Hun????

Ela:
- Isso mesmo. Qual o problema.

E eu:
- Ah, não... Eu gosto do que é meu. Além do mais, não sou muito chegada nisso não.

Eu e minha amiga rimos.

Mas para as duas não foi suficiente. Eu estava com uma ice na mão e a guria pediu um gole.
- Ah, pode ficar com a ice...

E a maluca:
- Tá com nojo de mim?

Eu:
- Não... Imagina. To enjoada de ice mesmo.

Por fim a dupla aprontou mais uma:
Entraram no banheiro e saíram perguntando se o nariz estava sujo... Sabe de quê??? Isso mesmo. De pó.

Definitivamente, maluquice demais para um tempo máximo de um minuto.

É isso aí: é Carnaval.

Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Mais dos meus sonhos...

Essa noite sonhei que eu estava em algum lugar e precisava guardar todas as minhas muitas coisas espalhadas dentro de duas malas.
A quantidade de coisas era muito maior do que de fato havia espaço.
E eu tentava guardar, ajeitava, dobrava, mudava de mala...
Mas, além disso, ainda tinha outra coisa: eu estava sem carro. E precisava desesperadamente sair dali com todas aquelas tralhas de ônibus.
Isso mesmo, tralhas... Não eram coisas muito importantes. Algumas roupas nem pareciam minhas. Outras eram casacos de lã, colchas. Tralhas...
Impossível... Humanamente impossível carregar aquilo tudo pela vida afora. Eu simplesmente não ia conseguir.
Aí, eu decidi fazer deste sonho “nonsense” minha primeira resolução de Ano Novo: não carregar mais as tralhas comigo. Isso mesmo... As coisas velhas, os sentimentos ruins, o fardo alheio.
Acho mesmo que esse sonho foi um “sinal”, porque realmente eu ando carregando mais peso do que deveria.
Simplesmente devo deixar as coisas irem... Não me apegar a elas.

Esse ano eu vou tirar da mala as coisas que não devem me pertencer....

Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Todas as vezes que eu te encontro o meu horóscopo diz as mesmas coisas. Não é pra ser, né? Já entendi.
Diz que eu devo voltar para a Terra, tirar a cabeça das nuvens... Diz que não vai ser.
A questão é que eu não gosto de você como deveria, entende? Gosto... Mas não como deveria.
Mas é difícil... Porque eu gosto da sua voz, comecei a gostar do seu cheiro e gosto de passar a mão na tua nuca e nos teus cabelos enquanto você dorme... Mas isso tudo é azedo. Nada disso vale.
É simples... Não é para ser, não vai ser. Não combina, não encaixa.

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Ufa!
Depois de uma semana super cheia, agora eu posso contar as novidades.

Quinta-feira passada defendi a minha monografia. Meu tema, como alguns já sabem, foi Nelson Rodrigues... E meu objeto de estudo a identificação do público leitor com “A vida como ela é...”, através das representações. Vou colocá-la em pdf aqui depois para aqueles que quiserem ler. Sou jornalista! Finalmente!

A outra novidade é que estou em um emprego novo. Comecei hoje. Uhul!

Tenho refletido bastante sobre a culpa...

Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Algumas resoluções para esta semana:

- Cortar o cabelo
- Pintar o cabelo
- fazer nhoque
- mais alguma coisa que não me lembro agora




- tentar não enlouquecer




É isso....

Carnaval pago.... Ou pelo menos o suficiente para não se voltar atrás a respeito da rota turística carnavalesca. Eu sei, eu sei... Carnaval de playboy e patricinha. Mas poxa, seria o terceiro ano no Rio. E apesar de AMAR o carnaval do Rio, os blocos estão ficando insuportavelmente cheios. E eu preciso sair daqui, nem que sejam cinco míseres dias. A mudança de ares vai fazer bem. As companhias também deste caranaval serão ótimas. J e C!


Essa semana é crucial. Algo bem importante vai acontecer! E eu não vejo a hora de passar! Ai!

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Parece q além de não conseguir, querer, enfim, escrever algo construtivo... Eu tb briguei com o "S"... pq nao coloquei ele em nenhum dos construtivos. rs

Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007

O texto abaixo não é meu...

É a letra de uma música do CD novo da Danni Carlos... POise, ela é péssima, mas sabe que o CD novo é até bom.


De frente pro computador... Não consigo escrever nada contrutivo. Não consigo pensar nada contrutivo. Na verdade eu não quero nada contrutivo.

Se eu pudesse contar as coisas do arco da velha que andam acontecendo na minha vida.... Nossa.... Daria até uma baita antologia. Quem sabe um dia.

Enfim, vida que segue... Sempre segue. Ou vc nada ou afunda... Eu nado. Nao me resta opção.

Duas dicas.... A segunda temporada de Mandrake, que teve estréia no domingo retrasado... E Filhos do Carnaval.

Domingo, 11 de Novembro de 2007

"Eu não quero só sucessoEu quero sossego pro meu coraçãoEu até quero esse beijoMas se for fácil e por diversãoEu até vou pra escolaSe me der merenda, informaçãoQue eu já cansei de ser meninoHoje eu to indo noutra direçãoI wan’t stay behind your soulAnd every where you goLá eu estareiI wan’t stay behind your soulAnd every where you goEu um dia quis dar tudo Mas depois notei que não sabia amarAgora todo mundo é soltoQuem quiser vai embora E não precisa ficarEu quero caminhar tranqüilaSeguindo seus passos é minha decisãoMais ao mesmo tempo possoMe cansar de fato e não pisarSeu chãoI wan’t stay behind your soulAnd every where you goLá eu estareiI wan’t stay behind your soulAnd every where you goLá eu estareiEu não quero só sucessoEu quero sossego pro meu coraçãoEu a’te quero esse beijo Mas só se for fácil e por diversão"

Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

JURO! o último texto antigo da noite. Esse eu escrevi numa época em que eu nem solteira estava... Mas, como toda mortal, já passei por essas fases em minha vida de solteira:
Vida de solteiro tende a ser uma coisa ingrata. Ela pode ter graça nos primeiros meses para uns, para outros um pouco mais. Mas em algum momento, mesmo que não admitido, ela vai "dar no saco".Noitadas todo final de semana, ressaca em quase todas as manhãs... Possibilidades mil e ao mesmo tempo nenhuma. Um estilo de vida endossado pela ilusão de liberdade. Parece legal, né? Mas cansa. Alguns flertes, casos escassos ou até mesmo muitos, muita coisa e pouco compromisso. Às vezes pouco carinho – ou pelo menos pouco carinho de verdade. Digamos que eu esteja vendo por um prisma mais pro negativo do que pro positivo e pelo viés daqueles que gostam de estabilidade e relacionamentos mais sérios.E ainda tem um outro aspecto... A vida de solteiro é mais ingrata para as mulheres do que para os homens... Mulheres estão sujeitas a julgamento alheio. A solteiríssima "bem-resolvida", se "pega" mais de um, dois, três... É julgada de piranha, tanto pelos homens que gostariam de "pegar" (falando no vocabulário adequado e atual) e pelas mulheres invejosas, que gostariam de fazer o que a "bem resolvida" faz. E mais uma coisinha, a solteira bem-resolvida, quando chega num determinado ponto da vida, passa de bem-resolvida à encalhada, solteirona, pra "titia"... Ah, "pobrezinha", é até excluída socialmente. Exagero? Nada... É só você lembrar daquela sua tia-avó que não casou, não teve filhos... Sempre tem alguém que fala "chama a Tia Cocotinha. Coitada, não tem ninguém.". Ninguém pensa se a Tia Cocotinha não ficou sozinha porque quis, porque não tinha saco para lavar as cuecas de homem, vocação pra maternidade ou fidelidade ou resignação para "mãe de família". Vai saber, cada um sabe de si.Mas essa embromação toda, não é meu objetivo... O que eu queria dissertar é sobre como uma mulher solteira (ainda que temporariamente) pode sofrer na selva de possibilidades – insólitas ou não. Podemos comparar os homens aos pontos.... Dificilmente encontramos homens que sejam pontos finais. Daqueles que terminam relacionamentos, que começam relacionamentos. Que dizem que amam ou dizem que não amam. Os mais comuns são os homens-reticências, daqueles que se deixam levar pelas situações; que começam a namorar, porque a música tocou assim, que ficam em relacionamentos insatisfatórios porque não têm coragem de terminar ou porque são acomodados mesmo.Mas não pára por aí... Existe o "homem-exclamação"... Aquele que acha que a vida é uma festa, que tudo é permitido, ou pelo menos fingem que ela é assim, para passarem ilesos em suas atitudes de "macho-predador". Podem paquerar todas, umas sabendo das outras e ainda ser considerado o "malandro da praça". É neste que expressão galinha salta aos poros.O que mais detesto é o "homem-interrogação"... Aquele carinha que você sai (meses, às vezes), que nunca sabe o que esperar, que você não sabe se tá a fim de você. Você nunca sabe qual é a dele. Te liga, te chama pra sair... Te dá beijos e carinhos de tirar o fôlego. Te procura. Mas quando você, toda cheia de segurança que ELE te deu, liga... Te dispensa, sempre tem outro compromisso. Essa espécie costuma agir de duas formas: some no final de semana (desses, você foge. Deve ter namorada), ou some durante a semana. Essa segunda espécie provavelmente não te liga de segunda a sexta, porque julga que as coisinhas da vida dele são mais importantes do que você.Bem, mas dentro dessas espécies principais, ainda tem as variantes... O ponto e vírgula, que introduz uma idéia e depois - e só depois - continua a falar do assunto, o vírgula, que só enche lingüiça e não vai direto ao ponto... O travessão, que só sabe falar sobre si... Tem até mesmo o aspas, que só sabe fazer citação alheia e viver conforme a política dos amigos.Eu, to fora.
Um revival dos meus textos antigos está me garantindo boas risadas... Eu já fui uma pessoas mais îrônica comigo mesma. Preciso voltara rir de mim mais vezes...
Mais um tetinho antigo:
Estava agora há pouco na fila de uma xérox.... Daquelas felizes que ainda tiram xérox de livros. Ah, sim, eu sou a favor de xérox de livros. Estudantes não têm dinheiro para comprar livros novos, nem todos os livros achamos no sebo, nem no estante virtual (http://www.estantevirtual.com.br/ – vários sebos, do Brasil inteiro pra você comprar livros). As bibliotecas são desconfiadas e não emprestam seus livros por uma semana.... Então, xérox neles! Não tem jeito.Mas o assunto não é esse...Estava lá na fila... Em cima dessa xérox tem um curso preparatório para Colégio Militar, CPII, Colégio Aplicação, essas coisas. Curso para crianças que vão entrar no ginásio... Ou agora seria 5° ano do Ensino Fundamental??? Deus, o que equivale hoje em dia a nossa antiga 5ª série? Mas então, eu estava na fila justamente na hora do recreio dos pirralhinhos – com muito carinho, é claro. Minhas irmãs e primos mais novos já tiveram essa idade e todos foram tratados com muito carinho de pirralho, e gostavam. Descem todas aquelas crianças de 10 e 11 anos... Umas mais altas, outras menores... Uns parecendo mais velhos e outros mirradinhos... Não tem como a gente não se lembrar da época que tínhamos essa idade. Das brincadeiras, das vergonhas, pequenos traumas, daquele colega implicante... Daquela professora megera.Todas aquelas crianças descendo, com seus lanches, potes de biscoito ou garrafas de plástico com sucos... Algumas indo para o depósito de doces ao lado, que eu freqüentei também quando passei por essa época... Eu também fiz esse curso.Do curso, o que eu mais me lembro era a pressão... Português, matemática, história. Horas a fio de aulas – sem falar nas aulas do colégio de manhã...Mais uma vez a verborragia me afasta do assunto....O fato é que entre todas essas crianças desce uma menina maiorzinha, mais cheinha que as demais. Não, nada contra as crianças gordinhas, até porque, normalmente é difícil descrever se são gordinhas ou normais, já que nessa idade todo mundo é meio amorfo e além disso, eu também fui uma dessas crianças amorfas mais pro cheinho, que pro fininho.A menina comeu o lanche dela... E logo depois começou a atacar o lanche da outra amiguinha.Meu primeiro pensamento – preconceituoso e cruel - foi: "por isso que é gorda".Mas logo depois eu pensei.... É, ta cheio de gente por ai, que não satisfeito de comer o seu lanchinho, vai atacar o lanche dos outros.... Metaforicamente, claro... Quanta gente por ai fica se aproveitando das brechinhas abertas por outros... Aproveitando oportunidades alheias se disfarçando de santo.... Entrando de fininho, saindo de fininho... Levando a fama sem deitar na cama, levando vantagem, roubando vantagem... E tudo em nome dos fins, justificando os meios.Meu caro, não coma o lanchinho dos outros. Fique satisfeito com o seu lanchinho. Se você não ficou, fale para sua mãe colocar mais biscoitinhos e pães, mas não coma o lanchinho alheio, sim? É feio e além disso, o mundo dá voltas e um dia alguém pode querer comer o seu lanchinho também... Você não vai gostar disso.
Segundo Freud, o homem produz mecanismos para criar "satisfações substitutivas", com o objetivo de proteger-se da dor. A dor, ainda de acordo com Freud, pode nascer de três direções. A primeira delas é a degradação do próprio corpo; o corpo está destinado a essa degradação. A segunda é a do mundo externo e das suas forças de destruição. A última delas é considerada a mais dolorosa e consiste no relacionamento com as pessoas. As "satisfações substitutivas" são de ordem de pensamento – artes, religião e filosofia – e funcionam como instrumentos reguladores. (Será que podíamos considerar uma fuga? Cala-te boca e tira a colher da obra dele. Ponha-se no seu lugar, menina!)
Estudei essa teoria de Freud em alguma matéria. Acho que não saberia mais dizer se fez parte das tantas aulas de Filosofia, do colégio ou da faculdade... Talvez em alguma de Sociologia; Nas Teorias – loucas – da Comunicação... Não importa. Quantas vezes me vi pensando sobre as relações entre as pessoas e chegava sempre a mesma conclusão: que delicado! Que complicado! Quão penoso isso pode ser!
Pessoas diferentes, com as mais diferentes índoles, moral – sim, porque mesmo fazendo parte do mesmo território, vivendo a mesma cultura, a moral acaba sendo subjetiva em alguns momentos, ainda que calada – muitas expectativas, vontades.
Quantas frustrações isso tudo pode gerar. Quantas rachaduras essa superfície pode suportar?
Ficamos com o coração despedaçado porque alguém que muito prezamos falhou num momento desse difícil conviver de corpos, mas nem sempre de alma, pensamento. Nos frustramos, não entendemos, questionamos o outro – às vezes é pedir demais para NOS questionarmos... Talvez fosse o ideal.
Sem contar que nesse processo a gente sempre espera que o outro, seja ele quem for - filho, pai ou mãe, amante, marido, amigo - aja da maneira como agiríamos. Que ele simplesmente tenha a consideração que você se julga merecedor, ou que julga ser a adequada.
O problema são justamente elas, as expectativas. Melhor não esperar. Não vamos encarar isso de forma negativa, mas simplesmente tentar não as ter como regras, porque as coisas podem ter os mais múltiplos fechos e nem sempre o seu é o melhor. "Mais" certo.
As relações me doem demais... Não que eu tenha problema em tê-las. Nunca tive problema em fazê-las (embora, às vezes, opte pelas superficiais e guardo o melhor da minha história para poucos amigos, queridos familiares e amores especiais). Manter as relações sem algumas pequenas frustrações é impossível. E as frustrações não precisam ser eternas, ou profundas. Basta saber lidar com elas... Pensar que se você as tem, o outro, em contrapartida, também tem as dele. E o que seria de nós, se não relevássemos algumas sutilizas em prol das demais experiências?
Pode me ser doloroso em alguns casos, mas nos trazem coisas impagáveis... Cumplicidade, companheirismo, aquele sorriso que é um código... Aquela coisa pra sempre, sabe?

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

De Elton Jhon, naquele "Inside the actors studio".

- Se o céu existir, o que você quer ouvir de Deus quando chegar lá?

- Pode entrar, sua bicha velha!!!!!!!!!!!!!!!!!

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

MUITO BOM!

Domingo, 23 de Setembro de 2007


Entrei naquele bar...
Ele tinha o cheiro da sua casa.
O mesmo cheiro de mofo, móveis antigos, madeira úmida.
Não posso negar que senti tua falta e que quis me transportar direto pros teus braços.
Mas aí, logo lembrei que eu era como todos os móveis que você tem ai.
O máximo que você faz é passar um paninho por cima, pra tirar o pó. E mais nada. Não nota. Eles continuam lá, parados, sempre tendo alguma serventia pra você. Ora, você apóia alguma coisa. Outrora, você apóia os pés. Mas só.

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

O Monstro - A vida como ela é, de Nelson Rodrigues

A esposa soluçou no telefone:
- Vem depressa! Chispando! Vem!...
Não perdeu o tempo. Berrou para o sócio: “Agüenta a mão, que eu não sei se volto.” Acabou de enfiar o paletó no elevador. E quebrava a cabeça, em conjecturas infinitas: ”Que será?” Não quisera perguntar a Flávia com medo de uma notícia trágica. Já no táxi, calculava: “Algum bode!” Mas a hipótese mais persuasiva era de uma morte na família da mulher. O sogro sofria do coração e não era nada improvável que tivesse sobrevindo, afinal, o colapso prometido pelo médico. Imaginou a morte do velho. E a verdade é que não conseguiu evitar um sentimento de satisfação envergonhada e cruel. Desceu na porta de casa tão atribulado que deu ao chofer uma nota de duzentos cruzeiros e nem se lembrou do troco. Invadiu aquela casa grande na Tijuca, onde morava coma mulher, os sogros, três cunhadas casadas e uma solteira. Desde logo, percebeu que não havia hipótese de morte. A inexistência de qualquer alarido feminino, numa casa de tantas mulheres era sintomática. Descontente, fez o comentário interior: “Ora, bolas!”
Foi encontrar, porém, a esposa no quarto, num desses prantos indescritíveis. Sentou-se, a seu lado, tomou entre as suas as mãos da mulher: “Mas que foi? Que foi?” Primeiro ela se assoou; e, fungando muito, largou a bomba:
- Meu filho, nós temos um tarado, aqui, em casa!
Maneco empalideceu. Por um momento, teve a suspeita de que o “tarado” fosse ele mesmo, Maneco. Chegou a pensar: “Bonito! Descobriu alguma bandalheira minha!” Engoliu em seco, balbuciou: “Mas quem?” E ela:
- O Bezerra!...
o “tarado”
Quando percebeu que não estava em causa, ganhou alma nova. Uma súbita euforia o dominou; e preparou-se, ávido, para ouvir o resto. O Bezerra era casado com Rute, a irmã mais velha de Flávia. Maneco quis saber: “Por que tarado?” Flávia explodiu:
- Esse miserável não soube respeitar nem este teto! – E apontava realmente para o teto. – Sabe o que ele fez? Faz uma idéia? – baixou a voz; - Aqui, dentro de casa, quase nas barbas da esposa, deu em cima de uma cunhada, com o maior caradurismo do mundo. Vê se te agrada!
Assombrado, perguntou: “Que cunhada?” Pensava na própria mulher. E só descansou quando Flávia disse o nome, num sopro de horror:
- Sandra, veja você! Sandra! Escolheu, a dedo, a caçula, uma menina de 17 anos, que nós consideramos como filha! É um cachorro muito grande!...
- Papagaio! – gemeu o marido, no maior espanto de sua vida; ergueu-se: - Sabe que eu estou com a minha cara no chão? Besta?...
Agora ela o interpelava: “É ou não é um tarado?” Então, com as duas mãos enfiadas nos bolsos, andando de um lado para o outro, Maneco arriscou algumas ponderações: “Olha, meu anjo, eu sempre te disse, não disse? Que cunhada não deve ter muita intimidade com cunhado?”
E insistiu:
- Claro! Evidente! Onde já se viu? Porque, vamos e venhamos, o que é uma cunhada? Não é a mesma coisa que uma irmã. E ninguém é de ferro, minha filha, ninguém é de ferro! Tua irmã menor, por exemplo. Quando ela comprou aquele maiô amarelo, de lastex ou coisa que o valha, deu uma exibição, aqui, dentro, para os cunhados. Isso está certo?...
Flávia ergueu-se, apavorada:
- Mas vem cá. Você está justificando esse cretino? Está? Então, você é iguala ele. Tarado como ele!...
Em pânico, Maneco arremessou-se: “Deus me livre! Não estou justificando ninguém e quero que o Bezerra vá para o raio que o parta!” Recuando, a mulher perguntava: “Quando você olhou para Sandra, no tal dia, você sentiu o quê? Hein? O rapaz ofegou:
- Eu? Nada, minha filha, nada! Eu sou diferente. Eu me casei contigo, que és a melhor mulher do mundo. Ouviste? – falava com a boca dentro da orelha da esposa. – Nenhuma mulher é páreo para ti. Nenhuma chega a teus pés. Dá um beijinho, anda?
Agarrou-a, deu-lhe um beijo, cuja duração prolongou ao máximo de sua própria capacidade respiratória. Quando a largou, mais morta que viva, com batom até na testa, Flávia gemeu maravilhada: “Sabes que eu gosto do teu cinismo?”
E ele jocoso:
- Aproveita! Aproveita!

O drama

Mas a situação era de fato crítica. A família, sem exclusão das criadas, passou a abominar o tarado. Até o cão da casa, um vira-lata disfarçado, parecia contagiado pelo horror; e andava, pelas salas, soturnamente, de orelhas arriadas. Quanto ao pobre culpado, estava, na garagem de casa, em petição de miséria. Atirado num canto, num desmoronamento total, cabelo na testa, gemeu para Maneco: “Só faltam me cuspir na cara!” Maneco olhou para um lado, para o outro, e baixou a voz:
- Mas que mancada! Como é que você me dá um fora desses!
Estrebuchou: “Eu não dei fora nenhum!” Agarrou-se ao cunhado: “Por essa luz que me alumia, te juro que não fiz nada. Ela que deu em cima de mim, só faltou me assaltar no corredor. Tive tanto azar que ia passando a criada. Viu tudo! Uma tragédia em 35 atos!”
Ralado de curiosidade, Maneco baixou a voz:
- O que é que houve, hein?
O outro foi modesto:
- Não houve nada. Um chupão naquela boca. Eu beijava aquele corpo todinho. Começava no pé. Mas não tive nem tempo. Estão fazendo um bicho-de-sete-cabeças, não sei por quê!...
Maneco esbugalhava os olhos, numa admiração misturada de inveja: “Você é de morte!” Doutrinou o desgraçado: “Teu mal foi entrar de sola. Por que não usaste de diplomacia?” Bezerra apertou a cabeça entre as mãos:
- Só estou imaginando quando o velho souber!
Admitiu:
- Vai subir pelas paredes!

o sogro

E de fato, o Dr. Guedes era o terror e a veneração daquela família. Esposa, filhas e genros, numa unanimidade compacta, tributavam-lhe as mesmas homenagens. Era de alto a baixo, uma dessas virtudes tremendas que desafiam qualquer dúvida. Infundia respeito, desde a indumentária. Com bom ou mau tempo, andava de colete, paletó de alpaca, calça listrada e botinas de botão. Com os cunhados, Maneco desabafava: “Sabe o que é que me apavora no meu sogro?” Explicava: “Um sujeito que usa ceroulas de amarrar nas canelas! Vê se pode?” Por coincidência, Dr. Guedes chegou nesse dia, tarde. Já, então, Maneco, com a natural pusilanimidade de marido, solidarizava-se com o resto da família. Grave e cínico, concordava em que o Bezerra batera “todos os recordes mundiais de canalhice”. Pois bem. Chega o Dr. Guedes com o seu inevitável guarda-chuva de cabo de prata. Vê, por toda a casa, fisionomias espavoridas. A filha mais velha chora. Por fim, o velho pergunta, desabotoando o colete:
- Que cara de enterro é essa?...
calamidade
Então a mulher o arrastou para o gabinete. Conta-lhe o ocorrido; concluiu: “Eu admito que um marido possa ter lá suas fraquezas. Mas com a irmã da mulher, não! Nunca!” repetia: “Com a irmã da mulher é muito desaforo!” O velho ergueu-se, fremente: “Cadê esse patife?” Trincava as sílabas nos dentes: “Cachorro!” No seu desvario, procurava alguma coisa nos bolsos, nas gavetas próximas:
- Dou-lhe um tiro na boca!
E a mulher, chorando, só dizia: “Foi escolher justamente a caçula, uma menina, quase criança, meu Deus do Céu!” Mas já o velho abria a porta e irrompia na sala dando patadas no assoalho: “Tragam esse canalha!” Houve um silêncio atônito. Flávia cutucou o marido: “Vai, meu filho, vai!” Arremessou-se Maneco. Foi encontrar o outro no fundo da garagem, de cócoras, como um bicho. Bateu-lhe, cordialmente, no ombro: “O home te chama.” Foi avisando: “O negócio está preto. Ele quer dar tiros, o diabo a quatro!” Bezerra estacou, exultante: “Se ele me der um tiro, é até um favor que me faz. Ótimo!” Numa súbita necessidade de confidência, apertou o braço de Maneco: “Eu sei que Sandra é uma vigarista, mas se, neste momento, ela me desse outra bola, eu ia, te juro, com casca e tudo!...”

humilhação

Na sala, foi uma cena dantesca. O sogro o segurava, com as duas mãos, pela gola do paletó: “Então, seu canalha? Está pensando que isso aqui é o quê? Casa da ma Joana?” Houve um momento em que o desgraçado, soluçando, caiu de joelhos aos pés do velho As mulheres paravam de respirar, vendo aquele homem receber pontapés, como uma bola de futebol. Rosnavam-se, profusamente, as palavras “monstro”, “tarado”, etc, etc. Só uma estava quieta, impassível. Era Sandra, a caçula. Com um palito de fósforos limpava as unhas, muito entretida. De repente achou que era demais. Ergueu-se, foi até a porta do gabinete e, de lá, chamou: “Quer vir, aqui, um instante, pai?” E insistiu: “Quer?” E justamente, Dr. Guedes escorraçava o genro: “Rua! Rua!” Mas a caçula, sem mais contemplações, agarrou-o pelo braço, numa energia tão inesperada e viril, que ele se deixou dominar. Entraram no gabinete e a própria Sandra fechou a porta. Estava, agora, diante do espantado Dr. Guedes. Foi sumária:
- Papai, eu sei que o senhor tem uma Fulana assim assim que mora no Grajaú. Percebeu? E das duas, uma: ou o senhor conserta essa situação ou eu faço a sua caveira aqui dentro!... – Olhou para essa filha, que assim o ameaçava, como se fosse uma desconhecida. Ela concluía: - Bezerra não vai deixar acasa coisa nenhuma. Eu não quero!... – O velho reapareceu, cinco minutos depois, já recuperado. Pigarreou:
- Vamos pôr uma pedra em cima disso, que é mais negócio. O que passou, passou. Está na hora de dormir, pessoal.
Então, um a um, os casais foram passando. Por último, Bezerra e a mulher. Ao pôr o pé no primeiro degrau, Bezerra dardejou para Sandra um brevíssimo olhar. E só. A caçula retribuiu, piscando o olho. Cinco minutos depois, estava o velho, grudado ao rádio, ouvindo o jornal falado das 11 horas.

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

O Escravo Etíope - "A vida como ela é...", de Nelson Rodrigues.

Saiu do colégio com 15 anos e trouxe para o mundo a sua inocência maravilhada. Ninguém mais sensível e exclamativa. De uma fragilidade física impressionante, qualquer esforço dava-lhe palpitações, falta de ar; uma simples aragem a resfriava. O médico da família, que a examinou várias vezes, repetia:
- Tem uma saúde muito delicada. É preciso cuidado, muito cuidado.
Havia na família, o medo ou o presságio de que viesse a sofrer do peito como uma tia que morrera tísica. Filha de pais ricos, era tratada na palma da mão. Com mimos de uma princesa. E justamente por ser tão fina e frágil, de uma natureza tão delicada e suscetível, ninguém a contrariava. Aos 16 anos, teve o seu primeiro namorado. Era um primo, ótimo rapaz, educadíssimo, simpático e mesmo bonito, aristocrata nos modos, idéias e sentimentos. Ela se chamava Margô e ele, Paulo. Pareciam feitos um para o outro. Para as duas famílias foi, como se disse, “um achado”. Não houve duas opiniões. Todos disseram “Ótimo, ótimo”. E o pai, que tinha a religião do dinheiro e a idéia fixa da pompa, exigia, esfregando as mãos:
- Quero um casamento de arromba! – e sublinhava: - Um casamento que deixe todo mundo besta!
Preparativos nupciais
Enfim, foi proclamado o noivado. O velho – que era de origem plebéia e tivera de criar, tostão a tostão, a própria fortuna – queria um vestido de noiva inédito, deslumbrante, que embasbacasse a cidade. Acirrava as mulheres, dando murros na mesa: “Gastem sem dó nem piedade”. Na sua mania, fazia cálculos alucinados: “Um vestido de uns cem, duzentos contos.” Tal desperdício arrepiava os presentes. A própria noiva sentia-se desfalecer. Mas ele, desvairado, batia nos próprios bolsos: “Gastem! Eu pago!Pago!” Sob esse estímulo, todas as mulheres da casa se entregaram a um verdadeiro delírio. A mania de grandeza se transmitiu e se generalizou. Catou-se por entre páginas de revistas o figurino ideal. Afinal, descobriu-se um modelo encantador. O velho olhou e deu sua adesão: “Bacana.”. A Filha, muito mais aristocrática que o pai, suspirou:
- Como é bonito, meu Deus!
Um batalhão de costureiras pôs-se a trabalhar, dia e noite, no vestido mágico. Quando uma delas cansava, o velho vinha lá de dentro com uma idéia de suborno. “Eu pago extraordinário! Dou gorjeta, o diabo!” Já a cerimônia estava com data marcada. E quando o vestido ficou pronto, meia dúzia de parentes mais chegadas, inclusive a mãe, se fecharam com a noiva no quarto. Então, lânguida e delicada, com seu aspecto de flor de luxo, Margô vestiu peça por peça. Houve um momento em que só ficaram faltando a grinalda e o véu. Ao redor, havia histerismos. Primas, tias, cunhadas suspiravam:
- Que amor! Que amor!
Na verdade, era algo indescritível. No meio de tanta alvura, a fragilidade física de Margê era ainda mais tocante. Faltavam uns 15 dias para o casamento. E, à noite, depois do jantar, ela se queixou de palpitações. As pessoas próximas se entreolharam num pavor de pneumonia. Alguém sugeriu: “Vai ver que foi um golpe de ar!” Passou. Mas na hora de se despedir do noivo, Margô fez-lhe o pedido:
- Precisava de um favor teu.
Ele. Sempre cavalheiresco, limitou-se a dizer:
- Dois.
Margô baixou a vista, fugindo do seu olhar intenso:
- Eu queria adiar nosso casamento.
mistério
Justiça se lhe faça: ele foi impecável. Explicou que naturalmente estaria muito interessado em que o casamento fosse o mais rápido possível. “mAs já que você que, meu anjo...” Um pouco vaga, Margô explicou que não se sentia bem, que devia ter alguma coisa e, enfim, que andava nervosa, etc, etc. Paulo com sua polidez irrepreensível afirmou: “Por mim não há dúvida.” Quem se doeu com a transferência foi o velho. Estava mais ansioso pelo casamento do que os noivos. Gemeu, desabando numa cadeira:
- Que caso sério! Que caso sério!
Margô foi ao médico, que a examinou meticulosamente. Não achou, no seu estado, a menor novidade. Continuava fisicamente delicada, mas não apresentava nenhum sintoma que sugerisse doença. Passaram-se dois, três, cinco meses. A família do noivo estranhava:
- Que diabo! Vocês se casam ou não se casam?
Ele parecia abdicar dos próprios direitos:
- Quem decide é a Margô.
Protesto geral:
- E você não pia? Ora veja! Não está certo, não está direito!
Sob a pressão dos parentes, foi conversar com a noiva:
-Meu anjo, precisamos marcar uma nova data.
Ela suspirou:
-Já? Vamos esperar mais um pouco.
Como ele insistisse, embora com um máximo de tato e delicadeza, Margô acabou concordando. Houve um conselho de família, com a presença dos noivos, fixou-se o casamento para daí a três meses. Todos se animaram de novo. Houve a febre dos preparativos. Mãe, tias e amigas se reuniam planificando a festa. Foram ver se o vestido de noiva estava com alguma mancha; fizeram nele uma revisão minuciosa, com medo de alguma possível barata. O pai, com sua vocação para o desperdício, foi de uma liberalidade estupenda, mais uma vez:
- Acho mais negócio fazer outro vestido.
A mãe, que era uma senhora fina, interrogou os noivos: “Como é? Vocês vão viajar?” Margô teve que admitir: “Não pensamos nisso.” Então, a santa senhora fez-lhe uma repreensão: “Minha filha, acho você uma noiva tão não sei como; muito desanimada.” Sorriu, lânguida: “Sou assim, mamãe. “ E a outra: “Está errado. Você deve se corrigir. Onde já se viu?” Finalmente deu para a filha e o futuro genro a sugestão:
- Seu eu fosse vocês, sabem o que eu fazia? Uma viagem! – e já animada, já excitada pela própria idéia, continuou: - Casamento sem viagem de núpcias é tão sem graça! Vocês podiam ir à Europa, aos Estados Unidos!
O noivo pareceu impressionado; comentou grave: “Boa idéia.” Virou-se para Margô: “Você não acha, Fulana?” Ela respondeu:
- Não. Acho pau. Gosto de ficar em casa.
Dois dias depois, pediu que se adiasse, de novo, o casamento. Houve assombro na família. Crivaram-na de perguntas: “Mas adiar por quê? Qual o motivo?” Ela, desesperada, procurou um motivo, como se estivesse disposta a inventá-lo; disse por fim: “Ando nervosa.” Insistiram, e a menina acabou perdendo a cor, o pulso, até desmaiar. Uma semana depois a mãe foi sondá-la: “Você gosta mesmo do Paulo, minha filha?” Disse que sim, que gostava, mas que...
-Ainda uma vez, o noivo foi magnífico: concordou com o adiamento.
a sogra
Quem não gostou foi a futura sogra. Chamou o filho. Instigou-o: “Essa menina está fazendo você de gato e sapato. Isso não é papel! Onde é que nós estamos?” Ele, que adorava a noiva, que a colocava acima de tudo e de todos, cortou o debate: “Vamos mudar de assunto, sim, mamãe?” A velha, porém, era tremenda. Largou o filho, com as seguintes palavras: “Está certo, não se fala mais nisso. Mas quero te dizer uma coisa: aqui há dente de coelho.” E o fato é que, sem dizer nada a ninguém, ela andava desconfiadíssima. De quem ou de que, nem ela própria sabia dizê-lo. Nesta mesma tarde, porém, recorreu a vários conhecidos, atrás de uma informação, até que descobriu um detetive particular. Chamou o homem; perguntou:
- O senhor é discreto?
- Um túmulo!
- ótimo. Eu preciso mesmo de um túmulo. Trata-se do seguinte...
Incumbiu o sujeito de acompanhar os passos de Margô; advertiu: “Pode ser palpite meu, mas não custa apurar.” O fulano concordou, grave: “Evidente! Evidente!” Deixou com a super recomendação: “Ninguém pode saber disso!” Quarenta e oito horas depois, o detetive reaparecia, de olho esgazeado. Contou, longamente, o que apurara. De vez em quando, interrompia o relatório para exprimir seu estupor: “De arder! De arder!” Assombrada, a velha balbuciou: “Eu só acredito vendo com os meus próprios olhos!” E o detetive: “Amanhã, eu mostro o home à senhora.”
o bem amado
No dia seguinte, encontraram-se a velha e o detetive na porta de uma companhia de ônibus. Súbito, o profissional indica: “Olha o homem!” Ela espiou. Lá vinha ele, no meio de outros motoristas, um negro gigantesco. Segundo apurara o detetive, ele saíra, no último carnaval, no rancho, de escravo etíope, com o dorso nu e retinto. A velha, fora de si, gaguejava: “Quer dizer que é esse o namorado de minha nora?” O detetive pigarreou:
- Isto é, mais do que namorado. Eu apurei tudo, direitinho. Tenho endereços, o diabo. E posso provar.
Então, a velha cambaleou. Seu estômago se contraiu, sofreu, ali mesmo uma náusea violenta. Afastaram-se; ela pagou o preço que ele impôs e partiu num táxi. Como era uma mulher viril, de muito gênio, preferiu ir, de uma vez, à casa da menina. E, lá, fez um escândalo medonho. Quiseram expulsá-la; foi chamada de louca. Ela, em desespero de causa, virou-se para a própria Margô que, sem uma palavra, ouvia tudo:
- É verdade ou não é?
Todos se voltaram na direção da menina. Então, aquela mocinha frágil, fina, que desfalecia ao aspirar um perfume mais intenso, ergueu o olhar firme, quase cruel. Disse apenas, sem medo:
- É verdade!
A ex-futura sogra saiu feliz da vida e vingada. Foi um escândalo pavoroso. O pai veio, esbravejante. Falou em dar tiros. Ela o conteve com a ameaça: “Se fizer isso, eu me mato!”
Ante a perspectiva do suicídio, a família capitulou. Tiraram o rapaz da companhia de ônibus, arranjaram um emprego. E, um dia, casaram-se às escondidas. No seguinte carnaval, quando o sogro passava, de Cadillac, pela Praça Onze, viu o genro, num rancho – fantasiado de escravo etíope.

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Essa do reflexo não sou eu.

Sophia Lange

Olho no espelho e não me reconheço mais.
Passo as mãos nos cabelos brancos, opacos... Antes cheios de viço. Os olhos sem brilho. As rugas... Esse cheiro da velhice impregnado e que não se sabe de onde vem.
Não enxergo nem alguém que se parece comigo.
As mãos fracas, as pernas. Falta força. Falta coragem. Falta vida. Amor não falta.
A casa está vazia. Onde estão os netos? Os filhos, as crianças? Os almoços de domingo, as festas. A alegria?
Os meus, aqueles que fizeram parte do que sou, da minha história, se foram. Restam-me espectros, fotos desatualizadas, lembranças empoeiradas, tão distantes que nem eu sei mais se as vivi.
Pergunto-me por onde anda aquela mulher que fui. O vestido novo. As esperanças.
Me ficou esse gosto de amargo.... De mulher amarga, que foi esquecida pelo mundo.
Essa casa enorme, cheia de vidros. Sofás, os móveis... Tudo que restou. Nessas coisas eu me apego.
Que injustiça... Eu ainda teria tanto a dar ao mundo. Tanto amor, tanta paz. Um pouco dessa serenidade que me veio com a idade. Um pouco da minha loucura branda, de quem já viu tantas histórias se repetirem.
E eu ia os colocar no colo, ensinar velhas canções de roda e de ninar. Empurrar o balanço, fazer bolos e doces... Assim, como eu rego meu jardim.
Falar aos jovens das minhas experiências, do meu primeiro amor. Das coisas que vi no mundo. E que tudo passa, sempre passa... Haja amor ou dor.Mas eu não me reconheço mais... Não encontro as forças. E vou ficando aqui, nessa velha cadeira. Encostada, quieta... Ouvindo a vida passar lá fora. Apenas olhando.

Domingo, 16 de Setembro de 2007

E eu que já não sei mais o que é seu... O que é meu.
Já não sei onde você termina... Onde eu começo.
Não é palpável. Coisa de outro mundo.
E eu me pergunto... Era você ou eu que gostava dessa música?
E nessa confusão que fizemos dos nossos sentimentos, das nossas vidas...
Ficou a certeza de que eu não sei o quanto você faz parte de mim... Muito mais do que deveria.

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007


Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007


René Magritte...
Reflexões a respeito de nada preciso

Quando eu era criança eu via todos, todos, todos os episódios de Caverna do Dragão.
A cada episódio eu sentia a minha esperança renovada. Achava que de fato eles iam conseguir sair daquele Limbo. Sem pensamentos pseudo-filosófico... A coisa era bem real, eles estavam ali, perdidos. Crianças... Meu pensamento era de criança.
Eu sempre achava que daquela vez ia. Que eles iam conseguir sair dali.
Ledo engano, sempre.
Mas não importava. Mesmo sabendo que em todos os episódios anteriores eles chegavam bem perto e nãos e livravam...
Era assim também com a minha esperança de naquele episódioozinho conseguir ver além das pernas da babá de muppet baby. E nunca via.

Às vezes me sinto assim na vida... Assistindo aos episódios e achando que a turmina da Caverna do Dragão vai sair do esquecimento, ou que finalmente eu veria o resto do corpo da babáde muppet baby...
Ainda em tempo:

Observação noveleira 1 - O que foi a cena de Bebel e Olavo???? Quero o Wagner Moura pra mim...

Observação noveleira 2 - o ridículo do Daniel dando uma de bad boy pra cima do cara do ferro velho e dizendo "to de olho em você". Hahahhahaha. Garantiu boas risadas.

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

Poema em linha reta – Álvaro de Campos
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso, arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!

Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Poderão ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Ui.... Quentíssimo, tirado do muito bom sempre Xico Sá.
http://carapuceiro.zip.net/:


PLONGÉ, CONTRA-PLONGÉ*
Nada como aquela olhadinha que ela dá quando lá embaixo.
Nada como aquela olhadela, sobrancelhas assanhadas, mirando lá de nossos países baixos cá para cima do nosso cocuruto alumbrado.
Tão lindamente sacana, minha nega, derreto-me como manteiga no último tango!
Ela quer saber se estou gostando, claro que estou mortinho ali no pré-gozo. Tem um orgulho, “vê como faço bem feito e com gosto”, ali naquela olhadinha plongé, contra-plongé, depende de quem vê...
Como eu gosto, ela diz, posso?
Aperto com força os seus cabelos, resvalando numa fração de segundo para um carinho no rosto, lado esquerdo, com o lado B da mão e dedos, quiromancia e mistérios.
Ela desce lá naquele cantinho fronteiriço, desenha a história do olho com riscos da língua em círculos, lambe a última costura da minha pobre existência, nirvaniza-me, petite mort, e assina nossos batismos lindos com lambidas góticas, assim como quem escreve inocentemente na areia, coraçãozinho flechado, e o nome de quem aposta, como se o amor fosse um jogo do bicho.
Não resisto a olhadinha lá de baixo, vem cá, estou longe e perto, meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo, como na canção do 2 e 2 são cinco. Como nosso universo é tão perfeito aqui na cama, só na cama, lá embaixo, na cama zen, japão do amor, horizontalizo-me, para sempre, viro réptil, nunca mais me levanto, nunca mais me levanto e ando, odeio meus Lázaros internos, agora eu quero mais é nadar no seco, melhor jeito de navegar aos teus pés, e de vez em quando, quer saber?, afundo as mãos nos arrecifes e te dou um peixinho, como aquele do conto de Virgílio Piñera, que aprisiono nas profundezas sujas das nossas existências.
E ainda que me desse pouco.
Bastava.
Bastava ver-te dormindo, sentir teu hálito.
O calor do teu corpo e o tesão da tua carne.
Daqui de onde eu te olho... Imagino as coisas que em segredo você pensa.
E vejo a luz que entra pela fresta da janela ficar fraca e me avisar que é hora de ir embora.
E eu sabia; era pra nunca mais.
Não que importasse, pelo menos na maior parte do tempo... Mas naquele momento importava.
E eu sei, que aquilo que me dá, também pertence às outras.
Nada de nuances, meio tons... Tudo intenso. Cores fortes, paixões. Nada de meios, tudo extremo.
Abriu a porta de casa,
Olhou para a sala.
Nada. Nem móveis, nem tapetes, nem as lâmpadas.
Deu um passo para trás. Trancou a porta. E soltou um risinho.
Que ironia.
Desceu as escadas... Cantarolou uma canção.
Foi embora.
Pra nunca mais.

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

De todas as músicas que cantastes ao pé do meu ouvido...
Dos poemas que declamou aos sussurros, no escuro.
Tudo isso se foi, virou poeira, lembrança e dor no peito...
De tudo aquilo que tínhamos, nada temos mais.
Nem as sombras.

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Lá vai ele outra vez!
Sophia Lange

Ele diz que está indo pro bar. A desculpa é sempre a mesma “Eu vou encontrar a turma”.
E a mulher: “Mas já vai de novo para aquele boteco? Toda a semana é isso! Quero ver se eu batesse a porta dizendo que ia encontrar a turma! Ah, sim... Ia ser mãe relapsa, que larga os filhos, a casa, o marido. Era capaz de dar até abandono de lar!”
E ela não sabe o que tem nessa turma, que ele sempre volta assim, meio trôpego. Cantarolando antigos sambas-canção... E derrubando tudo que estiver no caminho e o que não estiver também, porque coisa difícil é andar em linha reta depois de encontrar a turma. Larga o paletó no chão... Até no rabo do gato ele pisa. Que judiação!
Ai, ela reclama “Você chegou bêbado de novo? Mas que coisa. Quando eu casei, não casei pra isso não, senhor. Bem que minha mãe avisou!”
E ele diz, com a boca mole, querendo disfarçar: “Schhhh! Vai acordar as crianças! Bêbado nada. Só tomei dois chopinhos. Coisa de nada.”
E ele dorme, e ronca... E ela reclama que não consegue dormir. Vira pro lado, bufa, solta uns três palavrões e logo cai no sono. E então já estão os pés entrelaçados.
Ela acorda no dia seguinte dizendo “Levanta, homem!”. Mas não de uma forma qualquer... Em altos brados, que é pra castigar a ressaca.
E quando não é a turma do bar... É a vez da turma do futebol...
Lá vai ele outra vez, feliz da vida, todo prosa... Só porque vai encontrar a turma, falar da partida de domingo. Fazer troça com aquele amigo esquisitão. E tirar samba da caixa de fósforos...
E quando ela reclama de novo, ele diz “Po, mulher! Me deixa em paz... Eu trabalho a semana toda. Você pode reclamar do que for, só não reclama da turma. A turma é legal. E olha, a gente não faz nada de mais. Prometo que na volta eu trago aquele doce que você gosta!”
E ela retruca, com uma mão na cadeira e colher de pau na outra: “Traz doce nada, do jeito que tu anda, vai é trazer jornal e pão”.

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Resíduo
Carlos Drummond de Andrade

De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco

Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).

Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.

Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
- vazio - de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.

Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.

Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.

Se de tudo fica um pouco,
mas por que não ficaria
um pouco de mim? no trem
que leva ao norte, no barco,
nos anúncios de jornal,
um pouco de mim em Londres,
um pouco de mim algures?
na consoante?
no poço?

Um pouco fica oscilando
na embocadura dos rios
e os peixes não o evitam,
um pouco: não está nos livros.

De tudo fica um pouco.
Não muito: de uma torneira
pinga esta gota absurda,
meio sal e meio álcool,
salta esta perna de rã,
este vidro de relógio
partido em mil esperanças,
este pescoço de cisne,
este segredo infantil...
De tudo ficou um pouco:
de mim; de ti; de Abelardo.
Cabelo na minha manga,
de tudo ficou um pouco;
vento nas orelhas minhas,
simplório arroto, gemido
de víscera inconformada,
e minúsculos artefatos:
campânula, alvéolo, cápsula
de revólver... de aspirina.
De tudo ficou um pouco.

E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.

Mas de tudo, terrível, fica um pouco,
e sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob os túneis
e sob as labaredas e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito
e sob o soluço, o cárcere, o esquecido
e sob os espetáculos e sob a morte escarlate
e sob as bibliotecas, os asilos, as igrejas triunfantes
e sob tu mesmo e sob teus pés já duros
e sob os gonzos da família e da classe,
fica sempre um pouco de tudo.
Às vezes um botão. Às vezes um rato.

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Não me leve a malMe leve à toa pela última vezA um quiosque, ao planetárioAo cais do porto, ao paçoO meu coração, meu coraçãoMeu coração parece que perde um pedaço, mas nãoMe leve a sérioPassou este verãoOutros passarãoEu passoNão se atire do terraço, não arranque minha cabeçaDa sua cortiçaNão beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?Pense como eu vim de leveMachuquei você de leveE me retirei com pés de lãSei que o seu caminho amanhãSerá um caminho bomMas não me leveNão me leve a malMe leve apenas para andar por aíNa lagoa, no cemitérioNa areia, no mormaçoO meu coração, meu coraçãoMeu coração parece que perde um pedaço, mas nãoMe leve a sérioPassou este verãoOutros passarãoEu passoNão se atire do terraço, não arranque minha cabeçaDa sua cortiçaNão beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?Pense como eu vim de leveMachuquei você de leveE me retirei com pés de lãSei que o seu caminho amanhãSerá um caminho bomMas não me leveO meu coração, meu coraçãoMeu coração parece que perde um pedaço, mas nãoMe leve a sérioPassou este verãoOutros passarãoEu passo

Sábado, 4 de Agosto de 2007

“Eis a verdade: todos os sonhos da carne e da alma estão em A vida como ela é..."

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007

Vanessa Da MataComposição: Vanessa da Mata
Ainda bem,
Que você vive comigo
Por que senão,
Como seria essa vida:
Sei lá, sei lá.
Nos dias frios,
Em que nós estamos juntos
Nos abraçamos,
Sobre o nosso conforto
De amar, de amar.
Se há dores, tudo fica mais fácil,
Seu rosto silencia e faz parar.
As flores que me manda são fato,
Do nosso cuidado e entrega.
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão.
Meu corpo sem o seu, uma parte
Seria um acaso e não sorte.
Ainda bem,
Que você vive comigo
Por que se não,
Como seria essa vida:Sei lá, sei lá!
Se há dores, tudo fica mais fácil,
Seu rosto silencia e faz parar.
As flores que me manda são fato, do nosso cuidado e entrega.
Meus beijos sem os seus não daria
Os dias chegariam sem paixão.
Meu corpo sem o seu, uma parte
Seria um acaso e não sorte.
Nesse mundo de tantos anos,
Entre tantos outros,
Que sorte a nossa, hein?
Entre tantas paixões,
Este encontro nós dois,
Esse amor.
Entre tantos outros.
Entre tantos anos,
Que sorte a nossa, hein?
Entre tantas paixões,
Esse encontro, nós dois,
Esse amor.
Entre tantas paixões,
Esse encontro, nós dois,
Esse amor.
O mesmo problema do copiar e colar da Internet. Fica tudo assim, colado.

http://blonicas.zip.net/

A bela arte de pedir.
De Xico Sá.
Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir.Como elas pedem gostoso.Como elas são boas nisso.Resistir, quem há de?Um simples “posso pegar essa cadeira, moço?” vira um épico. É o jeito de pedir, o ritmo caliente da interrogação, a certeza de um “sim” estampado na covinha do sorriso.Pede que eu dou.Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo!Estou pedindo: pede!Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis.Pede a bolsa de cerejas da Louis Vuiton, pede o shopping inteiro, pede a Daslu.Pede que compro nem que seja no camelô.Não me pede nada simples, faz favor.Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses.Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos. Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim ou de Nossa Senhora do Carmo no braço, são lindamente barulhentos.Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos. Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: “Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?”Um castelo na Inglaterra?Sim, eu dou na hora.Sim, eu opero o milagre.Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!Pede, benzinho, pede tudo.Que eu largue a boemia,pare de beber e me regenere???Pede, minha nega, que o amor tudo pode.Mesmo as que têm mais poder de posse que todos nós não escapa de um belo pedido.Com estas, as mais poderosas, tem ainda mais graça. Elas pedem só por esporte, o que não lhes comprometem a pose e muito menos a independência.Não é questão de poder ou dinheiro.O charme e o que importa é o pedido em si, o romantismo que há guardado no ato.Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora. Estou pronto.Eu lhe peço: me pede.Café da manhã na cama todas as manhãs?Já estou arrumando os potinhos de geléia e de olhos na cafeteira.Champanhe todas as noites? Sim, terá, e sempre à luz de velas.Que eu abra a porta do carro, sem que você corra risco de parecer uma nostálgica?Abre-te Sésamo!Puxar a cadeira?Só se for agora.Reservar mesa para jantar fora?Acabei de providenciar. Peço: me pede!Não pede mimos baratos, pede atenção, essa mercadoria tão cara e tão em falta no mundo de homens e mulheres.

Segunda-feira, 9 de Julho de 2007

Resolvi tomar um chá.
Cantar um mantra.
Berrar ao mundo essa coisa que fica aqui dentro se contorcendo.
Ouvir uma música pra relaxar.
Pra ver se sai tudo aquilo que eu queria falar.
Pra calar a voz muda da alma... Pra calar alguém que quer gritar baixinho, que é pra ninguém ouvir.
Pra dizer pro mundo que ele que vá... Pra onde ele quiser ir.
Pra gritar toda essa minha insatisfação.
E fazer calar aquele mesmo grito mudo.
E apenas ser eu... Apenas eu e só.
Gritar pra ele as incertezas. E pedir pra ele se calar.

Terça-feira, 19 de Junho de 2007

- Eu te amei desde a primeira vez que te vi.

- Mentira. A primeira vez que você me viu, que a gente foi apresentado, você nem lembra de mim!

- Claro que não, eu tava bêbado! Bêbado. Nem me lembro como sai daquele lugar. Muito menos de como cheguei em casa, oras.

- Ah, claro... Não lembrou... Te garanto que lembra das putinhas que você foi encontrar.

- Que putinhas? Fui encontrar ninguém. Fui pra casa!

- Casa? Ué, agora você lembra?

- Não amola... Da primeira vez que você me viu, você achou que eu tinha cara de suburbano.

- Achei mesmo. Também, com aquele cabelo...

-Vem cá, vem... Você sabe que eu te amo. Desde que eu te vi naquele bar, eu fiquei encantado... Te amei desde a primeira vez que te vi.

- Mas não foi a primeira...

Terça-feira, 12 de Junho de 2007

Da série: "Maisumobjetoqueeuamo". A minha mãe vive reclamando que eu guardo quinquilharias, que eu fico colocando bichinhos, frufruzinhos em cima das prateleiras... Mas sempre arranja um jeito de me dar coisas assim como essa vaca amarela linda!
Não achei o nome certo... Mas acho que faz parte das poesias religiosas de Vinícius de Moraes. Se não fizer, perdoem-me. Vou pesquisar em outras fontes para saber certinho e corrigir... Mas a poesia vale muito...

"NA TREVA que se fez em torno de mim Eu via a carne. Eu senti a carne que me afogava o peito E me trazia à boca o beijo maldito
Eu gritei. De horror eu gritei que a perdição me possuía a alma E ninguém me atendeu. Eu me debati em ânsias impuras A treva ficou rubra em torno a mim E eu caí!
As horas longas passaram. O pavor da noite me possuiu. No vazio interior ouvi gritos lúgubres Mas a boca beijada não respondeu aos gritos.
Tudo quedou na prostração.
O movimento da treva cessou ante mim.
A carne fugiu Desapareceu devagar, sombria, indistinta Mas na boca ficou o beijo morto.
A carne desapareceu na treva E eu senti que desaparecia na dor Que eu tinha a dor em mim como tivera a carne Na violência da posse.
Olhos que olharam a carne Por que chorais? Chorais talvez a carne que foi Ou chorais a carne que jamais voltará? Lábios que beijaram a carne Por que tremeis? Não vos bastou o afago de outros lábios Tremeis pelo prazer que eles trouxeram Ou tremeis no balbucio da oração? Carne que possuiu a carne Onde o frio? Lá fora a noite é quente e o vento é tépido Gritam luxúria nesse vento Onde o frio?
Pela noite quente eu caminhei ... Caminhei sem rumo, para o ruído longínquo Que eu ouvia, do mar. Caminhei talvez para a carne Que vira fugir de mim.
No desespero das árvores paradas busquei consolação E no silêncio das folhas que caíam senti o ódio Nos ruídos do mar ouvi o grito de revolta E de pavor fugi.
Nada mais existe para mim Só talvez tu, Senhor. Mas eu sinto em mim o aniquilamento...
Dá-me apenas a aurora, Senhor Já que eu não poderei jamais ver a luz do dia. "

Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

Num banco da Cinelândia
Sophia Lange

Sentado num banco, você lia um livro. Acho que era Dostoievski, ou seria alguma coisa de Rubem Fonseca? Não sei dizer. Me lembro do seu jeito taciturno, movimentos em câmera lenta, mas ao mesmo tempo inquietos, como à espera de alguma coisa que deveria acontecer. Era de uma inquietação singular, mal disfarçada.... Parecia um personagem do livro que lia. Parecia perdido nos sentimentos... Vai ver eles nem eram seus sentimentos, mas coisas que os outros te deram, emprestaram, impuseram. Acho que você tinha medo de você mesmo, do que sabia ser necessário fazer e não fazia. Ou talvez fosse tudo só impressão, imaginação da minha cabeça.

Você estava lá, sentado naquele banco onde mendigos dormem, trabalhadores descansam numa breve pausa da realidade, velhinhos retomam o fôlego; todo tipo de gente. E não fazia diferença. Em frente ao cinema. Do seu lado um pipoqueiro e na frente o letreiro "Babel" – Première. Num café as pessoas bebiam a filosofia da vida, aos amores perdidos, aos achados e a tudo mais que se disfarça de papo- furado em uma mesa, seja ela de café ou de bar. São ótimos purgantes das agruras. Era fim de setembro e o vai e vem das pessoas a sua frente comprando ingressos para o festival era grande. Mas você parecia não dar conta.

Não sei se você me viu em algum dos momentos que olhou pro nada. Se viu, não notou. Mas eu te observava e ficava atenta porque queria saber a sua história, perguntar o que passou... Saber o porquê de toda aquela sombra a sua volta. Colocar você no colo, passar o dedo entre os seus cabelos e fazer você rir. Te falar: "Vamos ao cinema?". Comprar uma pipoca... Afinal, estava tudo tão ao alcance. Você parecia não querer tudo isso... As coisas não estavam se negando a você. Eu queria era compartilhar de toda aquela vida que estava em volta e você nem percebia.

Você era atraente. Devia ser daquelas pessoas que são sempre um enigma. Que envolvem a gente com atitudes que jamais imaginamos, simplesmente porque parecem absurdas num primeiro momento, mas fazem total sentido. É só se livrar dos preconceitos, das tais das pré-concebidas idéias.

De repente, saindo daquele seu mundo, você levanta, vira as costas e vai embora. E eu? Eu continuei ali, parada, sem conseguir me mexer e dizer: "Olha, meu bem! Acho que você é o amor da minha vida! Vamos tentar?".

Foi a primeira vez que te vi... Todas as outras vezes te encontrei nas minhas lembranças. Esbarrei com você nos meus medos, na minha saudade. E não posso negar, todos os dias vou naquele mesmo banco, sento e te espero, afinal foi a primeira, apenas a primeira, disso eu sei.

Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

Esse eu comecei a ler hoje. Para não perder o hábito de ler várias coisas ao mesmo tempo.
Esse eu ganhei de uma amiga muito querida. Foi um dos que eu mais gostei também.

O presente que mais gostei...
Eu disse que gostei e olha que situação: minha mãe e minha sogra me deram ele.
Não posso contar qual dos dois troquei.
Hoje eu vi Rocky VI.... Tocante (dê a entonação desejada a esta palavra)!
Então, terça fiz 24 anos.
Nunca tive um aniversário tão feliz, tão completo. Estava cercada daqueles que mais me são caros, ri, bebi, fui amada, beijada, festejada. Tudo, tudinho!
Aqueles que me importavam ligaram! E quantos ligaram! Não é para me gabar, mas foi o ano que mais recebi ligações.

Senti falta da minha avó Glória... Todo aniversário, a minha família paterna sempre ligava pra lá para me dar parabéns, meio QG, sabe? E ela anotava num papel em ordem de quem tinha ligado e me dava. Era fofo... Mas ela se foi há dois anos e deixou um rombo imenso na minha vida e na de todos que estavam ao redor dela.

Ah, mas que isso. É papo de aniversário e não de morte...

Fiz 24 anos e ainda não acho que sou adulta. To esperando crescer. Ainda não me sinto assim. Quando a gente começa a se sentir assim? Sei não.

Fiz 24 anos e ainda tenho aquela sensação de que a minha vida está quase acontecendo, que o início de todo o resto está a qualquer momento pra bater a minha porta, a chegar na calada da noite e dizer como vai ser tudo daqui pra frente. Dar o enredo dessa coisa toda. Não, claro que eu sou feliz, mas sabe.... Falta alguma coisa? Interrogação sim, porque eu mesma não sei.

O amor já chegou, a profissão já foi escolhida e em parte exercida... Coisas que complementam estão de acordo com as expectativas... Amigos, tenho aqueles que me satisfazem... Família sempre por perto. Filhos? Ainda não... Mais tarde eles de certo virão. Então não deve faltar nada, né?